A imprensa curitibana tem se dedicado nos últimos dias a tentar prever as possíveis situações com as eleições deste ano. Em princípio, Beto Richa (PSDB) deve disputar o Senado. Por isso teria que se desincompatibilizar do cargo. Assumiria a vice-governadora Cida Borghetti (PP), que tentaria a reeleição, como vem articulando o seu marido, o ministro Ricardo Barros. Discute-se, ainda, quem Richa vai apoiar para sua sucessão, sua vice-governadora ou seu ex-secretário Ratinho Júnior (PSD). Mas existe a possibilidade de simplesmente Beto não se desincompatibilizar e não participar das eleições deste ano, a não ser como apoiador. Isto tudo tem provocado tensões nos partidos e em suas lideranças que atuam.
Dois artigos publicados recentemente por jornalistas da Capital mostra bem a geléia que está a sucessão governamental. O jornalista Celso Nascimento publicou uma análkise feita pela jornalista Ruth Bolognese, mas que, de alguma forma, encurrala Beto, Ratinho e Barros;
Em outro texto, o blogueiro Esmael Moraes diz que o presidente da Assembleia Legislativa e do PSDB do Paraná, Ademar Traiando, esgaria articulando para ele governar o Paraná por dez meses. Neste quadro, Cida Borghetti seria indicada para o Tribunal de Contas e na renúncia de Beto, ele, Traiano, é quem assumiria o Palácio Iguaçu.. Neste quadro, Beto apoiaria Ratinho para sua sucessão, Valdir Rossoni seria o vice de Ratinho e Beto e Ricardo Barros disputariam o Senado (as eleições deste ano é para dois novos senadores)
Veja, abaixo os dois artigos.
Beto, Ratinho e Barros: os encurralados – Celso Nascimento
(por Ruth Bolognese) – A nova estratégia montada pelo governador Beto Richa para as eleições desse ano é, deveras inteligente, mas encurrala Ricardo Barros, Ratinho Jr. e ele próprio.
Depois de 7 anos de provocações por parte do estrategista de Maringá, ministro da Saúde, Ricardo Barros, o governador reagiu: mandou recado através do deputado Ademar Traiano – o que é uma temeridade no contexto da compreensão básica das coisas – dizendo que Ratinho Jr. e a vice-governadora, Cida Borghetti, devem marchar unidos na disputa pelo Governo.
Eis aí a condição, para que ele, Beto Richa, saia candidato ao Senado e deixe o governo nas mãos da família Barros durante 9 meses.
Ao ficar no Governo, Beto Richa mata três coelhões com uma só cajadada: com a máquina estatal sob seu controle, torna-se o Rei dos Caras porque pode alavancar tanto Cida quanto Ratinho Jr. na direção do Palácio Iguaçu. Um para Beto, Zero para Ricardo Barros.
Na mesma sequência de rara inteligência estratégica, coloca as famílias Barros e Ratinho em conflito de interesse porque ambas querem um governador para chamar de seu. Dois para Beto, Zero para Ratinho, Zero para Ricardo Barros.
E, finalmente, ao exigir que Belezura e Ratinho Jr. se enquadrem como aliados para elegê-lo senador, corre o risco de ver cada um deles pegar o próprio caminho, com muita raiva, e passarem toda a campanha eleitoral ignorando-o solenemente. Ou pior, descendo-lhe o sarrafo.
Um para Ricardo Barros, Um para Ratinho Jr e Zero para Beto Richa.
“Operação Quadro Negro” é obstáculo para tucano assumir governo do Paraná – Esmael Moraes
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado Ademar Traiano (PSDB), vem trabalhando nos bastidores para ser o governador interino do Paraná. No entanto, são dois os principais obstáculos que o impedem. Um de natureza política e outro criminal.
A engenharia do tucano é a seguinte: com a renúncia do governador Beto Richa (PSDB), ao invés de assumir a vice, Cida Borghetti (PP), ela iria para o Tribunal de Contas, e daí sobrava a boquinha para o próprio Traiano na linha sucessória.
Com essa combinação de resultados, o caminho ficaria aberto para uma composição de chapa Ratinho Junior (PSD) disputando o governo, o chefe da Casa Civil Valdir Rossoni (PSDB) tomaria a vice, Beto e Ricardo Barros (PP) concorreriam ao Senado.
Segundo um deputado ligado ao partido de Kassab, Carlos Ratinho Massa Júnior teria prometido uma secretaria de destaque para que Traiano articulasse a chapa.
O diabo é que o presidente da Alep e o próprio Ratinho esqueceram de combinar a jogada com os “russos”, ou seja, a vice e o marido dela, Ricardo Barros, além dos deputados do “baixo clero” que não querem mais saber do Traiano e da turma envolvida nas denúncias de corrupção no governo Richa — leia-se “Operação Quadro Negro”.







