JUNHO PARANÁ SEM DROGAS
Drogas não escolhem locais e pessoas. Elas aparecem onde houver demanda

Publicado em 09 de junho de 2021

Família estruturada, escola e religiosidade são fatores de proteção,
diz diretor do Núcleo Estadual de Políticas sobre Drogas

Delegado-alertaO tráfico e uso de drogas não são problemas apenas dos grandes centros urbanos. As cidades do interior também sofrem com o problema e devem estar atentas. “As drogas não escolhem locais ou pessoas especificamente. Onde houver demanda elas aparecem num maior ou menor grau.  Os grandes centros de distribuição podem se concentrar nas cidades maiores, mas seu alcance se pulverizou para todos municípios”, alerta o diretor do Núcleo Estadual de Políticas sobre Drogas (NEPSD-PR), delegado Renato Figueiroa.Ele está à frente da campanha Junho Paraná Sem Drogas, uma campanha instituída por lei e que tem o objetivo de congregar, planejar e programar a política estadual antidrogas, sob a ótica da prevenção, de forma a diminuir e minimizar os efeitos decorrentes do uso das drogas lícitas e ilícitas. O policial já esteve em Paranavaí participando das atividades da campanha em anos anteriores. Mas nos últimos dois anos, por conta da pandemia da Covid-19, as ações estão concentradas em lives nas quais são debatidos através de mesas redondas e painéis ou proferidas palestras sobre o tema. Em Paranavaí, as ações são organizadas pelo Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas (Comud), que tem na presidência o cartorário Dante Ramos Júnior.

Para Figueiroa, a população das cidades do interior deve adotar políticas de prevenção e conscientização, que, na sua opinião, “sempre é o melhor caminho, visando diminuirmos o uso de drogas”. Ele avalia o que se gasta com a prevenção, na verdade é um investimento em relação ao usuário que se tornaria dependente e precisaria de tratamento.

O diretor do Núcleo Antidrogas aponta como o que considera fatores de proteção contra as drogas. “Família estruturada, escola e religiosidade sempre ajudam, visando contrapor os fatores de risco envolvido com as vulnerabilidades”, sentencia ele.

No aspecto da prevenção, os conselhos municipais de políticas sobre drogas, se proativos, têm um papel “imprescindível”, “principalmente para colocar em prática as ações de prevenção e conscientização nas escolas. Cada município tem suas peculiaridades e nada melhor que moradores locais para avaliar isso e por em prática as melhores ações”.

PADRÃO DE CONSUMO DE DROGAS – Renato Figueiroa aponta que assim como o Governo Federal, que envolveu outros ministérios na política pública sobre drogas, além do Ministério da Justiça e Segurança Pública, também no Paraná busca-se a transversalidade das ações, envolvendo outros atores nesta ação. “Reconhecemos a transversalidade e intersetorialidade envolvida na problemática das drogas e procuramos articular ações da Secretaria de Segurança Pública (ao qual o NEPSD-PR está vinculado) com a Secretaria da Saúde e Secretaria de Justiça, Trabalho e Família, visando alcançarmos melhores resultados”.

O delegado concordou com a preocupação do presidente do Comud-Paranavaí, Dantes Ramos Júnior, manifestada na abertura do Junho Paraná Sem Drogas de que a ansiedade, o stress e o isolamento social motivados pela pandemia da Covid, têm levado muitas pessoas ao uso de drogas lícitas. Segundo ele, a pandemia mudou o padrão de consumo das drogas. “Ao mesmo tempo em que diminuiu os procedimentos das forças de segurança em relação aos usuários de drogas ilícitas (Termos Circunstanciados), as pesquisas mostram um aumento do uso das drogas lícitas, como álcool e remédios sem prescrição médica. Com a pandemia as vulnerabilidades sociais aumentaram mais ainda, e as políticas públicas mais efetivas serão aquelas direcionadas a diminuir estas vulnerabilidades”, finalizou.

Alda

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