irrigação vai mudar perfil

Publicado em 10 de setembro de 2019

econômico e agropecuário da região

Programa de Irrigação, a ser lançado nesta quinta, vai revolucionar
e ampliar a produtividade agropecuário da região

Irrigação-vai-mudar-perfil-O Programa Estadual de Irrigação, o Irriga Paraná, a ser lançado nesta quinta-feira, em Paranavaí, tem potencial para “revolucionar a agropecuária do Paraná”, “mudar o panorama do agronegócio regional estimulando novas alternativas agrícolas, melhorar do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e melhorar a qualidade dos produtos agropecuários produzidos no Noroeste do Paraná.A avaliação é de líderes rurais da região e foi feita nesta terça-feira (10), após o anúncio de que o governador Ratinho Júnior e o secretário Norberto Ortigara (Agricultura e Abastecimento) lançam oficialmente o programa de irrigação na tarde desta quinta-feira, no Recinto Felício Jorge no Parque Costa e Silva. O programa deve reduzir o ICMS de equipamentos utilizados na irrigação e propor linha de crédito especial para a implantação do sistema, através do BRDE e Agência do Fomento do Paraná.

Fizeram a avaliação os produtores rurais Demerval Silvestre, diretor financeiro do Sindicato Rural de Paranavaí e um dos coordenadores da Sociedade Civil Organizada; Mário Hélio Lourenço de Almeida, ex-presidente e atual tesoureiro da Sociedade Rural do Noroeste do Paraná e vice-presidente para assuntos da Agropecuária da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (ACIAP); e Gilberto Pratinha, vice-presidente do Sindicato Rural e ex-presidente da Sociedade Rural.

O pedido para a criação de um programa de apoio à irrigação no Paraná foi apresentado ao Governo do Estado durante a última Exposição Agropecuária de Paranavaí (ExpoParanavaí), realizada em março, pelo Sindicato Rural, Sociedade Rural e Sociedade Civil Organizada. Na abertura da feira, o pedido foi feito ao vice-governador Darci Piana, então no cargo de governador e ao secretário Ortigara. Na semana seguinte, já no cargo, o governador Ratinho Júnior esteve na Expo e anunciou que a reivindicação seria acatada e que a Seab e a Secretaria da Fazenda começariam de imediato a estudar o assunto. Agora completando seis meses, o programa está sendo anunciado.

SOLOS POBRES – Para Mário Hélio Filho, o Programa Estadual de Irrigação vai “revolucionar a agropecuária do Paraná”, especialmente na região, cujos solos são muito sujeitos a erosão. Na sua avaliação, o “Paraná vai se destacar ainda mais na produção de alimentos” e a região abrirá espaço para “novas alternativas, como soja e o milho”.

O diretor da Sociedade Rural diz que não é correta a afirmação de que o Estado vai perder recursos com a redução do ICMS para os equipamentos de irrigação. “Não haverá prejuízo. Com a irrigação o Paraná vai produzir mais e gerar ainda mais impostos. É um programa em que todos ganham”, diz ele.

Com o lançamento deste programa, o Governo do Estado “dá sinais claros de que está comprometido e trabalhando pelo produtor rural, a quem está tratando com atenção especial”, segundo sua análise.

Mário Hélio sublinha, ainda, que o Irriga Paraná mostra o cumprimento de compromissos de campanha do governador Ratinho de fazer um governo ágil e de priorizar o agronegócio. “A irrigação é extremamente necessária para a produção de alimentos”, sentencia ele.

IDH – Demerval Silvestre diz que a irrigação será “a redenção da região” e que ela vai mudar o perfil da agricultura regional. Na avaliação dele, o sistema de irrigação não vai beneficiar apenas as principais culturas da região, como a mandioca, laranja, pastagem e cana. “A irrigação vai permitir a produção de grãos na nossa região, o fortalecimento econômico e o crescimento do nosso IDH, porque faturando mais, se capitalizando, o produtor rural pode remunerar melhor seus funcionários e todos gastam no comércio, aquecendo a economia como um todo”, diz ele.

Silvestre integrou a equipe que, no primeiro semestre, esteve em Campos de Holambra II, no município de Paranapoema (SP), a segunda maior área irrigada do país, para buscar informações sobre o assunto. “Fui lá como produtor rural e voltei apenas como proprietário rural. Produtor são eles, que com a irrigação, em alguns casos, quase triplicam a produção em comparação com áreas não irrigadas. Tem funcionário lá que tem casa melhor do que de fazendeiro aqui. E na região nós temos condições de, também em alguns casos, duplicar a produção e melhorar a distribuição de renda”, diz ele.

O líder da Sociedade Civil Organizada adverte, porém, que não basta irrigar, “É preciso ter acompanhamento técnico. Fazendo tudo certinho, a irrigação será a redenção da nossa região, pois atualmente o quadro é o seguinte: ou irriga ou fica como está”, enfatiza o produtor rural.

CHUVAS IRREGULARES – Responsável pela sugestão para que as entidades como Sindicato Rural e Sociedade Rural trabalhassem pela implantação de um programa de irrigação, o agroindustrial Gilberto Pratinha, do setor citrícola, também está entusiasmado. Ele conta que a produtividade da laranja na região oscila muito e uma das causas é a irregularidade das chuvas. “Nosso índice pluviométrico é bom, mas as chuvas são mal distribuídas, irregulares. Temos os chamados veranicos que nunca se sabe quando eles vêm”, explica.

“A irrigação vai dar estabilidade na produção, aumentar a produtividade e melhorar a qualidade dos frutos, que ficarão mais resistentes e bonitos. Na seca, os frutos murcham. Quando estão bem hidratadas têm mais sabor e aroma”, ensina ele. Mas das culturas mais comuns da região, a laranja é a mais resistente à falta de chuvas. “Mas já tem gente irrigando os pomares, café, milho e até colhendo soja irrigada”, revela Pratinha.

O ex-presidente da Rural lembra que a região do Arenito Caiua tem 2,5 milhões de hectares agricultáveis e que, se em 10 anos for irrigado 10% desta área (250 mil hectares), a região poderá produzir um milhão de4 toneladas de grãos. “Será a transformação da região”, assegura ele.

Alda

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