Gestão da Santa Casa de Paranavaí

Publicado em 06 de março de 2020

O programa, do Ministério da Saúde, está sendo
realizado em parceria com o Hospital Albert Einstein

O projeto Melhoria do Sistema de Gestão dos Hospitais do SUS, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, encerrou sua primeira etapa na Santa Casa de Paranavaí. Este projeto faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional (PROADI-SUS) e é desenvolvido em parceria com os cinco maiores hospitais brasileiros. No caso da Santa Casa de Paranavaí, o projeto está acontecendo em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein.

A primeira fase do projeto foi desenvolvida com a participação in loco de uma consultora do Einstein. Inicialmente foi realizado um diagnóstico que apontou quais os setores que precisavam adotar novas práticas e protocolos para garantir mais qualidade. O programa se sustenta no tripé eficiência, segurança e redução de eventos adversos.

As direções técnica e administrativa do hospital escolheram o centro cirúrgico para o início do Programa de Gestão. À medida que o programa ia desenvolvendo, a equipe, formada para conduzir o projeto, foi sendo treinada para depois implantar o programa em outros departamentos, com a consultoria à distância de técnicos do Hospital Alberto Einstein.

“Escolhemos o Centro Cirúrgico porque ele é o coração do hospital e mexe com todos os outros setores”, explicou o diretor geral administrativo do hospital, Héracles Alencar Arrais. Uma reunião da equipe, na quarta-feira desta semana, mostrando os avanços do Centro Cirúrgico após oito meses de trabalho e ainda onde é possível melhorar, marcou o final da primeira fase dos trabalhos.

Com este treinamento, a Santa Casa poderá inclusive buscar algumas certificações, credenciamentos e ainda melhorar suas condições financeiras. “Se conseguirmos evitar ainda mais o desperdício com a adoção de novos protocolos e aumentar a produtividade o reflexo é imediato. Fim de desperdício representa menos desembolso de recursos e aumento de produtividade significa que podemos atender, além da cota do SUS, mais convênios e particulares, o que ajuda a cobrir o déficit deixado pelo serviço público”, explica o diretor.

Os protocolos vão desde melhor aproveitamento de material até a redução de tempo entre uma cirurgia e outra deixando o centro cirúrgico o menos ocioso possível.

A avaliação do grupo é de que, apesar de algumas resistências iniciais, já que o programa tira profissionais da zona de conforto, o projeto transformou o centro cirúrgico e o deixou mais eficiente. O grupo se reúne três vezes por semana, o que tem acelerado o processo de resolução dos problemas. “Às vezes, um problema simples demorava dias, semanas para ser resolvido. Agora, temos solução que sai em 24 horas. Só isso já um ganho fantástico”, disse Arrais na reunião de finalização da etapa.

Nos próximos dias o grupo vai decidir em qual departamento vai atuar agora para melhorar a gestão.

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