O Congresso rejeitou ontem, 27, o veto do presidente Bolsonaro ao projeto de lei que permite a criação de federações partidárias, que já havia sido derrubado pelos senadores e confirmada pelos deputados por 353 votos a 110. A maior pressão veio de partidos como PCdoB, Rede, PV e Cidadania, que correm risco de extinção a partir de 2022.Agora, dois ou mais partidos podem se agrupar e formar blocos durante a eleição, entretanto, terão de atuar juntos no Congresso e nos Legislativos de todo o País nos quatro anos seguintes, como se fossem uma única agremiação partidária, podendo as legendas menores se unir a partidos maiores e manter representantes que não seriam eleitos no modelo atual.
Para os defensores da medida é preciso viabilizar a união de partidos políticos com identidade programática, diferente das coligações eleitorais, que poderiam unir legendas de campos diferentes de forma fisiológica para aumentar bancadas. PT e PCdoB, bem como PSDB e o Cidadania, planejam formar uma federação para atuarem juntos no Congresso e nas Assembleias Legislativas a partir das próximas eleições.
“Quero ressaltar a importância de derrubar o veto da federação. Diferente da coligação, (as federações) têm princípios, une partidos que são ideologicamente parecidos. Por isso, derrubar o veto da federação é uma oportunidade de diminuir o quadro partidário, mas dar condições de sobrevivência a todos aqueles que têm programas ideológicos”, disse o líder do Cidadania na Câmara, deputado Alex Manente (SP).









