Tá ruim o país? Sem votar, piora

Publicado em 28 de julho de 2017

Duas situações: numa foi divulgada uma pesquisa em que 70% dos brasileiros consideram que o governo do presidente Michel Temer é ruim ou péssima. Um recorde (empatou com a presidente Dilma em seu pior momento). Em outra situação, agora local, a Prefeitura de Paranavaí divulga que mais de 20 mil eleitores, algo como um terço do colégio eleitoral da cidade, faltando duas semanas para encerrar o prazo, ainda não fez o recadastramento biométrico.
O que tem a ver uma coisa com a outra?
Simples, as mudanças só acontecem pela política. As normas que regem o trabalho e a previdência (que ganham o noticiário atual), os preços dos combustíveis (que impacta toda a economia e o nosso dia-a-dia), a saúde pública, a educação, o asfalto na frente da casa do eleitor, enfim, qualquer melhoria (ou piora) é resultado de nossa escolha política. Não votar é contribuir para mudanças. É deixar que os outros façam as escolhas que vão nos impactar. E talvez não façam por nós a escolha melhor.
Então é preciso que todos façam o recadastramento sob pena de sequer ter o direito a reclamar. Sem recadastramento não vota, não votando também não tem direito a reclamar. É mais ou menos aquela história de que quando um competente cruza os braços, um incompetente assume o seu lugar.

Alda - 391x69

2 comentários sobre “Tá ruim o país? Sem votar, piora

  1. Em que pese o “currículo” não lá muito elogiável de Michel Temer, há que se levar em conta que ele se obriga a determinado comportamento, justamente em virtude da política do “toma lá dá cá” que caracteriza o comportamento dos componentes do legislativo.
    Enquanto não acontecer uma reforma política profunda, incisiva, e que se distancie o mais longe possível dos interesses pessoais dos seus personagens, nenhum presidente, por melhor intencionado que seja, escapará da prática deletéria, pernóstica, safada, anti-patriótica do “é dando que se recebe”.
    Um governante que vive dependendo do fisiologismo espúrio e indecente de bancadas que negociam o seu apoio em troca de cargos, de emendas, há que amargurar o assédio dos chantagistas a cada decisão. Não existe adjetivo que se aplique melhor às atitudes de deputados e senadores – manjados, por sinal, que o de prostituto. Peço desculpas aos profissionais da arte mais antiga do mundo, pois os resultados dos seus “dinheiro na mão, calcinha no chão”, afetam exclusivamente a eles próprios, não causando danos à Educação, à Saúde, à Segurança de uma Nação. Petistas cobram dos “coxinhas”, o bater panelas, ignorando que são eles mesmos quem deveriam fazê-lo, para manifestar indignação contra uma cria deles, o vice em dois mandatos de Vana Rousseff, o Poste.
    Os 14 milhões de desempregados não começaram a constar das estatísticas, de repente, já no início de 2017, ou fim de 2016. Esse exército de marginalizados das tarefas produtivas da Nação, é resultado de uma política estúpida, atrasada e corrupta desenvolvida pelo PT.
    Um governo que se presta a encantar o Mundo com a “invenção” de empresários bem sucedidos dos naipes de Eike Batista – o da Lamborghini na sala da mansão, mais os irmãos açougueiros goianos, às custas de vantagens descabidas e ilegais proporcionadas pelos seus principais agentes financeiros como o BNDES, o BB, a CEF, além dos furtos aos fundos previdenciários das mesmas entidades, mais dos Correios, da Petrobrás, da Eletrobrás, de forma alguma poderia transferir algo de bom, de frutuoso, de esperanças até, para os seus sucessores. Temos, no entanto, que nos contentarmos com um consolo diante de toda essa merda esparramada no Brasil, pelo gigantesco ventilador marca PT.
    O projeto de Poder lulista, que demandaria até 2030, encerrou-se nesse ano da graça de 2017. E não adianta o seu artífice gargantear invencibilidade nas urnas pois nunca na história eleitoral se registrou vitória de quem ostente a marca inglória dos 55 por cento de rejeição.

  2. A ideia do “não voto em ninguém” vem aumentando a muito tempo. E pior, a ideia do ‘eu voto em quem meu Prefeito/Vereador/Deputado pede’ é prática bicentanária no Brasil. Uma lástima em todos os sentidos, pois estas lideranças municipais e regionais nunca estão do lado do Povo, e sim do lado dos que apoiam/financiam/pagam por suas campanhas caríssimas, fazendo o jogo da Elite branca/rica desde o fim do Império, ou antes. Após o curto interregno Lulista, onde as políticas públicas de inclusão causaram um alvoroço na Casa Grande, a ideia do ‘não voto em ninguém’ aumenta de volume, justamente para afastar ainda mais o Povo das decisões, deixando os ‘de sempre’ no comando dos negócios públicos. Espera-se que, com a derrocada do Golpe e a expulsão/prisão dos representantes dos Patos Amarelos e do ideário do PSDB/DEM do centro do Poder, uma volta às políticas públicas de inclusão social possa reverter esta desgraça que tem sido o Golpe. O Povo compreenderá que a manutenção do que aí está, ou a troca de tucanóides por ratos e outros animais mais peçonhentos não será a solução e que, só o voto popular, consciente, classista e de Esquerda poderá dar um novo horizonte à nação golpeada. Todos às urnas! E, sempre à Esquerda!

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