Ricardo Barros ameaça processar relator da CPI

Publicado em 08 de outubro de 2021

Bem Paraná
O líder do governo Bolsonaro na Câmara, deputado federal paranaense Ricardo Barros (PP) anunciou que pretende processar o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Renan Calheiros (MDB/AL), caso seja implicado no relatório final da investigação, como disse o emedebista. Barros é investigado por supostas ligações com empresas que negociaram vacinas com o Ministério da Saúde, o que ele nega. Calheiros já disse que o líder governista será responsabilizado no relatório, que deve ser entregue no próximo dia 20.Barros foi parar na CPI depois que o deputado Luis Miranda (DEM-DF) denunciou suspeita de irregularidades na contratação da vacina indiana Covaxin pelo governo federal. Miranda relatou que esteve reunido com Jair Bolsonaro e lhe informou o problema. O presidente teria dito então que “isso era coisa de Ricardo Barros” e que iria determinar uma investigação.
A denúncia resultou num inquérito da Polícia Federal, que apura se o presidente da República cometeu crime de prevaricação, caso não tenha tomado providências para apuração dos fatos.Em depoimento à comissão, o paranaene negou ter sido citado pelo presidente. Eisse ainda não ter influência na Pasta e nunca ter participado de negociações de imunizantes.

O líder do governo também foi apontado como o responsável pela indicação do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, demitido do cargo depois que foi acusado de ter pedido propina para facilitar negociações da vacina Covaxin com o órgão. Barros nega tê-lo indicado. Dias foi diretor-geral de Secretaria de Infraestrutura no curto governo de Cida Borghetti, esposa do deputado. Também integrou o Conselho do Porto de Paranaguá.

Personagem
Calheiros afirmou que Barros será implicado no relatório final da CPI. “O Ricardo Barros é um dos personagens mais presentes em todas as etapas da investigação da CPI. São muitas digitais, na compra das vacinas não apenas da Precisa/Covaxin, mas também da CanSino e de outras vacinas também que ele tentou negociar. Mandou pessoas para o Ministério”, disse o relator. “Sua óbvia ligação com o Roberto Ferreira Dias que foi secretário no Paraná, é de Maringá e muito próximo a ele. E foi levado para o Ministério quando o Ricardo Barros estava à frente do ministério. O líder do governo será responsabilizado em função dessas pegadas que deixou ao longo da investigação como um todo”, apontou o senador.

“O Renan fala pelos cotovelos. Assim que ele entregar o relatório, vou tomar as providências jurídicas. As ações estão prontas”, afirmou Barros, que alega ser vítima de crimes de abuso de autoridade e difamação.

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