Mais de 9 mil mulheres estão sob medidas protetivas em Curitiba

Publicado em 08 de março de 2022

Em oito anos, a Patrulha Maria da Penha realizou 42.251 atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar em Curitiba

Em 2022, mais de 9 mil mulheres estão sob medidas protetivas em Curitiba. Elas recebem acompanhamento da Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal de Curitiba, que comemora oito anos nesta quarta-feira (8), Dia Internacional da Mulher. Neste tempo, os guardas realizaram 42.251 atendimentos a mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar, e prenderam mais de cinco mil autores de agressões contra mulheres. A Patrulha Maria da Penha trabalha na prevenção, proteção, monitoramento e acompanhamento de mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar que necessitam de medidas protetivas de urgência.

A equipe integra as ações da Rede de Atendimento à Mulher em situação de violência, uma parceria entre a Prefeitura de Curitiba e o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Além do atendimento policial, os guardas são capacitados para prestar um apoio humanizado e assistencial para as mulheres vítimas de violência doméstica durante os serviços de monitoramento.

procura por ajuda é a principal orientação da Patrulha Maria da Penha às vítimas de agressão em Curitiba. Em caso de emergência, a vítima ou pessoas próximas devem ligar para o telefone 153. “Nos monitoramentos rotineiros da patrulha, a mulher tem recebido orientações quanto aos cuidados necessários para que a medida protetiva seja eficaz, sem manter contato com agressor por qualquer meio de comunicação ou aproximação”, afirma a guarda municipal Gislaine Seneiko Szumski, integrante da equipe gestora da Patrulha Maria da Penha.

COMO IDENTIFICAR A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

A violência doméstica e familiar é aquela que mata, agride ou lesa física, psicológica, sexual, moral ou financeiramente a mulher. A violência doméstica tem evolução gradativa e é sorrateira. A mulher vive o ciclo de violência muita vezes sem perceber, tomando consciência apenas quando ocorrem as agressões físicas, que geralmente evoluíram da violência psicológica, situação menosprezada pela maioria.

violência doméstica pode ser cometida por qualquer pessoa, inclusive mulher, que tenha uma relação familiar ou afetiva com a vítima, como pai, mãe, tia, filho. Nem sempre o agressor é o marido ou companheiro.

ORIENTAÇÕES

Além de ligar para o telefone 153 em caso de emergência, a orientação é que a mulher mantenha contato com familiares informando tudo o que acontece dentro de casa. A rede familiar e de amigos pode ser essencial em momentos de necessidade. “Se a mulher tiver medida protetiva, não deve ter vergonha de deixar vizinhos ou colegas de trabalho cientes da situação, porque eles também podem acionar o apoio quando necessário”, afirma Gislaine.

Também é oferecido apoio jurídico pela Defensoria Pública e monitoramento, com visitas e acompanhamento periódico.

ParanáPortal

 

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