porque cobra uma prova de ética e cidadania de quem disputa as eleições”
Esta semana, foi publicado em diversos meios de comunicação que 31 dos 35 partidos que lançaram candidatos nessas eleições têm pelo menos uma candidatura rejeitada pela Lei da Ficha Limpa. Ainda assim, existe a possibilidade de 110 dos 173 candidatos rejeitados participarem das eleições no próximo dia 7 de outubro. Vale lembrar que a Lei da Ficha Limpa torna inelegível por oito anos quem foi condenado em segunda instância, teve o mandato cassado, as contas rejeitadas pelos tribunais de contas ou renunciou após abertura de processo.
Ainda assim, a Lei da Ficha Limpa tem algumas brechas que permitem que alguns candidatos, dependendo do caso, possam recorrer da decisão. Levando em conta que este ano foram lançadas 29 mil candidaturas, isso representa uma mudança positiva no cenário político brasileiro, mas ainda é preciso continuar defendendo o endurecimento dessa lei e ressaltando a sua importância para que futuramente ela não seja colocada em risco.
Um ponto favorável é que hoje em dia há cada vez mais candidatos defendendo a manutenção da Ficha Limpa, o que é realmente importante, considerando que essa lei contribui para minimizar a corrupção no país. No Noroeste do Paraná, um dos defensores da Ficha Limpa é o empresário e candidato a deputado federal Valdemar Delatorre (MDB), de Paranavaí. “A Lei da Ficha Limpa é muito boa porque cobra algo muito simples – uma prova de ética e cidadania de quem disputa as eleições. Também evita que a população seja enganada. Essa lei entrou em vigor em 2010, mas é importante que tenhamos representantes, políticos, que garantam a sua manutenção. Se desejamos um cenário político mais honesto, é preciso cobrar sempre”, enfatiza Delatorre.









