O presidente do PMDB de Paranavaí, Lauro Machado, dá claros sinais de que está abandonando a idéia de chapa pura e aceita coligação nas eleições majoritárias. É que, segundo se informa, o PMDB estaria montando uma comissão, com a participação do próprio Lauro, para discutir eventuais coligações. Já se sabe que na proporcional o partido não fará coligações. Vão tratar de coligação sem oferecer nada? Agora já tem até quem acredite que o presidente possa aceitar o vereador Nivaldo Mazzin como candidato a vice na chapa do PMDB. Esperar para conferir.
Justamente as vésperas das eleições, alguns vereadores saíram do circuito. Casos de Josias Zarelli (PMDB) e Antonio Carlos Utrila Garcia (PTB), que, em princípio, são candidatos a reeleição, mas não têm marcado presença em eventos públicos.
Lideranças de Paranavaí trabalham para que a cidade seja a sede da Reitoria da Unespar, que reúne 7 faculdades isoladas, entre elas a Fafipa. O Conselho Estadual de Educação definiu que a Reitoria deveria ser em Curitiba, mas o próprio governador Beto Richa quer que seja no interior. Paranavaí e Campo Mourão vinham brigando pela sede da Reitoria. Mas agora Guarapuava entrou na parada, através do secretário e deputado licenciado César Silvestre. E também o deputado Valdir Rossoni, que só aceita votar o projeto da Reitoria se a Secretaria de Ciência e Tecnologia estadualizar o Centro Universitário de União da Vitória.
Em Nova Londrina o prefeito Dornelis José Chiodelli e o ex-prefeito Arlindo Adelino Troian estão enrolados. Recentemente a Justiça determinou que o prefeito Dornelis pintasse com uma nova cor alguns prédios públicos. Para a repintura, deveria usar seus próprios recursos. A alegação é que a Administração Municipal usou a cor laranja, a mesma usada pelo prefeito na sua campanha eleitoral. Mas os correligionários do prefeito prometem dar o troco. Agora querem saber por que o terminal rodoviário da cidade é denominado de “Arlindo Troian” e ninguém contesta? Esta troca de farpas ainda vai dar muito que falar e muito trabalho à Justiça.
A presidente do PV de Paranavaí, Jeanne Kato, estaria disposta a se candidatar à prefeita este ano. A idéia não é disputar para vencer, mas se apresentar ao eleitorado para se viabilizar, de fato, daqui a 4 anos. Usaria o horário de rádio e TV para expor suas idéias e as do seu partido. Mas a estratégia não encontra muito respaldo entre seus correligionários.
O presidente estadual do PT, deputado Ênio Verri, está desesperado em busca de apoio do PMDB para sua candidatura à Prefeitura de Maringá. Esteve, inclusive, conversando com membros da Executiva Estadual do PMDB. Ao que se informa, em troca do apoio em Maringá, Verri estaria disponibilizando o apoio petista ao PMDB em outras cidades, entre as quais, Paranavaí.
Alguns prefeitos já desistiram de buscar apoio do Governo do Estado. Isto porque, dizem, somente os municípios da Região Metropolitana de Curitiba é que estão sendo atendidos. Volta à tona as mesmas reclamações da época do governo de Jaime Lerner.
O vereador Milton Hipólito dos Santos, o Miltão, está numa saia justa. Filiado ao PP, ele tem dito que vai apoiar a candidatura do prefeito Rogério Lorenzetti (PMDB) à reeleição. Mas a presidente Toshie Yamakawa já anunciou que a coligação preferencial do PP é com o PSDB, ainda que seu esposo, Maurício, não seja o candidato. O PP não vai deixar barato para o vereador.
A candidatura de Maurício Yamakawa a Prefeitura de Paranavaí tem um forte aliado: o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Valdir Rossoni, que responde, também, pela presidência do PSDB do Paraná, já que o titular, Beto Richa, pediu afastamento para se dedicar ao Governo do Estado. Com este padrinho, o ex-prefeito acredita que sua candidatura não corre risco.
Tido até pouco tempo como o protegido do deputado Zeca Dirceu em Paranavaí, o declarado candidato a vereador Márcio (Leiteiro) Gonçalves está perdendo espaço. Primeiro, não conseguiu voltar para o PT, partido ao qual foi filiado durante muitos anos, mas que saiu para evitar um processo de expulsão. Depois perdeu a vaga de assessor parlamentar de Zeca Dirceu para o petista João Henrique. No PMDB desde outubro, já trombou com membros da Executiva, em especial com o ex-vereador Agamenon Arruda de Souza. Com o prefeito vem enfrentando dificuldades, já que sua proximidade com Rogério Lorenzetti está gerando ciúmes entre outros pré-candidatos. Vai ter que apelar para o plano B. Se ele existir.
A se confirmar os nomes de Rogério Lorenzetti (PMDB) e César Alexandre (PT) como candidatos nas eleições de 7 de outubro, ambos vão brigar – e muito – pela paternidade das obras do Governo Federal em Paranavaí, principalmente as do PAC. Aliás, desde o início do ano, César vem buscando a paternidade das obras para seu partido. Mas Rogério e César devem ter esquecido que ao conceber o PAC, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi claro de que o programa não tem pai, só mãe, a então ministra da Casa Civil, depois candidata ao Palácio do Planalto e agora presidente Dilma Rousseff. Portanto, nenhum dos dois é pai de coisa alguma.
O deputado federal Reinhold Stephanes (PSD), em visita a Paranavaí, disse que seu partido vai participar das eleições municipais. E apontou como uma das hipóteses o ex-prefeito José Augusto Felippe aparecer como vice na chapa encabeçada por Maurício Yamakawa (PSDB). O ex-prefeito não deixou a conversa prosperar: se for para disputar as eleições, será como candidato a prefeito e não a vice. Zé Augusto parece não ter a mesma vocação do tio Rubens, que depois de ser chefe do Executivo Municipal figurou como vice de Yamakawa











