O blog do jornalista Angelo Rigon, de Maringá, denuncia que coordenadores da campanha de reeleição do governador Beto Richa na Cidade Canção foram flagrados trocando cheques emitidos pelo comitê em Curitiba. Eles cobrariam ágio do beneficiário, pagando em cash em valor menor do cheque. A coordenação estadual já estaria ciente do caso, mas tenta abafar para evitar escândalo.
E um segundo cheque apareceu agora à tarde, comprovando a denúncia, O coordenador Joel Coimbra ainda não se manifestou sobre o assunto.
O candidato a deputado estadual Sebastião Medeiros (PTB) está vitaminando sua campanha na reta final. A ordem é vencer ou vencer. E nestes últimos dias garante atenção especial e exclusiva a Paranavaí.
Nesta reta final tem visitado até antigos professores que lhe deram aulas, amigos dos tempos da Escolinha de Futsal da Associação São Lucas e amigos e parentes de sua família, que se estabeleceu na cidade a partir da década de 40.
Acompanhado pelo pai, Antonio Medeiros (foto), que participa da coordenação da campanha, Sebastião quer garantir uma excelente votação na sua terra e buscar os votos restantes em outros municípios.
Os discursos, ontem, no ato de entrega de chaves aos mutuários da Cohapar, na Vila Operária, foram dos mais serenos. Era visível a preocupação dos oradores em não dar uma escorregada e ser pego pela Justiça Eleitoral. Luiz Tadeu Fernandes, correligionário do governador Beto Richa (PSDB) e diretor da empresa que construiu as casas, usou a palavra e preferiu cumprimentar o prefeito Rogério Lorenzetti (PMDB) pela política habitacional. O vereador Walter dos Reis (PMDB), correligionário do senador Roberto Requião, também optou pelos elogios ao prefeito. O próprio prefeito, apoiar de Requião, preferiu falar da importância da casa própria. E o presidente em exercício da Cohapar, Luciano Valério Belo Machado, falava sempre em governo, jamais governador.
A preocupação era tamanha que o mestre de cerimônias chegou a pedir para cabos eleitorais que carregavam bandeiras de alguns candidatos se afastassem do palco certamente para evitar que saíssem nas fotos.
O secretário do PMDB de Paranavaí, Edivaldo Daniel Lima postou em seu perfil na rede social um vídeo em que o coordenador regional da campanha do senador Roberto Requião ao Governo do Estado e presidente em exercício do partido em Paranavaí, Eduardo Baggio, pede votos à reeleição do deputado federal Hermes Parcianello, o Frangão, e do estadual Anibelli Neto.
Desde que Teruo Kato (PMDB) resolveu apoiar a reeleição do governador Beto Richa (PSDB) está levando um gelo do PMDB. Nem mesmo seu fiel escudeiro, o presidente licenciado Lauro Machado, sai mais em sua defesa.
Baggio também pediu aos correligionários que assistam o programa de Requião no horário eleitoral de segunda-feira à noite, quando o candidato deve fazer revelações que “vão tirar Beto Richa do segundo turno”, segundo avisa o próprio senador.
A coligação “Todos pelo Paraná” está veiculando na TV um comercial em que o governador Beto Richa (PSDFB), candidato à reeleição, aborda a reitoria da Unespar em Paranavaí. Diz que a escolha por Paranavaí é o reconhecimento do Governo do Estado à importância da região noroeste e que a instituição será uma universidade forte.
Matéria da Folha de São Paulo publicada ontem destaca o papel de Fernanda Richa na campanha eleitoral de seu marido, Beto Richa (PSDB), que busca a reeleição para o Governo do Estado. Na análise do jornal, Fernanda é o contraponto do marido, que é mais reservado e menos espontâneo, enquanto ela é mais articulada e popular.
“Rica e poderosa”, Fernanda é filha de banqueiros e estudou no exterior. Mas desde pequena visita comunidades carentes, gesto que aprendeu com a família.
Fernanda hoje é tida como uma das concorrentes à Prefeitura de Curitiba, hipótese que ela não descarta. Veja a matéria.
O empresário Eduardo Pasquini (PSD), candidato a deputado estadual, é um dos signatários dos termos de compromissos apresentados aos candidatos com domicílio eleitoral na região pela Associação Comercial e pelo Observatório Social de Paranavaí. Ele também participa da campanha “Eu Voto Noroeste”.
Com domicílio eleitoral em Nova Esperança, mas com forte ligação com Paranavaí, principalmente por sua atividade profissional, agroindústria do setor mandioqueiro, ele está investindo na cidade, buscando apoio e distribuindo material de campanha. Mais recentemente chegou as casas dos paranavaienses um folder de quatro páginas, de excelente qualidade, em que Pasquini se apresenta e assume compromissos com o desenvolvimento da região.
A campanha eleitoral ganhou mais um complicador e justamente nesta reta final: a chuva. Com o mau tempo, fica difícil a mobilização dos candidatos, principalmente quando os deslocamentos são de avião, tira os cabos eleitorais das ruas, os ventos derrubam cavaletes e ensopam as bandeiras e as carretas se inviabilizam – algumas já foram até canceladas nos últimos dias. E não há ouvinte nem para os carros de som, já que os eleitores se trancam em casa.
E para complicar, o Simepar aponta a continuidade das chuvas nos próximos dias. Campanha agora só com galochas, capas e guarda-chuvas. Que fase!
Costuma-se dizer nos meios políticos que cada eleição é uma eleição, os candidatos podem até ser o mesmo, mas o desempenho pode variar muito de um pleito para outro.
Quem deve estar sentido hoje isso na pele é a candidata do PT ao Governo do Estado, Gleisi Hoffmann. Quatro anos atrás ela foi candidata a senadora e obteve 3.196.468 votos, o equivalente a 29,50% dos votos válidos, se tornando a mais votada. Hoje, candidata a governadora, seu desempenho está sofrível, já que as pesquisas lhe dão 10% das intenções de votos, o que deve significar algo entre 600 mil e 650 mil votos.
Já o peemedebista Roberto Requião tem um melhor desempenho que quatro anos atrás, quando recebeu 2.691.557 votos, ou seja, 24.84% dos votos válidos. Agora suas intenções de votos está na casa dos 30%, o que deve lhe dar algo em torno de 2 milhões de votos. Lembrando que nas eleições para o Senado em 2010 o eleitor tinha direito a dois votos.
Na ocasião, Gustavo Fruet, então no PSDB, teve 2.502.805 votos (23,10%) e Ricardo Barros (PP) conquistou 2.190.539 votos (23,10%).
Já o governador Beto Richa (PSDB) garantiu sua eleição no primeiro turno. Ele conquistou 3.039.774 votos (52.44%) e Osmar Dias (PDT) foi o escolhido de 2.645.341 votos (41.67%). Os candidatos dos partidos nanicos, juntos, fizeram 111.911 votos.
Em 2010, Beto e Osmar eram os candidatos competitivos. A eleição foi polarizada. Agora são três candidatos: Beto, Requião e Gleisi, o que pode levar a disputa para o segundo turno.
A pesquisa Datafolha divulgada hoje à noite pela RPC TV também avaliou a corrida para o Senado. O senador Álvaro Dias (PSDB), que busca a reeleição, ampliou ainda mais a já sua larga vantagem. Segundo o Datafolha, a intenção de votos no tucano oscilou positivamente em 4%, chegando agora aos 63%.
Ricardo Gomyde (PC do B) registrou 8% e Marcelo Almeida está com 4%.
A pesquisa foi registrada no TSE.
Os candidatos ao Governo do Estado perderam o gás. É o que se conclui da última pesquisa Datafolha divulgada agora à noite pela RPC. Praticamente não houve variação e o pouco que houve está dentro da margem de erro de 3% para mais ou para menos.
Na pesquisa, que ouviu 1.333 eleitores entre ontem e hoje e foi registrada na Justiça Eleitoral, Beto Richa (PSDB) tem 45% das intenções de voto (antes tinha 44%), Roberto Requião (PMDB) manteve os 30% da pesquisa anterior e Gleisi Hoffmann (PT) também manteve seus 10%. Brancos e nulos continuam somando 6% e indecisos se mantêm em 9%.
Na avaliação de rejeição, Requião passou de 35% para 26%, Beto subiu de 18% para 20% e Gleisi caiu de 20% para 19%.
Na simulação de segundo turno entre os dois principais candidatos, Beto teria 51% e Requião 38%. Brancos e nulos somam 6% e indecisos 5%.
O clima na disputa pelo Governo do Paraná está quente, quase fervendo. O candidato Roberto Requião (PMDB) promete uma bala de para segunda-feira. Mas antes disso, começou a circular na imprensa cópias de documentos que comprovariam um suposto caixa dois de Requião, que disse tratar-se de documento de sua esposa Maristela e refere-se ao inventário de seu sogro.
Logo que a informação foi publicada, Requião detonou o governador Beto Richa, alegando que tratava-se de documentos pessoais de sua esposa que foram esquecido na Granja Canguiri, residência oficial do Governo do Estado. Hoje divulgou-se que o responsável por vazar os documentos é o ex-governador Orlando Pessuti. Requião in formou hoje que vai a Polícia Federal, já que trata-se de roubo de documento particular. Já os dissidentes do PMDB, liderados por Pessuti, diz que levarão os documentos, com pedido de providências, ao Ministério Público Federal
Paralelamente a divulgação dos documentos, aliados de Richa passaram a lembrar o inquérito que apura a utilização de recursos do Governo do Estado para tratar de mais de 80 cavalos de propriedade de Requião, quando este era governador.
Mas sobrou também para Beto. O vídeo resgatado pela candidata Gleisi Hoffmann (PT) em que o senador Álvaro Dias (PSDB) acusa seu colega de partido, Beto Richa, de incompetência e desonestidade, ganhou destaque no horário eleitoral da TV hoje às 134 horas. Foram quatro apresentações em programas diferentes. Álvaro apareceu tanto no horário reservado aos candidatos a governador que até parecia ser um deles.










