Alep e Câmara discutem liberação do uso de máscaras

Publicado em 09 de março de 2022

A Câmara Municipal de Curitiba aprovou hoje, sugestão à prefeitura para que acabe com a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais abertos na Capital paranaense, adotadas há dois anos desde o início da pandemia da Covid-19. Além disso, deputados estaduais também apresentaram projeto no mesmo sentido para revogar a lei estadual que estabelece a obrigatoriedade das máscaras em todo o Estado.

Na Câmara, foi aprovada proposta do vereador Alexandre Leprevost (SD). “Espero que a Prefeitura tome esta iniciativa urgentemente. Precisamos restabelecer o convívio social”. Segundo ele, o avanço na vacinação da população e o baixo no número de casos da Covid permite iniciar a flexibilização da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais abertos.

Pela proposta seria liberado o não uso das máscaras em vias públicas, parques, praças, escolas, restaurantes, estádios, academias, dentre tantos outros. Leprevost alega que ao menos 20 países flexibilizaram medidas restritivas de combate a pandemia em 2022 como Inglaterra, França, Suíça. No Brasil, São Paulo deve comunicar o fim da obrigatoriedade em ambientes abertos em todo o estado. E Belo Horizonte também decretou no dia 3, o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais abertos, diz.
Questionada, a prefeitura afirmou que vai aguardar uma decisão do governo do Estado.
Ineficiência
Na Assembleia, a proposta foi apresentada pelos deputados Homero Marchese (PROS) e Luiz Fernando Guerra (PSL). Segundo Marchese, a lei “não é mais sustentável” e pode até prejudicar. “A lei determina uso de máscaras de pano. Cientistas dizem que elas são ineficientes”, alegou.
O projeto prevê o fim do uso de máscaras em ambientes abertos, públicos ou privados. E também para crianças de até 12 anos, em estabelecimentos de ensino públicos e privados, em ambientes abertos ou fechados.
“Dois anos de pandemia já produziram uma significativa “parede de imunidade” na população paranaense, seja por prévia infecção, seja em razão da vacinação. Embora não se possa falar em imunidade definitiva contra o vírus – que o diga a variante ômicron, que contaminou uma enorme quantidade de pessoas previamente vacinadas ou infectadas -, é certo que boa parte da população paranaense já tem uma certa proteção contra formas mais graves da doença, especialmente por conta da formação de células de memória pelo sistema imunológico”, diz a justificativa do projeto.
Na segunda-feira, o governador Ratinho Júnior (PSD) afirmou que a Secretaria de Estado da Saúde iria analisar os números de contaminações pela Covid-19 após o feriado de Carnaval para decidir sobre o fim do uso de máscaras no Estado.

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