Igor Gadelha | Metrópoles
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, avaliou à coluna que as pessoas “estão fazendo tempestade em copo d’água” ao criticarem a suspensão da vacinação de adolescentes sem comorbidades no Brasil, recomendada pela pasta nessa quinta-feira (16/9).Queiroga argumenta que a decisão é apenas “cautelar” para averiguação de um evento adverso causado pela vacina, algo que o ministério fez há alguns meses com grávidas. “Se ficar comprovado que não tem problema, a gente volta”, disse o titular da Saúde.
Ele alega que a suspensão é importante para dar segurança à população e arrefecer críticas do movimento antivacina. “Esses efeitos adversos é que levam aos movimentos antivacina”, disse, destacando que o fato de ter tido um óbito “não invalida a vacina”.
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À coluna, o ministro também negou que a pasta tenha suspendido a vacinação por ordem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo Queiroga, Bolsonaro teria apenas ligado para questionar sobre o efeito adverso causado em uma adolescente, sem impor a suspensão da vacinação.
Apesar de dizer que a medida é temporária, o ministro fez questão de afirmar que a vacinação de adolescentes no mundo está “longe de ser consenso”. Ele nega, porém, que a suspensão no Brasil tenha a ver com a falta de doses para serem aplicadas.
Queiroga afirmou ainda que os estados que não seguirem a recomendação do ministério terão de se responsabilizar por eventuais problemas. “Que mantenham e se responsabilizem por isso. Não vou me responsabilizar. Eles que vão se responsabilizar”, disse o ministro.








