Leis para apoiar a irrigação terão tramitação rápida

Publicado em 21 de fevereiro de 2020

Programa de irrigação, que está começando na região,
foi apresentado na ALEP, por iniciativa de Romanelli

Irrigação-vaiO presidente da Associação dos Produtores Irrigantes do Paraná (APIP), Demerval Silvestre, avaliou como “muito boa” sua participação e da diretora-executiva da Associação do Sudoeste Paulista de Irrigantes e Plantio de Palha (ASPIPP), Priscila Silvério Sleutjes, na sessão da Assembleia Legislativa (ALEP), no começo da semana. Por iniciativa do deputado LuizCláudio Romanelli, a sessão foi usada para exposição técnica sobre irrigação, um processo que está começando pela região de Paranavaí.

“Fomos muito bem recebidos e o tema chamou a atenção dos deputados. Eles prestaram atenção na exposição e após a apresentação muitos procuraram a Dra. Priscila para buscar maiores informações. A Assembleia vai apoiar todos os projetos, vai depender agora do Executivo. Pelas manifestações que recebemos de deputados de várias regiões do Paraná, nossa expectativa é que os projetos de interesse dos irrigantes, terão tramitação rápida na Assembleia”, previu Silvestre.

Segundo ele, a proposta foi tão bem aceita, que deputados das comissões da Agricultura e do Meio Ambiente da ALEP deverão visitar os projetos de irrigação em Paranapanema, interior de São Paulo, que está servindo de base e inspiração para o programa paranaense. Na região, os produtores estão organizados em torno da ASPIPP, que tem a agrônoma Priscila Sleutjes, como diretora-executiva. Na sua manifestação, ela resumiu a importância da irrigação falando exatamente da sua região. “Começamos a irrigação no final dos anos 80, portanto há 30 anos. Nossa região era conhecida como Ramal da Fome, hoje somos conhecidos como o Celeiro do Estado. Acho que insto demonstra a importância da irrigação”.

Silkvestre avalia que será positiva os deputados ver in loco o quanto é possível aumentar a produção agrícola do Paraná com a irrigação.

NA TRIBUNA – Usando a tribuna da Assembleia, Demerval Silvestre leu o ofício que protocolou junto àquela Casa. Nele, comunica a fundação da APIP e fala do Programa Estadual de Irrigação (Irriga Paraná), criado no ano passado pelo Governo do Estado a pedido do Sindicato Rural de Paranavaí, cujo presidente, Ivo Pierin Júnior, vice-presidente da APIP, estava presenta na sessão.

O documento assinala que a região tem uma área de um milhão hectares, o solo é arenoso e cerca de 70% é explorado com pastagens de baixa produtividade. Informa que as lavouras ocupam pequeno espaço, “mas, estudos mostram grande potencial produtivo regional tanto de frutas, mandioca, grãos e mesmo pastagens, desde que se adotem técnicas modernas, entre elas, a irrigação”.

No ofício, Demerval informa que a estiagem do ano passado terá impacto também na colheita de 2020. “Para se ter uma ideia, nos dois anos (2019 e 2020), o Paraná perderá 12 milhões de caixas de laranja. Considerando o preço médio de R$ 22,00 a caixa, os prejuízos chegarão R$ 264 milhões, resultado da laranja que deixará de ser comercializada. (…) Não estão computados neste cálculo os prejuízos na indústria, no comércio e na geração de empregos. Somados, os prejuízos vão ultrapassar em muito os R$ 300 milhões”.

Na sequência, Demerval apontou as principais reivindicações do setor: desburocratização de outorga do uso de água e licenciamento ambiental, juros subsidiados nos financiamentos para aquisição de equipamentos de irrigação com redução do ICMS, valor diferenciado da energia elétrica e treinamento dos técnicos do governo e dos irrigantes, principalmente relacionados a manejo hídrico e agronômico para que o sistema traga benefícios reais.

“O Paraná será um outro Paraná depois que o programa de irrigação se consolidar no Estado. Vamos dobrar a produção de grãos”, finalizou ele.

DESBUROCRATIZAÇÃO – Por sua vez, Priscila Sleutjes, que também é presidente da Câmara Técnica de Agricultura Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura, disse que a agricultura tem avançado muito no país, graças a adoção de novas tecnologias. “Falamos hoje numa agricultura 4.0”. Mas, lamentou, que a agricultura irrigada ainda é 1.0.  “Nós precisamos nos desenvolver. E para isso, nem tudo depende de nós, agricultores. É aí que entra a participação dos senhores parlamentares”, disse aos deputados.

Ela considera desnecessária a licença ambiental, já que a irrigação não é uma atividade que visa lucro. É uma tecnologia embarcada na agricultura para produzir mais alimentos na mesma área. Não precisamos dobrar a área para dobrar a produção. A irrigação é uma das ferramentas para aumentar a produção, como uma plantadeira ou uma colheitadeira – explicou a diretora da ASPIPP. “A outorga para uso da água já deveria ser suficiente para a irrigação”, defendeu a engenheira agrônoma. Citou que, com a irrigação, a cada dois anos, o Estado terá cinco safras. “Isto é muito importante para a economia do Estado”.

“Muitos das frustrações de safra é por falta de água, que as vezes precisa de chuva num período de 10 a 15 dias. Se não vier neste período a safra pode se comprometer”, ensinou Sleutjes.

A diretora também chamou a atenção para o custo de energia elétrica para a irrigação. “Hoje a energia para molhar a planta é muito cara”, sentenciou.

Falou também que hoje não falta tecnologia no campo. “Precisamos desburocratizar processos, simplificar o processo de outorga. (…) O produtor não tem a destreza para lidar com documentos. O que ele sabe fazer é produzir alimentos e isto ele faz muito bem”.

Depois de elogiar a iniciativa do Irriga Paraná, a representante da ASPIPP disse que sua região (Paranapanbema-SP) passou de ramal da fome para celeiro do Estado e rebateu teses ambientalistas que são contrárias a irrigação. “A irrigação utiliza água, não consome. A irrigação usa a água para produzir alimentos. Parte evapora e continua no ciclo hidrológico e parte infiltra. Então, nós não perdemos água”, asseverou ela.

Após as manifestações, o deputado Romanelli e o presidente Ademar Traiano, ao lado de Demerval Silvestre e sua esposa Luciana Mançaneira, entregaram a Priscila Sleutjes, uma Menção Honrosa da ALEP pelo apoio, incentivo e orientação que vem dando a implantação do processo de irrigação no Paraná.

Leis para apoiar a irrigação no Paraná terão

tramitação rápida, prevê presidente da APIP

Programa de irrigação, que está começando na região,

foi apresentado na ALEP, por iniciativa de Romanelli

O presidente da Associação dos Produtores Irrigantes do Paraná (APIP), Demerval Silvestre, avaliou como “muito boa” sua participação e da diretora-executiva da Associação do Sudoeste Paulista de Irrigantes e Plantio de Palha (ASPIPP), Priscila Silvério Sleutjes, na sessão da Assembleia Legislativa (ALEP), no começo da semana. Por iniciativa do deputado Luiz Cláudio Romanelli, a sessão foi usada para exposição técnica sobre irrigação, um processo que está começando pela região de Paranavaí.

“Fomos muito bem recebidos e o tema chamou a atenção dos deputados. Eles prestaram atenção na exposição e após a apresentação muitos procuraram a Dra. Priscila para buscar maiores informações. A Assembleia vai apoiar todos os projetos, vai depender agora do Executivo. Pelas manifestações que recebemos de deputados de várias regiões do Paraná, nossa expectativa é que os projetos de interesse dos irrigantes, terão tramitação rápida na Assembleia”, previu Silvestre.

Segundo ele, a proposta foi tão bem aceita, que deputados das comissões da Agricultura e do Meio Ambiente da ALEP deverão visitar os projetos de irrigação em Paranapanema, interior de São Paulo, que está servindo de base e inspiração para o programa paranaense. Na região, os produtores estão organizados em torno da ASPIPP, que tem a agrônoma Priscila Sleutjes, como diretora-executiva. Na sua manifestação, ela resumiu a importância da irrigação falando exatamente da sua região. “Começamos a irrigação no final dos anos 80, portanto há 30 anos. Nossa região era conhecida como Ramal da Fome, hoje somos conhecidos como o Celeiro do Estado. Acho que insto demonstra a importância da irrigação”.

Silkvestre avalia que será positiva os deputados ver in loco o quanto é possível aumentar a produção agrícola do Paraná com a irrigação.

NA TRIBUNA – Usando a tribuna da Assembleia, Demerval Silvestre leu o ofício que protocolou junto àquela Casa. Nele, comunica a fundação da APIP e fala do Programa Estadual de Irrigação (Irriga Paraná), criado no ano passado pelo Governo do Estado a pedido do Sindicato Rural de Paranavaí, cujo presidente, Ivo Pierin Júnior, vice-presidente da APIP, estava presenta na sessão.

O documento assinala que a região tem uma área de um milhão hectares, o solo é arenoso e cerca de 70% é explorado com pastagens de baixa produtividade. Informa que as lavouras ocupam pequeno espaço, “mas, estudos mostram grande potencial produtivo regional tanto de frutas, mandioca, grãos e mesmo pastagens, desde que se adotem técnicas modernas, entre elas, a irrigação”.

No ofício, Demerval informa que a estiagem do ano passado terá impacto também na colheita de 2020. “Para se ter uma ideia, nos dois anos (2019 e 2020), o Paraná perderá 12 milhões de caixas de laranja. Considerando o preço médio de R$ 22,00 a caixa, os prejuízos chegarão R$ 264 milhões, resultado da laranja que deixará de ser comercializada. (…) Não estão computados neste cálculo os prejuízos na indústria, no comércio e na geração de empregos. Somados, os prejuízos vão ultrapassar em muito os R$ 300 milhões”.

Na sequência, Demerval apontou as principais reivindicações do setor: desburocratização de outorga do uso de água e licenciamento ambiental, juros subsidiados nos financiamentos para aquisição de equipamentos de irrigação com redução do ICMS, valor diferenciado da energia elétrica e treinamento dos técnicos do governo e dos irrigantes, principalmente relacionados a manejo hídrico e agronômico para que o sistema traga benefícios reais.

“O Paraná será um outro Paraná depois que o programa de irrigação se consolidar no Estado. Vamos dobrar a produção de grãos”, finalizou ele.

DESBUROCRATIZAÇÃO – Por sua vez, Priscila Sleutjes, que também é presidente da Câmara Técnica de Agricultura Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura, disse que a agricultura tem avançado muito no país, graças a adoção de novas tecnologias. “Falamos hoje numa agricultura 4.0”. Mas, lamentou, que a agricultura irrigada ainda é 1.0.  “Nós precisamos nos desenvolver. E para isso, nem tudo depende de nós, agricultores. É aí que entra a participação dos senhores parlamentares”, disse aos deputados.

Ela considera desnecessária a licença ambiental, já que a irrigação não é uma atividade que visa lucro. É uma tecnologia embarcada na agricultura para produzir mais alimentos na mesma área. Não precisamos dobrar a área para dobrar a produção. A irrigação é uma das ferramentas para aumentar a produção, como uma plantadeira ou uma colheitadeira – explicou a diretora da ASPIPP. “A outorga para uso da água já deveria ser suficiente para a irrigação”, defendeu a engenheira agrônoma. Citou que, com a irrigação, a cada dois anos, o Estado terá cinco safras. “Isto é muito importante para a economia do Estado”.

“Muitos das frustrações de safra é por falta de água, que as vezes precisa de chuva num período de 10 a 15 dias. Se não vier neste período a safra pode se comprometer”, ensinou Sleutjes.

A diretora também chamou a atenção para o custo de energia elétrica para a irrigação. “Hoje a energia para molhar a planta é muito cara”, sentenciou.

Falou também que hoje não falta tecnologia no campo. “Precisamos desburocratizar processos, simplificar o processo de outorga. (…) O produtor não tem a destreza para lidar com documentos. O que ele sabe fazer é produzir alimentos e isto ele faz muito bem”.

Depois de elogiar a iniciativa do Irriga Paraná, a representante da ASPIPP disse que sua região (Paranapanbema-SP) passou de ramal da fome para celeiro do Estado e rebateu teses ambientalistas que são contrárias a irrigação. “A irrigação utiliza água, não consome. A irrigação usa a água para produzir alimentos. Parte evapora e continua no ciclo hidrológico e parte infiltra. Então, nós não perdemos água”, asseverou ela.

Após as manifestações, o deputado Romanelli e o presidente Ademar Traiano, ao lado de Demerval Silvestre e sua esposa Luciana Mançaneira, entregaram a Priscila Sleutjes, uma Menção Honrosa da ALEP pelo apoio, incentivo e orientação que vem dando a implantação do processo de irrigação no Paraná.

Alda - 391x69

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.