É preciso investir para produzir

Publicado em 10 de setembro de 2016

Saito

Walter Toshio Saito, o decasségui paranaense que está há 26 anos no Japão, onde se tornou o Rei da Cebolinha” e agora fatura cerca de 700 mil dólares ao ano plantando mandioca em 5 hectares, esteve esta semana em Paranavaí. Saito será um dos palestrante da Feira Internacional de Mandioca (FIMAN), que acontecerá em Paranavaí de 22 a 24 de novembro próximo no Parque Costa e Silva.O “Rei da Cebolinha”, que já anuncia que quer ser o maior produtor de mandioca de mesa do Japão, esteve com o presidente da FIMAN, Maurício Gehlen, e visitou a Podium Alimentos. Ele veio ao Brasil em missão oficial acompanhando deputados de sua Província de Saitama, que vieram conhecer algumas praças desportivas utilizadas durante os Jogos Olímpicos deste ano. Em 2020, a Olimpíada vai acontecer no Japão. Aproveitou a oportunidade para conhecer um pouco das indústrias de processamento de mandioca.
Walter Saito concedeu entrevista, quando falou um pouco de sua vida (ele foi ao Japão para juntar dinheiro e retornar a Londrina, onde abriria uma escola, e acabou ficando), um pouco sobre seus princípios e porque se considera um “empresário rural” e não um “agricultor”. Diz que “temos que ter uma visão de negócio. Temos que investir para produzir e ter lucro. E sempre temos que perseguir a liderança. Eu quero ser o primeiro em tudo o que faço. Persigo permanentemente esta meta. E o primeiro passo para conseguir ser o primeiro é confiar em mim mesmo, porque se eu não confiar em mim, quem vai confiar?”, questiona o decasségui.
Aos produtores que foram ouvi-lo na FIMAN, Saito promete falar de como conseguiu alta produtividade. Adiantou que uma das técnicas descobriu ao acaso. “Eu tinha poucas mudas para a área onde ia plantar. Então espacei mais que o de costume. E o resultado é que as raízes cresceram mais, já que não havia concorrência”, diz.
Ele vai relatar, também, como faz para plantar e colher em apenas oito meses (no Japão o frio intenso, inclusive com neve, obriga o produtor a encurtar o período de safra), porque utiliza apenas duas gemas para dar início a germinação e os tratos culturais necessários para garantir alta produtividade.
por Jorge Roberto Pereira da Silva

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