Defesa de Richa pede que processo

Publicado em 28 de março de 2019

seja enviado à Justiça Eleitoral

A defesa de Beto Richa (PSDB) pediu à Justiça Federal, nesta quarta-feira (27), o envio à Justiça Eleitoral do processo que investiga o ex-governador na Operação Integração. Richa foi denunciado pela força-tarefa da Lava Jato e se tornou réu na ação que investiga corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa na concessão de rodovias federais que fazem parte do Anel da Integração do Paraná.

O pedido da defesa tem como base o novo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que disse que a Justiça Eleitoral é quem deve julgar casos de corrupção quando envolverem simultaneamente caixa 2 de campanha e outros crimes comuns, como lavagem de dinheiro. A Lava Jato critica a decisão e acredita que ela pode acabar com a operação.
“O colaborador Nelson Leal Junior declara que “que a relação estreita da empresa com a cúpula do governo ocorria graças às generosas doações de campanha que ela fazia ao sr. Carlos Alberto Richa; Que essas doações eram realizadas muitas vezes por ‘caixa dois’ (…) Que, apesar das conversas em tais reuniões não serem diretas, sempre ficou claro para o colaborador que a pressão exercida pelo Governo para que o aditivo fosse celebrado o quanto antes existia porque a empresa Econorte e Triunfo eram grande financiadoras das campanhas de Carlos Alberto Richa, SOBRETUDO POR INTERMÉDIO DE DOAÇÕES VIA CAIXA DOIS”, justifica a defesa ao pedir a incompetência absoluta da Justiça Federal para a discussão do caso.

Nelson Leal Junior é ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e assinou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).

No pedido, a defesa ainda pede a rejeição da peça acusatória, alegando que a denúncia é “inepta por descrever genericamente o comportamento delituoso, sem a necessária indicação do modo ou forma pela qual o acusado participou das práticas supostamente delituosas muito menos precisar qual o crime antecedente teria gerado o proveito econômico objeto do crime de lavagem pelo acusado”.
da Banda B

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