A Prefeitura de Paranavaí protocolou nesta semana mais um lote de contribuintes inscritos em Dívida Ativa para protesto em cartório. Neste lote estão sendo protestadas 129 Certidões de 17 contribuintes, somando R$ 820 mil em tributos devidos.
Com o protesto, o contribuinte é incluído no Serasa e fica com restrição de crédito em geral. Esta é uma nova modalidade de cobrança de impostos e taxas que já é executada pela União e pelo Estado.
Segundo levantamento da Secretaria de Fazenda, o município tem cerca R$ 15 milhões a receber só das certidões inscritas em Dívida Ativa no período de 2009 a 2012. Este número engloba os impostos e taxas, como IPTU, ITBI, coleta de lixo, Alvarás, taxa da Vigilância Sanitária e outros.
O prefeito Rogério Lorenzetti sancionou ontem a lei que autoriza a cessão de de imóvel para a da sede da Reitoria da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) em Paranavaí. “A administração municipal está empenhando todos os esforços para colocar a reitoria em funcionamento rapidamente. Quando estávamos lutando para trazer a Reitoria para cá várias cidades se candidataram para ser sede da universidade, mas só Paranavaí apresentou uma proposta de cessão de um prédio e recursos financeiros para ajuda com as despesas administrativas. Só temos a agradecer o apoio do governador Beto Richa, do deputado Teruo Kato e dos vereadores, que aprovaram esta lei para que pudéssemos fazer a cessão do imóvel”, destacou Lorenzetti.
O município está colocando à disposição o prédio que fica na Rua Pernambuco, onde funcionava a Junta de Conciliação e Julgamento. O espaço já abrigou as secretarias municipais de Agricultura e de Desenvolvimento Econômico. O município fica responsável pelas adequações necessárias do espaço físico e ao Estado cabe a instalação de mobiliário. A administração municipal vai ajudar ainda com os custos de água, luz, telefone, uma faxineira e um agente administrativo. A previsão é que uma equipe administrativa já comece a trabalhar no novo prédio nas próximas semanas.
O pedido do PMDB para que a Justiça Eleitoral não aceitasse o pedido de desfiliação do Mohamad Smaili, porque ele estava em débito com a tesouraria do partido “por mais de seis meses”, era procedente. O vereador correu hoje à tarde liquidar a fatura.
Não foi possível apurar quantos meses tinha em atraso e qual foi o valor efetivamente pago.
Em ofício encaminhado ao Juízo da 72ª Zona Eleitoral de Paranavaí, o PMDB está requerendo que seja indeferido o pedido de desfiliação do vereador Mohamad Smaili, que pediu o desligamento do partido e assinou ficha de filiação ao Solidariedade (SDD).
O Blog teve acesso ao documento do PMDB. Para pedir a desfiliação, o presidente Lauro Machado e o secretário Antonio Artur Lopes, que assinam a petição, alegam que Mohamad está em atraso com a contribuição obrigatória por mais de seis meses.
“A disciplina partidária é um caso particular que deve prevalecer em toda e qualquer associação, isto quer dizer que os filiados devem fidelidade ao programa e objetivo do partido, respeitando a regra de seu estatuto, o cumprimento de seus deveres e probidade no exercício de seu mandato ou de funções partidárias conforme estabelece o estatuto do PMDB em seus artigos 96 e 100”, diz o ofício, que conclui:
“Diante do exposto requer a Vossa Excelência que não seja concedida a desfiliação do partidário até que o mesmo não legalize sua situação perante o Partido do Movimento Democrático Brasileiro”.
Nem mesmo a informação de que o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Paranavaí (Sinserpar) apresentou reclamação no Ministério Público de que o Executivo Municipal estaria pagando de forma irregular o adicional de insalubridade foi suficiente para diminuir os rumos de que o advogado Benjamin Marçal estaria para deixar o cargo de assessor jurídico da instituição. O que não se comenta são as razões para tal decisão, que, segundo algumas fontes, é irreversível, é só uma questão de tempo. Duas opções: incompatibilidade com a presidente do Sindicato, Eliane Tavares, ou a busca de novos rumos profissionais.
Hoje uma fonte disse que provavelmente Benjamin irá aguardar o desfecho da greve (o julgamento do mérito da ação que, liminarmente, considerou a greve dos servidores ilegal) e a decisão do MP sobre a denúncia de irregularidades no pagamento do adicional de insalubridade.
Peemedebistas disseram hoje de manhã que os vereadores Walter dos Reis e Zenaide Borges deverão continuar no partido, apesar do convite para se transferirem para o Solidariedade (SDD). A lógica é que, se aceitassem o convite, como fez o vereador Mahamd Smaili, juntos os três elegeriam apenas um vereador. A saída de Mahamad, na prática, facilita a reeleição de ambos.
Também está praticamente confirmada que o PMDB vai à Justiça para tentar recuperar o mandato do vereador Mahamad. Esta iniciativa obedece a uma orientação nacional do partido. Se conseguirem recuperar o mandato de volta, assume o primeiro suplente, Márcio (Leiteiro) Gonçalves.
Ainda está longe de ser selada a paz no ninho tucano em Paranavaí. Walmor Trentini e seu grupo têm trabalhado muito para “oxigenar” (termo que Flávio Antunes, cassado da presidência, usava) o partido. Mas Antunes e outros dois líderes que deixaram o partido, Luiz Tadeu Fernandes, o Notti, e Ary Bracarense Costa Júnior, defendem uma nova comissão provisória.
Ninguém saber onde vai dar isso.
Presidente estadual do PP, Ricardo Barros, secretário estadual de Indústria e Comércio, tem o apelido de leitão vesgo – enquanto mama numa teta já está de olho em outra. Nunca este apelido lhe caiu também.
Ele continua no PP, sua esposa, Cida Borghetti, assumiu a presidência do recém-fundado PROS, e seu irmão, Silvio Barros II está no PHS.
É mole?
E os correligionários do casal Cida-Ricardo Barros em Paranavaí, vão pra onde?
O vereador Mohamad Smaili, que deixou o PMDB pelo Solidariedade (SDD), era pré-candidato a deputado federal. Depois fez juras de amor ao deputado federal João Arruda (PMDB), alimentando que iria apoiar sua reeleição. Agora no novo partido não se sabe se ele vai ressuscitar a ideia de se lançar candidato ou vai apoiar a reeleição do presidente estadual do seu novo partido, o deputado federal Fernando Francisquini, que saiu recentemente do PSDB.
Prefeitura, Judiciário, Ministério Público e Polícia vão trabalhar unidos no combate à dengue em Paranavaí. A proposta é jogar pesado contra aqueles que ainda não se conscientizaram da situação. A promotora Suzy Mara de Oliveira não descarta a possibilidade de prisões contra reincidentes.
Além do sofrimento daqueles que contraíram a doença na epidemia que começou no ano passado e foi até meados deste ano, a Prefeitura informou que teve um gasto extra de R$ 3 milhões por conta da doença.
A primeira dama do Estado, Fernanda Richa não veio a Paranavaí. O mau tempo não permitiu que o avião que a conduzia a cidade decolasse. Mas a cerimônia de inauguração da Casa da Semiliberdade foi realizada sem ela.
Depois da solenidade, a assessoria da secretária colocou o prefeito Rogério Lorenzetti (PMDB) para conversar com Fernanda Richa pelo telefone. Mas a conversa só foi amenidades.
Em tempo: a inauguração aconteceu sem a presença de Fernanda e de deputados. Nem Teruo Kato (PMDB), nem Luiz Accorsi (PSDB) deram as caras.
O ex-vereador Gabriel Back está no PSB, depois de passar décadas no PFL/DEM e ultimamente estar no PSD do ex-prefeito José Augusto Felippe. O novo socialista deve coordenar na região a campanha a deputado federal do ex-prefeito de Curitiba Luciano Ducci, a pedido do tio do candidato, Dionísio Dal-Prá, padrinho político de Back.











