Santa Casa fez mais de meio milhão de atendimentos, em 2019

Publicado em 24 de janeiro de 2020

Balanço inclui internações, atendimentos de emergência,
cirurgias, exames e partos; crescimento foi de 13%

A Administração da Santa Casa de Paranavaí, o maior e único hospital da região com Unidade de Terapia Intensiva (UTI), divulgou esta semana o balanço das atividades de 2019, que, em comparação ao ano anterior, teve um crescimento da ordem de 13%. Enquanto em 2018 foram contabilizados 478.180 atendimentos, ano passado foram 541.941.

O levantamento inclui as internações, atendimento ambulatorial de urgência e emergência, procedimentos cirúrgicos, partos e o Serviço de Atendimento de Diagnóstico e Terapia (SADT), que envolve exames de laboratório de análises clínicas, radiologia, tomografia e ultrassonografia. O maior crescimento foi verificado no SADT, no laboratório, onde o crescimento foi da ordem de 18%. Este crescimento aconteceu em decorrência da inauguração do posto de coleta do hospital.

Mais de 70% em média das internações, urgência e emergência e as cirurgias foram realizadas pelo SUS, que tem uma tabela de remuneração defasada. Isto implica dizer que, quanto mais atende o poder público, mais aumenta o déficit financeiro. Como hospital filantrópico, a Santa Casa deveria destinar apenas 60% dos seus leitos para o sistema público de saúde

O equilíbrio vem através dos atendimentos particulares (pouco mais de 3,5% em média) e dos convênios, que são responsáveis por cerca de 25% dos atendimentos da Santa Casa. Esta média, no entanto, não vale para a maternidade. Ali, os partos pelo SUS equivaleu ano passado a 82,75% (em 2017 chegou a 83,57%), contra 2,78% de particulares e 14.47% de convênios. Também neste caso, a destinação de leitos seria de 60% para o Sistema Único de Saúde.

De acordo com o diretor-geral administrativo da instituição, Héracles Alencar Arrais, o hospital vem atendendo no limite. Nesta quinta-feira (23), por exemplo, sete pacientes ficaram “internados” no Pronto Socorro a espera de vaga e o hospital estava operando com mais de 93% de sua capacidade. Mas as vagas que estavam disponíveis não podiam acomodar quem estava na espera – eram vagas espalhadas pela UTI, UTI Neonatal, Maternidade e Pediatria.

“Deverá haver um grande crescimento a partir da inauguração da Unidade Morumbi”, diz ele. A previsão é de que aquela unidade entre em operação no segundo semestre. Ano passado, o Governo do Estado, através da Secretaria da Saúde, liberou R$ 19,6 milhões para aquisição de equipamentos. A Santa Casa já começou o processo de aquisição do material.

“Estamos licitando os equipamentos. Como é um volume grande, tem várias empresas participando, o que é muito positivo porque, aumentando a concorrência, cai o preço. Mas esta participação gera também grande disputa e invariavelmente há recursos contra a empresa vencedora, o que pode atrasar o processo. Mas a Diretoria da Santa Casa e o Governo do Estado trabalham para colocar a nova unidade em funcionamento no segundo semestre”, diz Arrais.

 

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