SIMP aprova estatuto do fundo de pesquisa

Publicado em 05 de novembro de 2021

SimpOs associados do Sindicato das Indústrias de Mandioca do Paraná (SIMP) aprovaram nesta sexta-feira (05), por unanimidade, o estatuto do Fundo de Desenvolvimento da Mandioca – Centro Sul do Brasil (FDM CS). Este fundo vem sendo articulado desde o final do ano passado pelo SIMP e a ABAM (Associação Brasileira dos produtores de Amido de Mandioca), que assim como o Sindicato tem a sua sede em Paranavaí.A pedido do presidente do SIMP, Guido Bankhardt, a votação do estatuto foi conduzida pelo presidente da ABAM, Valter de Moura Carloto. Ele fez uma breve explanação sobre a importância do fundo como instrumento de fortalecimento do setor através de pesquisa, com prioridade para o desenvolvimento de uma colhedeira de mandioca.

“Hoje nós não temos mais gente no campo. E, mesmo que tivesse, a colheita manual encarece os custos de produção. Além disso o fundo vai permitir investimento no desenvolvimento de novas variedades, mais produtivas e mais resistentes e, também, no registro de herbicidas para a cultura”, disse Carloto.

O SIMP havia aprovado em assembleia realizada no dia 9 de julho, também por unanimidade, a criação do FDM CS. Agora aprovou o estatuto. Na ABAM também já houve a aprovação da criação e do estatuto. No próximo dia 19, as duas entidades vão realizar reunião conjunta para eleger e empossar a diretoria do Fundo, que terá personalidade jurídica e gestão próprias. O FDM será alimentado financeiramente pelos associados das duas instituições com base na aquisição da raiz. Cada indústria vai contribuir com 0,025% do valor investido na aquisição da raiz. As contribuições são mensais.

O presidente Bankhardt e o diretor-secretário do SIMP, João Eduardo Pasquini enfatizaram durante a reunião que o Fundo vai trazer uma mudança significativa no setor. “Vai ser um marco, uma grande virada no setor”, destacou o presidente. O Fundo “mostra que o setor está unido, que quer a mecanização da colheita e principalmente que está havendo uma mudança de mentalidade”, apontou Pasquini.

Guido Bankhardt manifestou confiança de que haverá total adesão dos associados do SIMP ao Fundo. “Temos algumas farinheiras paradas e outras aguardando informações e a formalização do Fundo. Mas todos vão participar”, disse o presidente.

Carloto lembrou que o processo de contribuição é sigiloso. “Ninguém vai saber quanto a indústria moeu no mês, quando pagou pela raiz e qual o valor da contribuição. Isto quem vai cuidar é nossa assessoria técnica. Vamos apenas acompanhado a evolução do Fundo, suas condições de investimento e no que vamos investir”, explicou ele.

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