Estadão
Integrantes do Ministério Público, incluindo nomes expoentes na instituição, se articularam nas redes sociais contra a Proposta de Emenda à Constituição que pretende reformular a composição do Conselho Nacional do Ministério Público, o famoso ‘Conselhão’, prestes a ser discutida na Câmara dos Deputados.Os procuradores já haviam batizado o texto como ‘PEC da Vingança’ e agora engrossam o coro, qualificando o projeto como um ‘bombom envenenado para a cidadania’ e afirmando que ele impõe um ‘controle político sem precedentes’ e coloca o Ministério Público no ‘corredor da morte’.
As manifestações foram publicadas nos perfis do Twitter de diferentes procuradores que se posicionam de forma contrária ao que chamam de ‘fim’ do Ministério Público ‘independente na defesa da sociedade’. Eles apontam ainda que a PEC significa um ‘controle político sem precedentes’ sobre o Ministério Público, a ‘demolição da instituição’, e ressaltam que o texto vai tornar o órgão ‘mais sujeito ainda aos poderosos de plantão’.
As postagens partiram de influentes nomes da instituição como Janice Ascari (procuradora que chefiou a força tarefa da Lava Jato em São Paulo), Luiza Frischeisen (subprocuradora que ficou em primeiro lugar tanto na lista tríplice para a Procuradoria-Geral da República como para a Corregedoria do Ministério Público Federal), Vladimir Aras (responsável pela cooperação internacional da Lava Jato durante a gestão de Rodrigo Janot), Yuri Luiz, Hélio Telho, Welligton Saraiva.










Controlar é bom, mas ser controlado não, não é mesmo? E onde fica na prática a famosa Teoria dos Freios e Contrapesos? O MP não pode ver só retaliação na mudança, senão fica esquisito. Não deve temer nada. Precisa é ter habilidade e não apenas mostrar a força do poder, senão daqui a pouco vamos ter de parar de falar em democracia.