PLANO SAFRA 20/21

Publicado em 06 de julho de 2020

Crescimento de 6,1% de recursos mostra
o reconhecimento a importância do agro

Ivo-FaepO presidente do Sindicato Rural de Paranavaí (SRP) e vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Ivo Pierin Júnior, disse que o volume maior de recursos (em relação ao ano passado) do Plano Safra 2020/2021 lançado recentemente, “é o reconhecimento do Governo Federal a importância do agronegócio”. O novo Plano Safra está destinando R$ 263, 3 bilhões, um volume 6,1% superior ao plano anterior – índice superior à inflação.

“Nas últimas décadas está havendo um crescimento da produção agropecuária e aumentando a participação do setor no PIB Brasileiro”, sublinha Pierin. “Estamos aumentando nossa participação no PIB e produzindo alimentos para o povo brasileiro e para mais um bilhão de pessoas ao redor do planeta”, acrescentou ele. A destinação recorde de recursos para o plano safra, estima ele, é o reconhecimento a este potencial.

Na avaliação do líder ruralista a pandemia do novo coronavírus, a Covid-19, que provocou uma crise econômica mundial contribuiu para fortalecer o reconhecimento à importância do agronegócio na economia brasileira. “E esta importância está crescendo”, enfatizou.

Para Pierin, é o setor de produção primária que vai ajudar o Brasil a sair da crise econômica mais rapidamente, principalmente através das exportações, que, na sua opinião, vai crescer este ano. “Não dá para avaliar, ainda, se haverá crescimento também em dólar por conta de restrições de outros países”, explica.

PANDEMIA – O presidente do Sindicato Rural de Paranavaí diz que, em relação a pandemia, o agronegócio brasileiro está consciente de sua responsabilidade comercial no que tange a segurança sanitária e que foram aumentados os protocolos de segurança na produção e transporte para evitar a contaminação dos produtos. Por isso, avalia que não haverá redução do consumo da produção agrícola brasileira por medo de contaminação. “Vamos ter o mesmo desempenho. A desvalorização do real vai ajudar nas exportações”, garante ele.

Apesar de acreditar numa boa performance do setor mesmo com a pandemia, Pierin diz que não dá para avaliar o quanto as exportações serão favoráveis para o Brasil na balança comercial em relação ao agro. “Ainda somos muito dependentes de insumos, que são, em sua maior parte, importados. Mas as vendas antecipadas de soja e milho, por exemplo, foram em valores bastante interessantes. Além disso vamos aumentar a exportações de proteína animal”, avalia.

Sobre a infraestrutura para escoamento da safra agrícola, o vice-presidente da FAEP considera que o setor não deve enfrentar problemas. “Os portos estão sendo modernizados e privatizados”, lembra ele, que acredita que novas parcerias público-privadas podem acelerar o processo de modernização.

O único receio do líder ruralista é em relação ao avanço da China no setor de transporte e logística do Brasil. “A China pratica um capitalismo de Estado e tem grande poder de fogo, o que permite, por exemplo, manipular o mercado ao seu favor”, adverte. A preocupação se agrava porque as empresas chinesas não praticam a concorrência entre si, já que de forma direta ou indireta pertencem ao Estado, viabilizando a manipulação.

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