Comentário maldoso que circula pela cidade: o prefeito Rogério Lorenzetti (PMDB) trancou o cofre, entregou a chaves a três secretários (Fazenda, Administração e Controladoria) que passam a controlar os gastos neste período de contenção de despesas, e passou o cargo ao vice Rubens Felippe.
O assunto que dominou as rodas políticas ontem foi o entrevero, no dia anterior, envolvendo professores de Paranavaí e os seguranças da Assembleia Legislativa. Uns defendiam os professores e lamentavam as agressões que foram vítimas; outros condenavam o que qualificaram como exagero de força contra os professores.
Com relação aos cortes de gastos divulgados há poucos dias pela Prefeitura de Paranavaí, leitor deste Blog encaminha e-mail onde questiona: “em vez de ficar cortando consultas com especialistas, porque não acaba com secretarias criadas no atual governo e com cargos comissionados que nada mais é que acerto político”?
Na avaliação do leitor, a medida (cortes dos gastos) gera sofrimento à população e questiona a entrevista concedida pelo prefeito Rogério Lorenzetti (PMDB), no qual disse que “o povo não sentirá os cortes”. Segundo ele, por telefone, o prefeito mandou cortar exames e consultas especializadas, atendendo apenas os casos de urgência.
Dado o recado do leitor, por uma questão de justiça, deve-se esclarecer que consultas e exames com especialistas não é de responsabilidade do município. As prefeituras deveriam investir 15% do seu orçamento em saúde, mas a maioria investe entre 20 e 30%, porque os governos estaduais e o federal não cumprem com sua parte no co-financiamento da saúde. Resultado: os municípios acabam assumindo com responsabilidades que são suas.
Agora, rever a necessidade de secretarias e de cargos comissionados é sempre bem-vindo.
Pelo menos mais um professor paranavaiense se envolveu no confronto ontem entre manifestantes e os seguranças da Assembleia Legislativa do Paraná. Os professores protestavam contra a lei que adiava a eleição para diretor das escolas estaduais em um ano. Houve enfrentamento e o professor Ivan Bernardo, de Paranavaí, foi agredido.
Mas também a professora Sandra Gomes Ferreira acabou se envolvendo na confusão e denunciou que igualmente foi agredida pelos seguranças.
Sobre o assunto, questionado pelas redes sociais o que acontecerá com os seguranças, o presidente da Assembleia, Valdir Rossoni, que determinou a atuação dos agentes, foi direto: “condecorado”.
E as TVs mostraram hoje cenas em que os deputados estaduais Luiz Cláudio Romanelli e Stephanes Júnior, ambos do PMDB, debochavam dos professores enquanto eles gritavam palavras de ordem.
O vereador Mohamad Smaili (SDD), presidente da Câmara Municipal, falou em nome dos vereadores presentes na cerimônia em que o prefeito Rogério Lorenzetti (PMDB) transmitiu o cargo de prefeito de Paranavaí ao vice Rubens Felippe. Ele lembrou a trajetória política de Rubens à frente do município e elogiou seu perfil administrador, descrevendo-o como transparente, enérgico, competente e empreendedor.
“Divergências ideológicas são comuns e saudáveis em uma democracia. E essa união e bom relacionamento entre o prefeito e o vice é muito importante para a construção da nossa cidade. […] Tenho observado a transformação que Paranavaí tem vivido nesta administração e o nosso desejo, como vereadores, é colaborar para que continue assim”, arrematou.
Ficou para sexta-feira ou sábado (as informações ainda estão desencontradas) a posse do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdir Rossoni (PSDB) como governador do Paraná. Hoje os deputados estaduais aprovaram a licença do governador Beto Richa (PSDB) para o período de 7 a 22 deste mês. E o vice-governador, Flávio Arns, se ausentará do país entre os dias 8 e 12 também deste mês, possibilitando a investidura de Rossoni no cargo de governador.
Mas ao contrário do que foi informado antes, na quarta ou quinta-feira da próxima semana é a vez de Arns ocupar o principal gabinete do Palácio Iguaçu até o retorno do titular.
Quando a solenidade de transmissão de cargo do prefeito Rogério Lorenzetti (PMDB) para o vice Rubens Felippe (PSDB) havia um único vereador presente: Mohamad Smaili (SDD), presidente da Câmara Municipal de Paranavaí. Quando este encerrava seu discurso apareceram, de uma só vez, os vereadores Walter dos Reis (PMDB) Claudemir (Irmão) Barini (PSC), Aldrey Azevedo (DEM) e Leonildo Martins (PT).
Logo após a solenidade os vereadores tiveram uma conversa tête-à-tête com o então já licenciado prefeito Rogério. Na hora a informação era de que conversavam sobre o veto a um projeto de lei. Agora à tarde, a Assessoria de Imprensa da Prefeitura distribuiu nota e a informação ficou mais clara: o prefeito vetou um projeto de lei de autoria do vereador Aldrey que garantiria transporte coletivo gratuito aos portadores de doenças e seus acompanhantes.
Segundo a mensagem do veto, além da iniciativa ser inconstitucional, ainda provocaria desequilíbrio financeiro nas relações com a empresa concessionária. E a alternativa seria dividir os custos entre todos os usuários do transporte coletivo, aumentando o preço da passagem.
Pelo que se apurou, as unidades do CAPS atendem hoje cerca de 700 pessoas com algum tipo de transtorno. Considerando este contingente e seus acompanhantes, seriam 1.400 pessoas com direito a transporte gratuito, que deveria ser bancado pelo município ou pelos usuários. Continuar lendo
Desde que deixou a Secretaria da Família e Assistência Social (Sedes), para se dedicar à campanha de reeleição do marido Beto Richa (PSDB), Fernanda Richa não voltou mais ao cargo. E deverá ficar fora até o final do ano. Para seu lugar foi nomeada Letícia Codagnone Ferreyra Raimundo, diretora-geral da Secretaria. A assessoria de imprensa do Palácio Iguaçu não está autorizada a informar se ela fará parte do novo governo, a partir de 1º de janeiro.
O nome de Fernanda chegou a ser cogitada para disputar a Prefeitura de Curitiba, mas, pela legislação, isso só poderá acontecer depois que Beto Richa deixar o Governo do Estado. Ou seja, ainda vai rolar muita água sob a ponte até que isso aconteça
O senador Álvaro Dias (PSDB) tem defendido a tese de auditoria nas eleições presidenciais, quando a presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita com 51,64% dos votos contra 48,36%, uma diferença de 3,28% dos votos. Até aí, tudo bem.
Mas nas eleições para o Governo do Estado em 2006, quando seu irmão, Osmar Dias (PDT), perdeu para Roberto Requião (PMDB) pela magérrima margem de 0,2, menos da metade meio por cento, o tucano se calou.
De uma ou outra: ou agora Álvaro quer criar um fato político ou Osmar está mal de irmão, já que na época havia muito mais razões para se pensar numa auditoria política.
Em tempo: O TSE não acatou a solicitação do PSDB para realizar a auditoria no pleito eleitoral. Por unanimidade os ministros da mais alta corte eleitoral entenderam que todos os mecanismos de fiscalização do pleito estavam à disposição dos partidos desde abril, seis meses antes das eleições.
Ao assumir o cargo de Prefeito de Paranavaí, Rubens Felippe (PSDB) disse que vai trabalhar para continuar o desenvolvimento da cidade. Sobre a expectativa da economia brasileira e local, comparou com uma locomotiva que está subindo a serra. “A velocidade é menor, mas não pára”, disse ele.
Antes dele, o prefeito licenciado Rogério Lorenzetti havia manifestado certa preocupação com o futuro da economia, embora tenha dito que os reflexos de uma eventual crise serão minimizados em Paranavaí pelos novos investimentos e pelas obras públicas.
A transmissão do cargo aconteceu hoje de manhã numa cerimônia simples: Rubens fez questão de agradecer e registrar a presença de secretário durante sua gestão (89-92): Laércio de Oliveira, Valmir Trentini, Laurindo Martins e José Augusto Felippe. Durante a solenidade foi lida uma mensagem encaminhada pelo presidente do PSDB de Paranavaí, Walmor Trentini, desejando sucesso no período em que Rubens estiver à frente do Executivo Municipal.
Poucos tucanos prestigiaram o evento. Mas, mais que as presenças, foram as ausências que chamaram a atenção, como dos tucanos Ary Bracarense Costra Júnior e Flávio Antunes, além do ex-tucano Luiz Tadeu Fernandes, o Notti, que é sobrinho de Rubens.
O doleiro Alberto Youssef, preso na operação Lava Jato, confirmou em depoimento que deu R$ 1 milhão para a campanha de Gleisi Hoffmann (PT) ao senado em 2010. O pagamento foi feito em quatro parcelas de R$ 250 mil, através de um empresário de Curitiba.
A afirmação de Youssef confirma o que disse o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, também em delação premiada, de que em 2010 recebeu pedido “para ajudar a campanha” de Gleisi. Segundo ele, foi o marido da senadora, o atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, quem fez a solicitação. Youssef confirmou esse pedido e disse ter viabilizado a entrega do valor.
Rubens Felippe (PSDB) assume amanhã, às 9 horas, no Paço Municipal, cargo de prefeito de Paranavaí. Ele vai substituir o prefeito Rogério Lorenzetti (PMDB) que sai para um período de férias de 20 dias. Ele já adiantou que, embora de férias, deve ficar em Paranavaí neste período. “Devo fazer apenas duas rápidas viagens”, informou o prefeito.
E para esta quarta-feira também está prevista a transmissão do cargo de governador do Paraná. Beto Roicha (PSDB) deve passar o cargo ao presidente da Assembleia Legislativa (PSDB). É que o vice-governador Flávio Arns está fora do país, participando de uma missão internacional. Beto deixa o Palácio Iguaçu para descansar da campanha.
Tanto Rogério como Beto devem retornar ao cargo no dia 24
Só para registrar: Rubens apoiou a candidatura de Rossoni a deputado federal.











