Por ser um assunto bastante oportuno, (re) publicamos neste espaço uma nota do prestigiado Blog do Praxedes, no qual o jornalista questionava a inclusão do Jantar do Servidor num projeto de lei instituindo, de forma oficial, a Semana do Servidor Municipal. A iniciativa foi coletiva dos 10 vereadores. O vereador Aldrey Azevedo (DEM) encaminhou ao Blog do Praxedes a sua opinião sobre o assunto e, de forma cordial, encaminhou cópia a este blog. Azevedo informa que trata-se de opinião pessoal e não necessariamente dos demais pares.
Diz o vereador:
Primeiramente tem-se que toda despesa a ser paga por qualquer ente público deve se atentar a vários princípios dentre eles podemos citar a razoabilidade, a finalidade e a motivação como exemplos. Podemos ainda citar a necessidade da despesa. Em sendo assim, no caso em tela penso que os gastos públicos referentes ao jantar dos servidores carecem de motivação, necessidade e finalidade. Em sendo assim o evento oficial denominado de semana do servidor merece respeito tendo em vista o objetivo de homenagear aqueles que de alguma forma tentam fazer o melhor para o nosso Município (servidores). De outro lado, a comemoração tida como jantar do servidor não pode de maneira alguma ser subsidiada com dinheiro público tendo em vista que abrange tão somente a classe de servidores, carecendo assim de interesse coletivo, sendo assim tida como uma despesa imprópria para o Município. Diferentemente ocorre com eventos da mesma forma oficiais, mas que de outra forma afetam a coletividade, como exemplo, eventos culturais, encenações religiosas, festas locais já tradicionais, eventos gastronômicos, que por vez representam a própria notoriedade do lugar que os promove já há determinado tempo. Em síntese, o simples fato de definir a semana e o jantar do servidor municipal como evento oficial não autoriza que se gaste dinheiro público para a sua realização. O que justifica a utilização de verbas públicas em eventos oficiais ou até mesmo particulares podemos assim dizer, são aqueles que efetivamente tragam ou até mesmo revelem um interesse ao público em geral e não simplesmente a uma determinada classe como no presente caso. Abraço, Aldrey Azevedo.
A propósito, ao publicar, o jornalista Benedito Praxedes fez a seguinte observação:
Concordo em gênero, número e grau. Só questionei a necessidade da inclusão do jantar, já que o seu, o meu e o nosso din-din não irá ser usado.









Até que enfim, um político que pensa como o povo. Os políticos precisam ser mais sensatos.