Infelizmente perdemos a oportunidade de nossa remissão. Após as informações trazidas pelo Ministro Moro junto à Câmara dos Deputados, nesta última terça feira (02/07/2019), a OAB, através do seu Corpo Deliberativo, demonstrou que a vaidade vai além do barulho do salto alto e do suspiro dos galácticos, enquanto arrumam suas gravatas nos corredores dos Tribunais.
Incrível mesmo é a sua capacidade de relativizar! Os áudios, que, em tese pertencem ao Ministro, são suficientes para defender o seu afastamento, mesmo sem verificação de origem, legalidade ou oportunidade de defesa, agora, as robustas provas materiais que incriminam os ímprobos (julgados e condenados), estas sim são duvidosas e ninguém pode atirar pedras – que baita espírito de contraditório!
Não iria me manifestar, mas há uma pergunta que não quer calar: quais Conselheiros Federais autorizaram este ato? Será que algum deles advoga para alguém acusado na Lava Jato? Pensando bem, talvez não seja vaidade, mas sim interesse da alma!
Thiago Chamulera – Advogado, Mestre em Direito Constitucional e Membro da Comissão de Gestão Pública e Controle da Administração da Ordem dos Advogados do Paraná.
Publicado originalmente por Fábio Campana







