E agora José?
Delcídio do Amaral recorreu ontem Supremo para que que lhe sejam devolvidos seus direitos políticos. Cassado em maio e inelegível por oito anos, quer que sua cassação seja anulada e o processo volte para a Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
No argumento, o advogado Figueiredo Basto diz que “não é possível, que, num Estado Democrático de Direito, valham dois pesos e duas medidas: ou bem Delcídio do Amaral foi cassado do mandato, sem a perda dos direitos políticos, dada a isonomia de tratamento com o impeachment da ex-Presidente; ou bem o impeachment deve ser anulado, porque alguns parlamentares podem ter votado pela cassação do mandato da senhora Presidente na perspectiva de não lhe cassar os direitos políticos.”
“O que não se pode admitir é que, de um lado, para a ex-presidente valha uma regra (cassação não signifique necessariamente perda dos direitos políticos) e para Delcídio do Amaral valha outra (cassação signifique necessariamente perda dos direitos políticos).”
Publicou o Globo







