Do Blog do Praxedes
Antes dos vereadores decidirem adquirir uma viatura para uso do Legislativo, a única dúvida era a razão da existência de um motorista no quadro de funcionários. Salvo engano, foi Walmor Trentini, quando presidente da Casa, quem se desfez da viatura, doando-a à prefeitura. Agora o Ministério Público recebeu denúncia de uso irregular do veículo, com viagem ao Paraguai e transporte de jogadores da Associação São Lucas de futsal.
Da coluna Sinopse Geral do jornalista Saul Bogoni – Diário do Noroeste
NEM SÓ o PT de Paranavaí saiu animado das eleições municipais deste ano. A histórica votação obtida pelo vereador Roberto (Pó Royal) Picorelli está colocando esse recordista como nome provável entre os candidatos a deputado estadual pelo PSL. Além da expressiva votação de Pó Royal, que se dedica a atendimento dos eleitores na área da saúde, há o fato do setor estar representado em todas as Câmaras Municipais dos municípios da região. Os vereadores eleitos pelo trabalho com a saúde passam a ser referência a uma possível candidatura de Pó Royal a deputado.
Em Paranavaí, o PDT pode ser sigla de PerDe Terreno. Com efeito, o partido de Leonel Brizola perdeu grande espaço na política local. Tinha o vice-prefeito, que renunciou e não foi mantido na chapa de Rogério Lorenzetti (PMDB). Também não elegeu vereador. O pior desempenho dos últimos anos. Do PMDB (que não se coligou) e das três coligações que apoiaram a reeleição, o PDT participou do único bloco que não elegeu nenhum vereador.
Além do vice-prefeito, o PDT ainda comanda a Secretaria de Meio Ambiente, a Fundação de Esportes, a Procuradoria Jurídica e cargos como a Ouvidoria Geral do Município.
Mas o PDT nunca foi de jogar a toalha. O partido em Paranavaí se reúne regularmente e discute os caminhos a seguir.
Na próxima terça-feira, às 19 horas, por exemplo, na sede da Associação dos Vereadores, o PDT estará reunido para uma avaliação das eleições. O partido não elegeu nenhum vereador, mas faz parte da coligação vitoriosa da majoritária. O Partido já pensa em 2014. O encontro é aberto a filiados.
A propósito do PDT, pinçamos este comentário do Blog do Joaquim de Paula., com o título Cadê o PDT?
A pergunta que não que cessar é: Para onde vai o PDT?
Na atual conjuntura eleitoral, com as condições que os partidos políticos negociaram com o RL para o apoiar na campanha de reeleição, e pelo número de votos conquistados pelo PDT, os cargos que ocupam no governo municipal, ficarão mesmo para os outros partidos.
Se não houver acerto para que um vereador eleito, AA, que é advogado, assuma a Procuradoria Jurídica, provável que permaneça o atual, AHMC, ficando apenas este para o PDT.
Em lugar de JM na Sec. de Meio Ambiente deverá ser indicada SZF, atual presidente do Conselho de Meio Ambiente. Na Fespar em lugar de PCF deverá ser indicado o candidato quase eleito do PMDB, ML. Na ouvidoria em lugar de CP-BTT, deverá ser indicado o Ouvidor da Saúde, DF, pelo bom trabalho desenvolvido com muitos elogios, que também tem nome forte no Esporte.
O PDT deverá ficar mesmo com cargo no Governo Estadual, conforme negociação ao liberarem a condição de Vice.
É esperar prá ver.
Os candidatos à prefeito de Paranavaí não fizeram uma campanha franciscana, como dizem. Fizeram milagres.
O site do TSE disponibiliza a primeira e a segunda prestações de contas. São parciais que permitem ao eleitor acompanhar receitas e despesas dos candidatos. Veja como ficou.
César Alexandre – Na primeira parcial, de 2 de agosto, o petista não registrou qualquer receita ou despesa. Na segunda parcial, de 1º de setembro, apontou receita de R$ 1.669,56 oriundos do Fundo Partidário e apontou exatamente o mesmo valor em despesa em publicidade impressa.
Ivan Bernardo – Na primeira parcial, de 2 de agosto, o candidato do PSTU, não registrou receita e despesa. Na parcial de 1º de setembro, o socialista contratou e pagou R$ 100 por serviços prestados por terceiros, mesmo não tendo registrado receita.
Rogério Lorenzetti – O peemedebista foi o único que registrou receita na primeira parcial, que apresentou em 1º de agosto: R$ 2.500,00. São recursos próprios e despesa de R$ 30,00. Na segunda parcial, Rogério registrou receita de R$ 36.500,00, sendo R$ 34.000,00 de recursos próprios e R$ 2.500,00 de pessoa jurídica. Os R$ 33.481,80 de despesas foram com água, internet, eventos der promoção da candidatura, publicidade por jornais e revistas, publicidade por materiais impressos e publicidade por placas, estandartes e faixas. O peemedebista ainda registrou doações de outros bens ou serviços efetuados a candidatos/comitês financeiros/partidos de R$ 8.000,00.
Esperemos a última prestação de contas.
O Governo do Paraná tem implantado (com grande estardalhaço na imprensa) as Unidades Paraná Seguro (UPS), uma cópia das UPPs do Rio de Janeiro. Já são 10 em Curitiba. Mas o interior ainda não viu melhorias na segurança pública. Quando elas virão?
Segundo o Governo, Londrina e Cascavel deverão receber suas primeiras UPSs até o fim do ano.
Correligionários de César Alexandre (PT), que frequentam as redes sociais, têm reclamado de que simpatizantes de Rogério Lorenzetti (PMDB) têm exagerado na comemoração da vitória, fazendo chacota dos que perderam.
Revendo alguns comentários e charges publicadas nas redes sociais chega-se a conclusão de que realmente está havendo excessos.
Mas ampliando o período de pesquisa (para antes do pleito e principalmente quando César começou a crescer nas pesquisas Ibope) observa-se que naquela época também houve excesso do lado contrário aos do que reclamam agora. Em um caso, a Justiça Eleitoral interviu para conter o excesso.
É a velha história: pimenta no olho alheio não arde no da gente.
Em uma conversa política a citação do nome do vereador Roberto Picorelli, o Pó Royal (PSL) sempre provoca reação, seja favorável ou contrária, nunca a indiferença. Referido vereador é considerado polêmico, folclórico, competente, explorador da dor alheia, que resolve os problemas de saúde, que usa a estrutura de saúde para conseguir votos, determinado, competente, enfim, recebe todo tipo de adjetivos, dos mais nobres aos impublicáveis.
O fato é que se tornou o bicampeão de votos para a Câmara graças a sua atuação na saúde. Se ele faz isso para conseguir votos ou os votos são consequência natural do seu trabalho é motivo para acaloradas e demoradas discussões.
Existem duas verdades incontestáveis: Pó Royal resolve muitos problemas de saúde; a outra é que com isso a fila de espera por cirurgias e consultas especializadas não anda, já que ele (não se sabe como) sempre está colocando gente na frente para ser atendida.
Para quem recebeu as benesses do vereador, ele é um herói, para quem teve que amargar mais um tempo na fila, ele é vilão.
Agora, Pó Royal está novamente no centro de uma polêmica: em 2010 ele quase perdeu o emprego na Santa Casa, porque estaria usando a estrutura do hospital para beneficiar candidatos a deputado estadual e federal de sua simpatia. Agora, voltam a falar na demissão dele e até candidatos que estiveram ao seu lado mostram simpáticos à ideia, pois consideram uma concorrência desleal concorrer a uma vaga no Legislativo tendo ele, com a estrutura da saúde nas mãos, na mesma disputa.
Mais uma vez, Pó Royal ficará longe da indiferença.
Tem gente vendendo falsas esperanças em relação ao pedido de investigação feito pela coligação Paranavaí Para Todos (César-Toshie) contra a coligação União Para o Desenvolvimento (Rogério-Rubens). Dizem que na quinta-feira será tomada uma decisão, quando, em verdade, é apenas a tomada de depoimentos das testemunhas.
O pedido de investigação de eventual abuso de poder econômico e político não é tão simples assim e cabe recurso, seja qual for a decisão em primeira instância. Segundo advogados especialistas em direito eleitoral, não há a mínima chance de Rogério Lorenzetti (PMDB) e Rubens Felippe (PSDB) não serem diplomados e empossados, bem como o caso ser encerrado rapidamente com eventual decisão favorável a eles, justamente por conta dos recursos que cabem no caso.
PMDB 12.073 (25,94%)
PSL 5.861 (12,59%)
PT 5.482 (11,78%)
PR 4.678 (10,05%)
DEM 3.868 (8,31%)
PP 2.979 (6,40%)
PDT 2.707 (5,82%)
PSC 2.542 (5,46%)
PTB 1.671 (3,59%)
PSOL 1.212 (2,60%)
PSDB 1.185 (2,55%)
PSB 891 (1,91%)
PV 776 (1,67%)
PRB 260 (0,56%)
PSDC 188 (0,40%)
PSTU 107 (0,23%)
PSD 45 (0,10%)
PPS 12 (0,03%)
PP / PT / PTB 10.132 (21,77%)
PSC / DEM / PSDB 7.595 (16,32%)
PR / PPS / PSB / PSD 5.626 (12,09%)
PRB / PDT / PSDC / PV 3.931 (8,45%)
PSTU / PSOL 1.319 (2,83%)
*O PMDB e o PSL não fizeram coligação
Se o deputado estadual Enio Verri, presidente estadual do PT, for eleito prefeito de Maringá (ele disputa o segundo turno com Roberto Puppin, do PP), César Alexandre poderá ser candidato à Assembleia Legislativa em 2014. Verri sempre teve o apoio dos petistas da região de Paranavaí e com ele fora da disputa fica aberto um espaço para novas lideranças. Beto Vizzotto, prefeito reeleito de Paraíso do Norte, é outro nome em condições de ocupar o espaço de Verri.
A preferência de César é pelas eleições municipais de 2016, mas admite disputar as de 2014 se o PT assim desejar para fortalecer a candidatura do partido ao Governo do Estado, hoje representada pela ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.
As informações são do próprio César Alexandre e foram dadas durante visita ao Diário do Noroeste, quarta-feira, ao jornalista Saul Bogoni, titular da coluna Sinopse Geral.
Sobre a nota “César 2016”, publicada quarta-feira, um leitor encaminhou um e-mail de um amigo seu (não revelou o nome, mas certamente é um correligionário do prefeito Rogério Lorenzetti) que faz uma análise com base nos números do Ibope. Na verdade é um comparativo entre 2008 e 2012. Ao final, conclui que Rogério faz o seu sucessor. Veja o texto:
Acompanhando os números do IBOPE e das urnas dá pra fazer um bom comparativo e captar boas análises.
Na administração MY (o que dizia que paranavaiense não gosta de reeleição), a avaliação de péssimo e ruim foi de 33% (IBOPE 2008).
A do Rogério deu apenas 16% (IBOPE 2012).
Em relação a rejeição o MY teve 39% (mais que o Prof. Ivan!). Rogério tinha 19% em 2008 e agora foi pra 23% (apenas 4% de acréscimo). Devemos considerar o quanto o Rogério sofreu com diversos boatos de que não gostava de pobre, etc e etc.
Agora, o mais interessante. O César em 2008 tinha 13% (de rejeição) e atualmente está com 21% !!
Se ele tinha um “projeto” político, creio que ele acabou de estragar. Angariou muita rejeição, criou rusgas com boa parte da população e da classe política e andou muito mal acompanhado.
Finalizando, portanto. Com todas as obras já empenhadas e os projetos que serão realizados nos próximos anos (Hospital Noroeste, asfalto, UBS, reitoria…), quem o Rogério apontar o dedo será o próximo prefeito de Paranavaí.
O analista tem alguma razão, mas não leva em conta que em quatro anos muita coisa muda (para melhor ou pior) e que em política a matemática não tem tanta lógica.
Como determina a Lei Orgânica do Município de Paranavaí, o vereador mais votado é quem preside a sessão de posse dos vereadores e dá posse ao novo prefeito e vice. Em seguida é realizada a sessão para eleição da Mesa Diretora da Casa.
Como em 2008, caberá ao vereador Roberto Picorelli, o Pó Royal, do PSL, presidir a sessão em que Rogério Lorenzetti (PMDB) e Rubens Felippe (PSDB) serão empossados como prefeito e vice-prefeito de Paranavaí.
Logo após a posse no Legislativo, Rogério e Rubens seguem para a Prefeitura, onde assumem o cargo. Na ocasião, Rogério nomeia seus novos secretários (mesmo os que continuarem no cargo terão que ser nomeados novamente para o novo mandato).












