Com 26,576 votos, o Delegado KIQ (PSDB) foi eleito hoje o novo prefeito de Paranavaí, com Jeanne Kato (PSD) na vice. O resultado equivale a 58,05% dos votos válidos. Foi de lavada, pois o índice é maior que a soma do resultado de todos os demais candidatos.
Faltando 20 minutos para o encerramento da votação, nenhum registro der crime eleitoral foi verificado em Paranavaí. As únicas alterações registradas foram as substituições de três urnas eletrônicas que apresentaram problemas.
Segundo autoridades ouvidas, foi uma das eleições mais tranquilas de Paranavaí.
Os três principais candidatos a prefeito de Paranavaí, Maurício Yamakawa (PP), Valdir Tetilla (PMDB) e Delegado KIQ (PSDB) já votaram. Tetilla votou na Escola Elza Caselli e KIQ no Colégio Paroquial.
Até agora não foi registrado nenhum incidente que precisou a intervenção policial.
Uma urna no Colégio Silvio Vidal apresentou problemas, foi substituída e já voltou à normalidade.
Entra ano, sai ano eleitoral e é sempre assim: eleição que se preza tem muitos rumores às suas vésperas, de desistências à prisões; de compra de votos no atacado a presença de candidatos em determinados pontos da cidade espalhando inverdades sobre o adversário. Isto sem contar que todo mundo sabe do resultado de uma pesquisa sigilosa.
E, em Paranavaí não está diferente. Mal o dia amanheceu e começaram as especulações, boatos e o diz que me diz.
Salve a democracia.
É amanhã, a sorte está lançada.
Pouco ou quase nada poderá ser feito para mudar o resultado desta eleição.
Neste breve período de 45 dias, os candidatos a vereador e a prefeito tiveram oportunidades suficientes para entregar à comunidade suas propostas.
O tempo também foi muito bem aproveitado para que o eleitor pudesse formar sua opinião e votar com convicção.
Infelizmente, nem tudo foram rosas. O que se observou, a exemplo de tantas outras campanhas, grande parte do precioso tempo do horário eleitoral, no rádio e na televisão, foi desperdiçado com críticas, acusações, e denúncias, em sua maioria infundadas.
Entre as promessas, algumas mirabolantes e outras, irresponsáveis, como a construção de um hospital municipal anunciada durante toda a campanha pelo candidato Maurício Yamakawa, e classificada de irresponsável pelo candidato Valdir Tetilla.
Em sua campanha de “oposição” Yamakawa acusou o prefeito Rogério Lorenzetti de estar bancando as campanhas de Tetilla e do delegado Caíque, que teria recebido R$ 1.2 milhão.
Segundo a coordenação do delegado Caíque Rogério fez sim uma doação, mas no valor de R$ 6 mil.
Entre os últimos “episódios” envolveu a compra de um convite para uma feijoada por um beneficiário do Bolsa Família objeto de um inquérito policial para apurar o caso.
Segundo declarações da coordenação da campanha do delegado Caíque: “não faz sentido questionar a compra de um convite, sobre o qual não temos nenhuma responsabilidade, num universo de 500 convites. Mas não estamos preocupados, pois tudo será esclarecido a seu tempo e a verdade sempre prevalece no final”
O que se espera para o bem de todos é que estes episódios negativos não tenham nenhuma influência no recultado da eleição e que vença o melhor, para Paranavaí.
Do Portal da Cidade – Paranavaí
Três candidatos, dos cinco que disputam a Prefeitura de Paranavaí, participaram na noite de ontem (29) do debate realizado pela RPC Noroeste (afiliada Rede Globo). Durante aproximadamente uma hora, Delegado KIQ (PSDB), Maurício Yamakawa (PP) e Valdir Tetilla (PMDB) apresentaram suas propostas e projetos neste que foi o último debate antes das eleições municipais, que acontece nesse domingo (2).
O debate teve a mediação da jornalista Ana Zimmerman, de Curitiba, e contou com quatro blocos, sendo dois com temas sorteados e dois com temas livres, e um tempo pré-definido para considerações finais.
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Segundo dados do TRE-PR, Paranavaí tem hoje 62.287 eleitores aptos a votarem nas 197 seções distribuídas por 27 locais de votação nas eleições municipais de domingo próximo (02.10).
A acirradíssima disputa entre os atuais candidatos à prefeitura, com constantes vai-e-vem à Justiça para impugnar reciprocamente as pesquisas eleitorais de um ou de outro, com acusações de manipulação dos dados das pesquisas e tentativas de desqualificação pessoal, é um triste espetáculo que tem patrocinado a desinformação e a indecisão do eleitorado, sobretudo daquela parte – que não é pequena – que acompanha com pouca ou nenhuma atenção a vida política diária da cidade. E justo por isso se torna “vítima” da indução provocada pelas pesquisas eleitorais orientadas por marqueteiros profissionais que – em minha visão particular – não tem nenhum compromisso com a cidadania ou com o futuro da cidade, estado ou país.
É que esse tipo de eleitor, o indeciso, costuma reter na memória apenas os resultados da derradeira sondagem eleitoral que lera ou que soubera através de comentários isolados em seu bairro, comunidade ou local de trabalho, ou mesmo através da propaganda eleitoral no rádio, tevê ou jornal.
Vai daí que, tornando-se alvo fácil e frágil do fogo cruzado dos candidatos mais bem-postos na última pesquisa eleitoral divulgada, o eleitor indeciso é induzido psicologicamente à pior das práticas eleitorais, ao VOTO ÚTIL, voto que tem rosto de atitude democrática, sorriso de solução milagrosa para eles indecisos naquele instante, especialmente para aqueles que gostam de bater no peito e repetir a cada eleição que “– Até hoje não perdi um voto!”, mas o fazem sem perceber que o VOTO ÚTIL em verdade é ordinário e nefasto, já que em futuro não muito distante se mostrará com sua face prejudicial à universalidade do eleitorado local.
Tristes exemplos não nos faltam, e propositadamente sem querer referir-me ao caso nacional mais recente, cito apenas outros dois não menos históricos: a eleição presidencial do jovem FERNANDO COLLOR em 1989, o então “caçador de marajás”, a quem à época o eleitorado do Paraná dera (tristemente) 90% dos votos no Estado, e depois deu no que deu; JÂNIO QUADROS, o “Homem da Vassoura” que dizia iria limpar de toda impureza a política do país, eleito Presidente da República em 1960 com a maior votação até então recebida por um candidato a presidente no Brasil (no Paraná obteve 51,0% dos votos, à frente dos outros dois candidatos), antes de renunciar depois de ano e pouco no poder, chegou mesmo até a proibir o uso de biquínis pelas misses nas transmissões pela televisão. As consequências políticas e econômicas dessas duas autênticas tragédias eleitorais causadas em sua maioria pelo voto útil todos sabem de cor e salteado.
Pois bem, se por um lado a estratégia do voto útil explora a tendência de parte do eleitorado de votar inconscientemente para reforçar ou garantir a posição do candidato divulgado como favorito, por outro, alcança também – e disso pouco se fala – o eleitor que desconhece de todo não só a importância de seu papel nos destinos da cidade, mas também que as crises em geral, sejam éticas, políticas ou econômicas, não ocorrem por acaso ou sem causa aparente, mas que são precedidas por sinais óbvios que os cidadãos e cidadãs desatentos não percebem ou percebem e ainda assim os julgam sem importância.
Todavia, quando emergem com toda força os efeitos negativos da crise cujos sinais foram desprezados, o que estava posto e funcionando plenamente se desorganiza, e aí a grita se torna geral, com arrependimentos de toda sorte, mas pouco se poderá fazer a essas alturas, a não ser começar tudo de novo, com perdas de anos ou mesmo de décadas de esforços e verbas públicas cada dia mais limitadas.
Por fim, diante dessa autêntica “guerra de pesquisas” que tenho visto deixo aqui minha indagação aos que as patrocinam e em especial aos demais 62.287 eleitores: – O voto útil é o justo caminho?, o modo eleitoral mais “ético” de se conduzir alguém a chegar à chefia do poder executivo de nossa Paranavaí?
Ainda dá tempo de corrigir o curso dessas águas tão turvas de enganos…

Como era esperado (pelo povo brasileiro) a segunda Turma do STF, por unanimidade, colocou Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo no banco dos réus.
Para Teori Zavascki, as acusações contra o casal não são baseadas apenas em delações. Vão muito além.
Claudio Dantas faz um resumo sobre o caso e comenta a decisão do STF que tornou Gleisi e Bernardo réus na Lava Jato, no Momento Antagonista.
https://www.youtube.com/watch?v=q0QoXc-NsdY














