Arthur Lira, presidente da Câmara, disse nesta segunda-feira (9) que a discussão sobre o voto impresso cabe exclusivamente ao plenário da Casa, e disse esperar que a decisão dos deputados seja acatada com tranquilidade e respeitada pelos Poderes.Em entrevista à rádio CBN foi questionado sobre as perspectivas para a votação da PEC do voto impresso, que pode acontecer nesta semana no plenário.
“Nunca uma PEC criou tanta polêmica e esticou tanto a corda na relação entre os Poderes como a questão do voto impresso e do voto auditável” – “Vai, ser discutido, os deputados irão se expressar, e o resultado do plenário…a nossa expectativa é que as instituições, os Poderes, acatem com tranquilidade, respeitem e admitam que seu resultado será definitivo.”
A PEC, disse Lira, deve ser apreciada pelo plenário na terça (10) ou na quarta-feira (11). “Esse assunto, do meu ponto de vista, chegou ao limite”.
“E nesse caso, também, quem for vencido tem que serenar”.
“A decisão não foi uma decisão solitária nem foi uma decisão sem ouvir as pessoas, sem consultar, sem explicar a situação de que era importante, naquele momento, um posicionamento para que cheguemos o mais rápido possível no final desta discussão que é, no meu ponto de vista, importante no sentido de esclarecer e dar transparência, mas absolutamente necessário que o plenário se debruçasse sobre um assunto tão polêmico.”
“Não é correto o STF ou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) dizer qual o modelo eleitoral, qual o sistema eleitoral, como se devem comportar as eleições, se é um princípio Legislativo”, disse. “Não compete também ao presidente da República, como condutor da nação, fazer adjetivações, incitar e fazer insinuações.”
Na sexta-feira, ao anunciar que levaria a PEC ao plenário, o deputado falou que estava com botão amarelo apertado. Nesta segunda, ele negou que isso seja um sinal contra o Executivo ou de impeachment.
“É um sinal de cuidado para todas as instituições que ultrapassem seus limites” – “O sinal amarelo da Câmara é dado a todo momento a qualquer avanço institucional de qualquer dos Poderes”.
“Quando a harmonia não se mostra presente, nós sofremos e sempre é bom que todos saibam que ele [o botão] estará presente o tempo todo ali perto do dedo da Presidência da Câmara para alertar os Poderes que têm que se autoconter com relação a seus limites.”







