Servidores querem reajuste de 8%

Publicado em 11 de dezembro de 2019

Outra reivindicação que os servidores vão apresentar
como prioritária será a redução da jornada de trabalho

Servidores-querem-8%Em assembleia geral realizada na noite desta terça-feira (10, no auditório da ACIAP, os servidores públicos municipais decidiram apresentar ao Governo Municipal, reivindicação de reajuste de 8%. Este índice é formado pela recomposição salarial – o INPC acumulado é de 3,43%, podendo chegar aos 4% -, mais a progressão, que é 1% de anuênio e 1,5% de avaliação, e 2% de aumento real. Exceto a progressão, os demais índices podem sofrer variações.

A proposta deve ser levada ao executivo entre os dias 20 e 30 de janeiro. “O fechamento do INPC deste ano deve fechar até o final da primeira quinzena de janeiro. Fechando o índice, formatamos a proposta e pedimos audiência com o prefeito para tratar da negociação. A data-base é 1º de janeiro e a concessão de aumento depende de lei a ser enviada a Câmara, que estará em recesso. Nossa expectativa é que isto esteja decidido em meados de fevereiro e receberemos em março, retroativo a janeiro”, explicou o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Paranavaí (Sinserpar), Gabriel dos Santos Luiz.

Durante uma hora e meia os servidores debatem as reivindicações a ser encaminhada à Administração Municipal. Entre as propostas, a que foi tratada com mais ênfase é a de que trata da redução da jornada de trabalho, que para algumas categorias chega a 44 horas semanais. Na assembleia houve quem lembrasse que em algumas repartições são cumpridas apenas 35 horas por semana.

O presidente explicou que o assunto já foi levado à Administração Municipal, que manifestou interesse em resolver a questão, mas que não tem as condições financeiras para tal. A redução da jornada de trabalho, segundo explicação dada a Santos, é que isto implicaria em pagamento de horas extras e o município não tem condições de arcar com esta carga. “Mas nós vamos levar o assunto novamente ao prefeito”, garantiu o líder sindical.

Ele disse, também, que é ilusório acreditar que com 44 horas semanais o trabalhador vai produzir mais. “Essa justificativa não é real. Cansado, o servidor vai produzir menos”, disse ele.

REAPRESENTAR REIVINDICAÇÕES – A maioria das reivindicações apresentadas pelos servidores para ser levada à Administração Municipal já tinha sido objeto de discussão entre a diretoria do sindicato e o Governo Municipal. Aliás, na assembleia, a cada questão levantada, era projetada no telão o ofício com a resposta dada pela Administração Municipal. “Mas as que não foram atendidas, nós vamos reapresentar ao prefeito”, garantiu Santos.

Além do reajuste salarial e da redução da jornada de trabalho, a pauta de reivindicações ainda inclui o vale-alimentação para todos os servidores e a confirmação de que os da Secretaria de Educação, que ainda nãso foram contemplados, receba o benefício a partir de 1º de janeiro, conforme acordo com o Governo Municipal; o pagamento do piso salarial nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (ACSs), dos Agentes de Combate à Endemias (ACEs) e dos professores (só a classe inicial é contemplada, o que está gerando uma perda hoje estimada em 12% para todo o restante do magistério); e um novo laudo de insalubridade que avalie principalmente os agentes de conservação, cozinheiras e orientadores de trânsito.

Ainda na pauta de reivindicações será incluído o pedido para que os agentes de conservação, motoristas e agentes administrativos que trabalham na UPA façam a mesma escala de trabalho dos demais profissionais da Unidade, ou seja, 12 X 60. Somente estas classes cumprem escala de 12 X 36.

NÃO FAZ MILAGRES – Na abertura da assembleia o presidente Gabriel dos Santos reafirmou a necessidade de os servidores participarem mais da entidade. “Quanto mais gente na assembleia, mais fortalecidos saímos daqui para apresentar as reivindicações. O Sindicato não faz milagre, ele cuida dos interesses dos servidores, protege os filiados, observa a legalidade das ações do Governo Municipal em relação aos servidores, mas sempre depende dos associados para ter força.

Ele e o vereador Carlos Alberto João, o Professor Carlos, lembraram que 2020 “será um ano difícil, porque é um ano eleitoral e um ano da reforma da previdência dos servidores” Segundo Gabriel, “tudo indica que vamos pagar por quem não pagou no passado”. Reforçou que os servidores precisam estar unidos para manter suas conquistas e buscar novas vitórias.

 

Alda

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