A volta do Ibope, inconfiável depois de muitos erros

Publicado em 06 de outubro de 2020

Por Fábio Campana
Depois dos enganos vexaminosos da última eleição, o Ibope volta à Curitiba patrocinado pela RPC. Promete dar, sem erro, na edição da noite, as posições de largada na disputa eleitoral deste ano que tem 16 candidatos a prefeito de Curitiba. Mas como confiar no instituto que é recordista de erros calamitosos em seus levantamentos?

Na última eleição para o Senado, Roberto Requião figurou do início ao fim em primeiro lugar. Não chegou nem em segundo. Aliás, o segundo era Beto Richa, que não ficou nem em terceiro. Resultado: foram eleitos dois azarões: Oriovisto Guimarães e Flávio Arns.

Não foi essa a primeira lambança do Ibope. Na última para prefeito, Ney Leprevost estava em sexto lugar em todas as pesquisas Ibope e acabou em segundo, indo para o segundo turno contra Rafael Greca.

Para o Ibope, quem iria para o segundo turno seria o então prefeito Gustavo Fruet. O Ibope só anunciou que ele tinha sido alijado da disputa final na pesquisa de boca de urna, feita depois das eleições.

O problema é que o Ibope, mesmo errando tanto, acaba exercendo influência na definição do voto dos indecisos, que ainda são maioria. Assim, virá instrumento de propaganda eleitoral através da desinformação.

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