Pesquisadores avaliaram 66 milhões de registros de
vacinados com os imunizantes da AstraZeneca,
Coronavac e Pfizer entre janeiro e julho
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta sexta-feira (17/9) os resultados de um novo estudo sobre a efetividade da vacinação no Brasil. Dados coletados entre 17/1 e 19/7 mostram respostas positivas na prevenção de mortes e hospitalizações, especialmente entre os adultos com 20 a 39 anos, mas indicam uma diminuição da efetividade com o avanço da idade.Os pesquisadores analisaram mais de 66 milhões de registros para avaliar a efetividade da vacinação completa e parcial com os imunizantes da AstraZeneca, Coronavac e Pfizer. No caso da Pfizer, última vacina a ser incorporada no Plano Nacional de Vacinação, foi feita uma análise sobre os parcialmente imunizados.
Os dados do estudo publicado no site medRxiv são referentes ao período em que o Brasil enfrentava a maior circulação da variante Gama, identificada pela primeira vez em Manaus. A pesquisa ainda não foi revisada pela comunidade científica.
“Para jovens adultos, as avaliações da AstraZeneca, Coronavac e Pfizer são boas. Agora, a medida que aumenta a faixa etária para 40 a 59, 60 a 79 e acima de 80 anos, nós observamos uma redução da efetividade tanto para a vacina da AstraZeneca como para a Coronavac. Isso ficou mais significativo com a Coronavac”, afirma Daniel Villela, pesquisador e coordenador do estudo, ao se referir às faixas etárias de 60 a 79 anos e acima de 80 anos.
Metrópoles








