Se o PSD confirmar sua disposição de apoiar o PT, como vem afirmando o ex-prefeito José Augusto Felippe, o chefe do Núcleo Regional da Secretaria da Agricultura (Seab), Gabriel Back, deverá deixar o cargo. Segundo as lideranças governistas, os partidos da base do governo Beto Richa que não seguir a orientação do PSDB devem abrir mão de seus cargos. Com os tucanos praticamente fechado com o PMDB, Back poderá ser a primeira vítima do acordo.
O PDT já sinalizou que concorda em ceder a vice da candidatura à reeleição de Rogério Lorenzetti (PMDB) para um tucano. O PDT ameaçava abandonar o PMDB e se aliar ao PT de César Alexandre. Mas, como havia prometido, caso o candidato viesse do PT ou do PSDB, o PDT abriria mão sem problemas, o partido está honrando a palavra. Especula-se que o atual vice-prefeito, Alziro Melli Lopes, poderia disputar uma cadeira na Câmara Municipal. Em 2004 ele foi o vereador mais votado.
Nada como uma eleiçãozinha para amolecer o coração dos governantes. Amanhã, o prefeito Rogério Lorenzetti (PMDB) inaugura o novo posto de saúde da Vila Operária. Mas não é só isso. Segundo se apurou, ele vai aproveitar o público e vai autorizar reformas de outros postos, aquisição de veículos, entre eles uma ambulância, chamar mais profissionais de saúde, autorizar o início da construção da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), anunciar a data da inauguração da Clínica da Mulher e outras “cositas mas”.
Outras convenções municipais marcadas para Paranavaí. No dia 30, às 9 horas, PT e PSDB realizam suas convenções, em locais separados, óbvio. E às 17 horas, o PR, dos vereadores José Galvão e Gil Júlio, define posição em relação às eleições deste ano.
O PSOL e o PSTU de Paranavaí estão realizando suas convenções hoje. O professor Alcione Messias deve ser confirmado como candidato a prefeito.
O PSB de Marcos Franco e Fernando Carvalho e o PSD do ex-prefeito José Augusto Felippe podem ser reforços para a coligação PT-PP-PSL. Esta disposição já foi demonstrada pelas lideranças dos referidos partidos, mas ainda não foi tema de reunião entre os convencionais, o que deve acontecer esta semana.
O PMDB ainda não escalou quem será o responsável por informar o senador Roberto Requião de que em Paranavaí o partido está se aliando ao PSDB de Beto Richa.
Mas alguns peemedebistas informam que, para Requião, o importante seria a vitória de Rogério Lorenzetti na cabeça de chapa, ainda que para isso tenha que fazer coligações a contragosto do senador.
Será?
De um peemedebista histórico, que já fez parte do Diretório, mas hoje está afastado: “Se o Lauro (Machado) é tão partidário como fala, se ele deseja a vitória do Rogério (Lorenzetti) como diz, a maior contribuição que ele pode dar ao partido e ao candidato é licenciar-se ou renunciar de vez à presidência do PMDB. Nenhum outro peemedebista pode ajudar tanto o partido como o Lauro pode. Ele já deu sua contribuição no passado. E o mesmo vale para o (Eduardo) Baggio. Deixar o PMDB em paz é contribuir decisivamente para a sua vitória neste ano”.
Lauro Machado defende que o PMDB tenha chapa pura (candidatos a prefeito e a vice do partido), apesar de já admitir uma aliança com o PSDB desde que o vice seja o tucano Ari Bracarense Costa Júnior. Baggio é o pretenso candidato a vice no caso de chapa pura, embora seu nome figure numa lista de inelegíveis do TCU – Tribunal de Contas da União.
Do Blog do Valmir Trentini
Reviravolta na política local de Paranavaí, para muitos. O PSDB, que desde 2008 tem papel de coadjuvante, nesta pré-campanha apresentou nova crise de identidade. Para reencaminhar, o deputado estadual Luiz Accorsi, representante regional do partido do Governador Beto Richa, com a desistência dos pré candidatos a prefeito pela sigla, definiu, bateu o martelo numa composição com o PMDB, onde os tucanos apresentam o vice na chapa. O deputado tratou disso pessoalmente neste fim de semana. Com essa definição, a coligação encabeçada por Rogério Lorenzetti, deverá ser formada por 15 partidos, já que devem acompanhar o PSDB, o PTB, o DEM e o PSD. Em torno da candidatura petista de César Alexandre, além do PP e PSL, pode surgir o PSB, mas que na ultima hora também pode seguir o PSDB. Campanha terá polarização entre PMDB e PT, e o PSol.
Ironia do destino! Durante um ano, lideranças dos principais partidos de Paranavaí falaram em formar uma “frentona” contra o prefeito Rogério Lorenzetti (PMDB). Fariam parte desta aliança partidos como o PSDB, DEM, PP, PTB, PSB e, se possível, até o PT.
Os meses se passaram, o PT se aliou ao PP; o PSDB tentou, por duas vezes, ter candidato próprio e voltou atrás e acabou por se aliar ao PMDB, com a previsão de trazer junto vários outros partidos.
Para quem ainda não tinha entendido é por isso que dizem que política é como nuvem: você olha pra ela está de um jeito e minutos depois, olha de novo, e já mudou a forma.
O normalmente inquieto Nelson Quintino andava meio afastado da política. Ficou muito irritado porque o presidente do DEM, Sebastião Medeiros, abandonou a candidatura a prefeito e mais irritado ainda quando ele (Medeiros) decidiu apoiar o então candidato a prefeito do PSDB, Maurício Yamakawa. Não bastasse isso, Medeiros ainda afastou Quintino da vice-presidência do DEM.
Nelson dava sinais de que, diante do quadro novo, gostaria de apoiar a reeleição de Rogério Lorenzetti (PMDB), mas não tinha forças para levar seu partido para o lado do prefeito. Mas o “destino” se encarregou de levar a base aliada do Governo Beto Richa para o lado de Rogério, o que, a rigor, atendeu os interesses de Quintino.
Mas ontem, o ex-vice-presidente do DEM, voltou a criticar Medeiros, pelo seu microblog twitter. Cumprimentou Rogério pela articulação política e disparou: “Quem não vir pelo amor vem pela dor. Só lembrando que quem chega primeiro toma água limpa”, numa clara alusão que o DEM poderia ter maior poder de negociação com o PMDB se tivesse se articulado antes. E completou; “O partido dos Democratas, se tivesse um presidente com experiência, iria tomar água limpa. Agora tem que vir pela dor”.
Rogério Lorenzetti tentou minimizar as críticas, escrevendo a Quintino: “Elas (as conversações) não chegaram ao fim. Quando chegarem a bom termo, o grande vencedor será o povo de Paranavaí. Todos são bem vindos”.
Quem diria? Costumeiramente “pavio curto”, o prefeito agora age de bombeiro. Nada como uma eleição para acalmar os ânimos e ser mais maleável.
Em sua versão on line, a Gazeta do Povo puiblica a matéria “Escolha dos vices deve concentrar atenções”, sobre os movimentos políticos em Curitiba, não muito diferente de Paranavaí. No subtítulo “Decisão delicada”, o jornal fala da importância e o cuidado que os candidatos e partidos devem ter na escolha do vice. Leia:
A escolha do vice em uma chapa majoritária cumpre a função principal de selar alianças partidárias, fechando o compromisso de repartir a gestão. E tem se mostrado uma decisão complicada. O primeiro problema ocorre quando o partido aliado escolhe um nome desconhecido. Foi o caso de Derli Donin, ex-prefeito de Toledo, que foi indicado pelo PP para ser candidato a vice-governador de Osmar Dias (PDT), em 2006. Depois que a campanha teve início, perto de 30 denúncias por crimes contra o patrimônio público contra Donin foram foram divulgadas e muito exploradas pelo adversário, Roberto Requião (PMDB). Em uma disputa bem apertada, um dos motivos da derrota do pedetista pode ter sido a escolha do vice.
Alguns vices dão trabalho mesmo depois de eleitos. O governador Beto Richa, reeleito prefeito nas últimas eleições municipais de Curitiba, saiu para a disputa de 2004 rompido com o prefeito Cassio Taniguchi, de quem foi vice no mandato de 2000 a 2004. O motivo da briga entre os dois foi a decisão de Richa de derrubar o decreto de Taniguchi que reajustou a tarifa do transporte público ds Curitiba. A medida foi tomada por Richa durante uma viagem de Taniguchi ao exterior. Em grande parte, a anulação do reajuste da tarifa foi determinante para a eleição de Richa em 2004.
Outro que teve problemas com o parceiro de chapa foi o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB). Ele tem um petista como vice, Roberto Carvalho, mas os dois romperam. Carvalho faz oposição ao próprio governo, segundo Lacerda, desde a posse. Em função disso, o prefeito está há quatro anos sem se licenciar, para que o vice não comande a prefeitura nem por um dia. A aliança entre PSB e PT deve continuar na campanha de reeleição de Lacerda, mas o prefeito diz que espera que o nome indicado pelo PT para a vice seja “mais leal”.











