Protestos na abertura dos trabalhos da ALEP

Publicado em 06 de fevereiro de 2018

Do G1 Paraná

A primeira sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), ontem, durou pouco menos de uma hora e foi marcada por um protesto de dezenas professores e funcionários do Processo de Seleção Simplificado (PSS). Eles são contra os salários anunciados pelo governo estadual para a contratação de professores, pedagogos e tradutores e intérpretes de Libras através do PSS e se manifestaram gritando palavras de ordem na galeria enquanto o secretário-chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, fazia o pronunciamento.
Rossoni foi vaiado ao falar sobre os investimentos em educação e disse que não esperava receber aplausos. “É importante que nós estamos nos comunicando com o povo paranaense. Jamais eu esperaria aqui o aplauso dos presentes”, argumentou o secretário da Casa Civil.
Diante das vaias, o presidente da ALEP, Ademar Traiano, interviu e pediu para que os manifestantes parassem com o barulho. Ele disse que se eles não parassem, ele iria encerrar a sessão antes do esperado.
Como o pedido não foi atendido, ele deu por encerrada a solenidade. “Dou como lida a peça encaminhada ao governador. Agradeço as autoridades presentes”, finalizou Traiano.
Apesar de ter dado como lida a mensagem do governador, o texto com o plano de governo do Poder Executivo, expondo a situação econômica e administrativa do estado não foi completamente lido.
A reivindicação dos professores
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), os vencimentos apresentados pelo governo apresentam redução de 13% a cada hora trabalhada em relação às últimas contratações.
Segundo a Secretaria de Estado da Educação (SEED), os funcionários contratados ao longo de 2018 através do PSS receberão vencimento mensal de R$ 3.281 (R$ 2.445 de salário e R$ 826 de auxílio-transporte). Conforme a Seed, o valor está acima do piso nacional para o magistério.

Alda - 391x69

Um comentário sobre “Protestos na abertura dos trabalhos da ALEP

  1. Visivelmente o governo Beto Richa (PSDB) busca tirar dos servidores públicos para privilegiar a iniciativa privada. Entretanto, sabemos que nós trabalhadores produzimos muito e em troca recebemos um jeito tucano de governar que envolve truculência e descaso com o povo trabalhador.
    Chega de ataques aos nossos direitos!! Exigimos mais investimento nos serviços e servidores públicos!
    Educação não é mercadoria! Nenhum direito a menos! Que os ricos paguem a conta da crise que eles mesmos fizeram. É hora de uma Greve Geral!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.