A prisão do ex-prefeito e ex-assessor da Casa Civil da Presidência da República, Eduardo Gaievski (PT), ontem, em Foz do Iguaçu, foi amplamente explorado. E não sem razão, afinal trata-se de um cidadão que foi eleito e reeleito prefeito de Realeza, no sudoeste do Paraná, com altos índices de popularidade e vinha trabalhando no centro do poder da República, com gabinete no 4º andar do Palácio do Planalto.
Gaievski é acusado de pedofilia e de fazer programas sexuais com meninas de 14 anos, pagando em dinheiro ou ofertando empregos aos familiares das vítimas na Prefeitura de Realeza.
O que chamou a atenção nas publicações sobre a prisão foi a tentativa desesperada de queimar a ministra Gleisi Hoffmann, a quem Gaievski estava subordinado na Casa Civil e provável candidata ao Governo do Paraná em 2014, com o episódio.
A ação do ex-prefeito merece ser repudiado na mesma proporção que as divulgações maldosas feitas do assunto.
A ministra Gleisi e seus eventuais concorrentes, Beto Richa (PSDB) e Roberto Requião (PMDB), têm qualidades e defeitos e todos devem apresentar um programa de governo para ser ungido pelo eleitor ao cargo de governador do Paraná. Usar este subterfúgio contra ela (ou se fosse contra qualquer outro candidato) é, no mínimo, jogar sujo.
Passou da hora de se ter mais ética na política.
E se for comprovado que Gaievski cometeu tais barbaridades, que apodreça na prisão.








