Ação do deputado Tião Medeiros e do secretário Beto
Preto foi fundamental para liberação dos equipamentos
A Santa Casa de Paranavaí deve receber nesta quarta-feira (dia 22) dez novos respiradores, um dos mais importantes equipamentos de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os equipamentos vão reforçar a estrutura de atendimento aos pacientes confirmados e suspeitos de Covid-19, que estão internados no hospital.
Apontado como hospital de referência na região para os casos do novo coronavírus, até por ser o único com UTI, e seguindo a orientação da Secretaria de Estado da Saúde (SESA), a Santa Casa reservou uma ala com 30 leitos para atendimento destes pacientes. Destes leitos, dez ficaram reservados para casos em que é necessário a intubação do paciente. A SESA ficou responsável de transformar estes leitos para UTI.Embora existisse o acordo, a Secretaria de Saúde não vinha conseguindo os equipamentos. “Foi aí que obtivemos o apoio do deputado Tião Medeiros, que fez uma intervenção direta em Brasília através de correligionários e conseguiu a liberação dos dez ventiladores pulmonares”, conta o diretor-geral da Santa Casa, Héracles Alencar Arrais.
Desde a semana passada, o parlamentar e autoridades da Sesa, inclusive o titular, Carlos Alberto Gebrin Preto, o secretário Beto Preto, vêm mantendo contatos frequentes com a direção do hospital. “Nós temos 10 leitos na UTI Geral. Com alguns equipamentos da reserva técnica, montamos e credenciamos mais três leitos de UTI, que foram destinados especificamente para os pacientes de Covid-19. Tivemos um momento de grande apreensão quando cinco pacientes entraram em tratamento intensivo – emprestamos respiradores da UTI Geral e da região. Neste esforço contamos com o apoio da 14ª Regional de Saúde e do Conselho Regional de Secretários Municipais de Saúde. Resolvemos o problema momentaneamente. Neste contexto a chegada destes respiradores será de grande importância, pois permitirá que a Santa Casa fique com 20 leitos de UTI, sendo 10 geral e 10 para pacientes de Covid-19 e ainda manter a reserva técnica. Não podemos esquecer que precisamos manter as outras alas do hospital funcionando, inclusive a UTI Geral já que continuam chegando pacientes graves com outras patologias, como AVC, infarto, vítimas de acidentes de trânsito e outras violências”, explica o diretor da Santa Casa.
O presidente da Santa Casa, Renato Augusto Platz Guimarães, também manifestou sua satisfação com a chegada dos respiradores. “Estávamos ansiosos por estes equipamentos. A gente sabe que a pandemia não está controlada ainda e a possibilidade de aumentar os casos é real. Atendemos 28 municípios e estávamos apenas com três respiradores para o coronavírus. O momento é de agradecimento ao deputado Tião Medeiros e ao secretário Beto Preto pelo empenho em equipar a Santa Casa”, disse ele.
A preocupação da Diretoria da Santa Casa se justifica. É que a estrutura do hospital atende uma região (Amunpar) com cerca de 270 mil habitantes. Já passaram pela Santa Casa pacientes de Loanda, Santa Mônica e Alto Paraná. Na manhã desta terça-feira, dia 21, havia oito pacientes internados. Na UTI eram três, sendo um de Paranavaí, um de Guairaça e outro de Paraíso do Norte; na enfermaria eram cinco, sendo dois de Paranavaí, dois de São João do Caiuá e um de Santo Antonio do Caiuá. Ou seja, na Ala Covid, 37,5% dos pacientes são de Paranavaí e 62,5% da região.
Assim que os equipamentos chegarem, eles deverão ser instalados na Unidade Central da Santa Casa para manter os pacientes do coronavírus em um único ambiente, conforme orientação técnica. No entanto, a Unidade Morumbi, em caso de aumento dos casos de Covid, poderá ser usado como hospital de campanha.
“Ainda não dá para abrir totalmente a Unidade Morumbi como hospital geral. Impossível abrir somente com respiradores que estão chegando e com os equipamentos comprados e entregues. Vai necessitar de cerca de 400 profissionais entre médicos, enfermagem, administração e manutenção”, justifica Guimarães.
Segundo ele, a intenção era abrir a Unidade Morumbi em agosto, mas a pandemia criou uma situação nova. “Não estamos recebendo os equipamentos que compramos. Não sabemos se algumas negociações que já estavam adiantadas para compra de aparelhos serão mantidas, pois muitos fornecedores reajustaram seus preços. Outros têm como base da tabela de preço o valor do dólar, que disparou. Temos até dúvidas se contratos assinados serão honrados”, comenta o presidente, que finaliza: “e quem vai pagar a conta da Unidade Morumbi? Até agora ainda não temos um contrato assinado para o custeio daquela unidade. O assunto já foi discutido, mas ainda não foi finalizado”.








