Pra não perder o costume

Publicado em 24 de junho de 2012

O normalmente inquieto Nelson Quintino andava meio afastado da política. Ficou muito irritado porque o presidente do DEM, Sebastião Medeiros, abandonou a candidatura a prefeito e mais irritado ainda quando ele (Medeiros) decidiu apoiar o então candidato a prefeito do PSDB, Maurício Yamakawa. Não bastasse isso, Medeiros ainda afastou Quintino da vice-presidência do DEM.
Nelson dava sinais de que, diante do quadro novo, gostaria de apoiar a reeleição de Rogério Lorenzetti (PMDB), mas não tinha forças para levar seu partido para o lado do prefeito. Mas o “destino” se encarregou de levar a base aliada do Governo Beto Richa para o lado de Rogério, o que, a rigor, atendeu os interesses de Quintino.
Mas ontem, o ex-vice-presidente do DEM, voltou a criticar Medeiros, pelo seu microblog twitter. Cumprimentou Rogério pela articulação política e disparou: “Quem não vir pelo amor vem pela dor. Só lembrando que quem chega primeiro toma água limpa”, numa clara alusão que o DEM poderia ter maior poder de negociação com o PMDB se tivesse se articulado antes. E completou; “O partido dos Democratas, se tivesse um presidente com experiência, iria tomar água limpa. Agora tem que vir pela dor”.
Rogério Lorenzetti tentou minimizar as críticas, escrevendo a Quintino: “Elas (as conversações) não chegaram ao fim. Quando chegarem a bom termo, o grande vencedor será o povo de Paranavaí. Todos são bem vindos”.
Quem diria? Costumeiramente “pavio curto”, o prefeito agora age de bombeiro. Nada como uma eleição para acalmar os ânimos e ser mais maleável.

Alda - 391x69

Um comentário sobre “Pra não perder o costume

  1. Partido sem identidade paranavaiense e só acontece aqui, onde todos se mostram covardes e não gritam por causa própria deixando um curitibano ser presidente do DEM-Paranavaí. Essa situação só serviu para conhecermos mais o tal Medeiros, que somente pensa em cargos a qualquer custo, mesmo humilhando companheiros partidários. Se ninguém em Paranavaí o conhecia, passam a conhecê-lo agora, como fumaça, veio forte, tomando conta e acabou se esvairando no ar, pensando em sí próprio.
    Se tivesse um pingo de hombridade deixaria o cargo para os verdadeiros paranavaienses.

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