Eleitor deve mudar mentalidade, diz Poloni

Publicado em 02 de fevereiro de 2018

Consultor da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), o ex-prefeito de Barracão, ex-secretário estadual da Agricultura e ex-secretário municipal de Curitiba (Planejamento e Abastecimento), Antônio Poloni defendeu, em Paranavaí que o eleitor mude de mentalidade em relação à política e aos políticos, deixando de ser mero espectador do processo. “O que é preciso é ampliar a responsabilidade coletiva de, quando você votar em alguém, você acompanhar esse alguém para ver se ele mereceu o teu voto ou não mereceu. Tem que acompanhar, tem que cobrar, temos que ser mais exigente neste aspecto, exigir seriedade dos governantes”, defendeu ele.
Em entrevista na quarta-feira (31) na sede do Sindicato Rural de Paranavaí, onde apresentou o curso Herdeiros do Campo, que trata da sucessão familiar, Poloni destacou, ainda, a necessidade de pessoas de bem participarem ativamente da política. Considera que esta participação é um dos principais itens para que haja uma significativa melhora no processo político.
“É preciso que cidadãos de bem se apresentem, tem gente que não se apresenta para ocupar cargos públicos. Não é vergonhoso exercer um cargo público. Tem que desmistificar isso. Pessoas de bem dizem: eu não posso entrar na vida política, não posso ser candidato, não posso sei lá o quê, porque isso aí é só sujeira. Não, eu fui para a área pública (…) e nunca tive nenhum constrangimento. É possível ser honesto, ser sério na área pública como privada. Precisa crescer essa visão de que é possível ser sério na área pública”, defendeu o ex-secretário de Agricultura do Paraná, acrescentando que “não é verdade que na área pública só tem gente que não presta, gente do mal. Essa consciência coletiva que tem que melhorar”.
Poloni defendeu que a sociedade discuta mais a função do Estado e do Governo. “Por que existe Estado, Governo? Qual é a função exata deles?, questiona.
Ele diz esperar que os acontecimentos dos últimos anos (Laja jato), esse “jogar aberto” sobre corrupção, leve a sociedade a ter um ganho, que é o “conhecimento sobre a obrigatoriedade de acompanhar quando nós delegamos o poder político para alguém”.
Explica o que é o poder político: “Quando fui candidato a prefeito de minha cidade eu dizia para as pessoas: eu quero que você me empreste o teu poder para trabalhar em seu nome durante três (tempo do mandato em áreas de segurança nacional, na época). O poder político é de cada um, e então você me empresta o teu poder para eu trabalhar na prefeitura como prefeito no teu lugar, depois te devolvo e você empresta pra outro”.
Poloni foi enfático ao dizer que o eleitor tem que ser cauteloso, exigente e avaliar muito bem na hora de decidir a quem emprestar este poder, que será exercido por deputados, senadores, presidente da República e governadores.
Questionado se o eleitor brasileiro está preparado para fazer essa avaliação, o consultor da FAEP, disse que está havendo uma maior conscientização com o crescimento das oportunidades de escolarização em todo o país. “Todo muito tem a oportunidade de estudar e ter ou aumentar a capacidade de discernimento”.
AGRONEGÓCIO – Antônio Poloni mostrou certa satisfação pelo fato de, na sua avaliação, os governos estarem percebendo a importância da agricultura, assim como a população urbana. “A sociedade urbana precisa entender melhor a importância do rural, porque ela se encontra conosco várias vezes ao dia: no café da manhã, no almoço, na janta, mas as vezes nas cidades grandes ainda temos que mostrar a importância do setor rural. Mas já está avançando”, comemora.
O ex-secretário de Estado avalia que os setores econômicos estão confiando mais no agronegócio, que hoje é mais conhecido o seu potencial. “Houve muita mídia em cima da importância do agronegócio”, diz ele.
Consultor da FAEP, Poloni reforça sua crença que “em 2018, na questão da economia, vai ser um ano bom, não tenho dúvida nenhuma, os indicativos são favoráveis, mesmo com o processo eleitoral em andamento esse ano, acho que a economia vai ter uma evolução sem dúvida nenhuma.
Voltando a falar sobre a importância da sociedade acompanhar mais o processo político, o ex-prefeito de Barracão informa que o sistema FAEP já está trabalhando nas propostas que serão apresentadas aos candidatos ao Palácio Iguaçu. “A Federação sempre faz isso. A Adapar, por exemplo, foi criada por proposição nossa, a Agência de Desenvolvimento do Estado foi criada por proposição da Federação. E estamos trabalhando já propostas para os candidatos. Quando sai os candidatos nós vamos lá e apresentamos as propostas. Mas não só apresentamos, nós ajudamos a desenvolver, ajuda o governo fazer também. Nós apresentamos e ajudamos a elaborar, cobramos e fazemos dar resultado”, disse ele, defendendo que, proporcionalmente, o eleitor faça o mesmo, principalmente no que se refere à cobrança e acompanhamento das ações em quem votou, numa mudança de mentalidade.

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