A gota d’água…

Publicado em 10 de setembro de 2019

O Fantástico usou como cenário um beijo gay em seus primeiros dez ou quinze minutos, para dizer que é contra a censura à liberdade de expressão e a homofobia. A Folha estampou em sua primeira página – no dia da Proclamação da Independência, Sete de Setembro de 2019 – a foto do beijo gay que saiu em um gibi para crianças, dizendo a mesma coisa. Tudo por causa da decisão do prefeito do Rio que mandou – antes de ser exposto ao público – embalar e lacrar um gibi para crianças com namoro gay.
Vamos lá: independentemente de você ser a favor ou contra gays ou a favor ou contra a censura, O PROBLEMA NÃO FOI ESSE! Esse enfoque de censura mostra a má fé da mídia, sempre desvirtuando os fatos, escondendo o principal e mostrando o acessório, do jeito que eles querem. Do jeito que Gramsci, o novo papa da esquerda, determinou: no caso, falando da censura, da liberdade de expressão, um dos temas mais caros à esquerda, aos socialistas de Iphone: meu Deus do céu: não me interessa se o prefeito do Rio é bom ou ruim, se é católico, crente, umbandista ou sei lá o quê. No caso em pauta, como bem disse o Desembargador que convalidou a ordem do prefeito e foi desautorizado pelo STF, nas pessoas de seus “dignos” representantes Dias Toffoli e Gilmar Mendes, a ideia era proteger menores de conteúdo adulto. Só isso! Ninguém mandou censurar a revista ou retirá-la da bienal do livro. A retirada dos livros era em caso de desobediência à ordem anterior, ou seja, embalar e lacrar os livros para não deixá-los à vista de crianças.
Mas a imprensa, os artistas de sempre e os mui dignos ministros em questão desvirtuaram tudo e transformaram o caso com sua habitual hipocrisia numa “censura à liberdade de expressão”.
Agora me digam, seus defensores da liberdade total:
Então quer dizer que daqui para a frente sua filha de oito anos pode frequentar as boites de Copacabana que apresentam shows ao vivo de sexo explícito, com anões e tudo? Ou seu filho de seis anos que adora brincar com bonecas pode começar a beijar o Alfredão, aquele gatão de quinze anos em pleno sofá da sua sala, na frente da família? Talvez seja isso que você queira para seus filhos, não? Liberdade total de expressão… De minha parte, quero educar meus filhos como sempre eduquei: com amor e amizade aliados a rigor e disciplina. Devidamente educados, a partir da adolescência, com seus quinze, dezesseis anos, poderão escolher suas companhias e seus gostos. Antes, não!
E é assim que se educam crianças. Bem, não para todos. Para esses ministros do STF, acostumados a soltar bandidos, crianças verem promiscuidade é o de menos, não? Afinal, o que lhes importa é a liberdade total, desenfreada, o gozo a qualquer preço. Criança trabalhar é crime. Deixem-nas soltas, traficando, se beijando, meninos com meninos, meninas com meninas, deixem o sexo correr solto.
Afinal, o resto é censura, homofobia e racismo. Liberou geral. O objetivo é transformar o Brasil numa Sodoma e Gomorra socialista com os artistas da Globo e a mídia pelados ensinando o mapa da mina para seus filhos. Porque, para os meus, isso não vai acontecer. Passem primeiro por cima do meu cadáver. Prendam-me. Amordacem-me. Garanto que a grande maioria dos pais, das famílias, e das próprias crianças e adolescentes, vai sair em minha defesa, vai se levantar e finalmente dizer: Basta! O Brasil não é feito de gente podre como vocês, da mídia, da Globo ou dessa falsa “Justiça”, seus pseudo artistas e pseudo ministros de coisa nenhuma! Vocês não prestam, não tem caráter, são hipócritas querendo posar de democratas. Vocês são a escória. Basta! As revoluções não nascem de grandes acontecimentos. Elas eclodem nos detalhes. Basta uma gota d’água…

(Percy Castanho Jr.)

Alda

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