O secretário de Meio Ambiente, João Marques, revelou na sexta-feira passada, que utilizou o serviço de videomonitoramento do município para identificar pessoas que estavam descartando de forma incorreta o seu lixo nas proximidades do terminal rodoviário. Algumas empresas foram notificadas.
Vereadores de Paranavaí acertam em silêncio duas medidas que podem provocar a ira da população. Alguns deles trabalham no sentido de aumentar o número de cadeiras no Legislativo. Mas isso é coisa para mais pra frente. O que pode pegar mesmo e agora é o orçamento da Casa para o ano que vem. Vereadores estariam tentando quase que dobrar o orçamento para 2014.
A primeira votação do Orçamento do Legislativo será na sessão desta segunda-feira.
O Tribunal de Justiça do Paraná deve definir nesta semana (pode ser ainda hoje), a legalidade da greve dos servidores de Paranavaí. Foram pouco mais de 120 servidores ligados à Secretaria Municipal de Saúde, que cruzaram os braços no final da primeira quinzena deste mês, protestando contra a perda do adicional de insalubridade.
No encontro de sábado do PP, o nome da presidente do partido em Paranavaí, a ex-primeira-dama Toshie Yamakawa, ganhou força como candidata a deputada estadual.
Ela faria dobradinha com a atual deputada federal, Cida Borgetti, ou com o marido desta, Ricardo Barros, presidente estadual do PP, que pode sair a federal e a esposa voltar para estadual.
A Ordem do Dia da sessão ordinária desta segunda-feira da Câmara Municipal de Paranavaí, com início às 20 horas, aponta para uma reunião tranquila, sem polêmicas. Nenhum projeto mais contundente está na ordem do dia.
Mas, como os ânimos andam exaltados para o Legislativo, ninguém pode garantir que a esperada serenidade se mantenha até o final da sessão.
Para contrapor as notícias de desfiliações do PSDB local e minimizar seus efeitos, o novo presidente do partido, Walmor Trentini, anunciou no seu microblog twitter: “PSDB de Paranavaí prepara a filiação de 150 novos filiados”.
O jornalista Saul Bogoni, da coluna Sinopse Geral, do Diário do Noroeste, relata na edição de hoje que o novo presidente do PSDB de Paranavaí, visitou o jornal, quando disse que vai reorganizar o partido e já começar a preparar a nível regional, a campanha de reeleição do governador Beto Richa.
Comentando a desfiliações de Flávio Antunes e Luiz Tadeu Fernandes (Notti), o colunista assevera: “a fila de desfiliação pode aumentar. O descontentamento estaria ligado à interferência de deputado do PSDB, sem domicílio eleitoral na cidade e na região, que estaria tirando a autonomia do partido em Paranavaí e adotando decisões contrárias aos interesses da cidade e região, sem ouvir as lideranças do partido ligadas ao governador. Tais lideranças sentiram-se desprestigiadas desde o começo da gestão Richa”.
Quem pensou no deputado Luiz Accorsi não é mera coincidência.
Veja outro trecho da coluna:
“Filiado há oito anos (desde 2005) no PSDB local, Antunes foi presidente do Diretório e candidato a deputado federal, quando obteve 29.440 votos, sendo 22.100 em Paranavaí, assumindo como suplente por 28 dias. Ele disse que sua decisão não é irreversível, pois mantém vínculos de amizade com o governador e lideranças em todos os níveis. No entanto, ele se rebela contra a influência negativa de deputado que não tem domicílio na cidade, nem na região, e que puxou o seu tapete, segundo disse a um repórter do DN. Antunes é a favor de que todos os partidos de Paranavaí se unam em torno dos interesses da própria cidade e região, apoiando candidatos locais a deputado estadual e a federal. O fato de Paranavaí não ter maior representatividade faz com que a região não tenha nenhum representante compondo o Governo do Estado, no alto escalão. Ele próprio tinha sido cotado para uma Secretaria de Estado, mas seu nome não teve o apoio de políticos que não queriam “concorrência” dentro do próprio partido”.
No embate entre o Executivo e o Legislativo é difícil avaliar quem está certo ou menos errado. Mas um fato ocorrido esta semana mostra, com documento, que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de Paranavaí, composta pelos vereadores Aldrey Azevedo (DEM), Walter dos Reis (PMDB) e Antonio Alves (PP), perdeu o rumo. Vamos aos fatos.
Uma lei de 92, que criou o Conselho Tutelar, diz que a entidade deve ter psicólogo, assistente social, pedagogo e advogado. Recentemente, foram cobrados tais profissionais.
Mas, passados mais de 20 anos, a política de assistência social mudou. Agora, segundo uma profissional da área, a política é trabalhar em rede. Ou seja, não interessa ter estes profissionais numa entidade, mas na rede à disposição da política.
Pois bem, como existem no município estes profissionais e pela cobrança feita, o Executivo encaminhou um projeto de lei alterando o artigo que tratava do assunto, passando de “o Conselho terá uma equipe técnica” para “o conselho terá a sua disposição…”. O projeto atende requisitos do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e as políticas nacionais de assistência social.
Tudo certo? Não. A CCJ mandou de volta o projeto ao Executivo porque entendeu que o mesmo não tinha interesse público.
Pena que os vereadores não explicaram qual o critério que utilizam para definir o que é interesse público.
Aliado do governo tucano do Paraná e do governo petista a nível federal, o PP conseguiu uma façanha hoje em Paranavaí. Na Escola de Formação Política, hoje de manhã, na Caixa Econômica Federal, o presidente estadual do partido, Ricardo Barros, também secretário de Estado de Indústria e Comércio, reuniu além de pepistas como o ex-prefeito Maurício Yamakawa e o vereador Antonio Alves, os tucanos Walmor Trentini e Rubens Felippe, o ex-prefeito José Augusto Felippe (PSD), o vereador Roberto Picorelli (PSL), o Pó Royal e o ex-vereador César Alexandre.
Peemedebistas como o prefeito Rogério Lorenzetti e o deputado Teruo Kato preferiram acompanhar apenas a parte oficial da visita de Ricardo como secretário de Estado, na Aciap.
Artigo: Plebiscito: a Reforma Política nas mãos e na voz do povo
Há alguns meses, a expressão “ouvir a voz das ruas” é uma das mais usadas nos meios de comunicação e nas redes sociais brasileiras. Em junho, uma série de manifestações realizadas no país – por movimentos e causas diversas – demonstraram uma insatisfação da sociedade com alguns serviços públicos, ficando muito evidente também uma forte e generalizada resistência à política e aos políticos. Em resposta a este amplo movimento social, a presidenta Dilma Rousseff sugeriu uma consulta popular para a concretização da Reforma Política, que há quase 20 anos vem sendo debatida pelo Congresso, mas que até então não havia avançado.
Há cerca de um mês, líderes do PT, PDT, PSB e PCdoB na Câmara protocolaram o Projeto de Decreto Legislativo que propõe a realização do plebiscito da Reforma Política. Pelo projeto, a consulta popular vai abordar inicialmente três temas: financiamento de campanhas eleitorais, possibilidade de coleta de assinaturas por meio da internet para propostas de iniciativa popular e coincidência de eleições, com perguntas muito simples e de fácil entendimento.
Nesta semana, uma minirreforma eleitoral foi aprovada pelos senadores, sendo enviada para a apreciação da Câmara. Entre as principais mudanças está a proibição de que os partidos troquem seus candidatos na véspera da eleição e a limitação de gastos com combustível, alimentação e contratação de cabos eleitorais. Considero que essas mudanças contribuam para melhorias no processo eleitoral, porém não é o suficiente.
Somente uma Reforma Política ampla, irrestrita e discutida com a sociedade poderá realizar mudanças estruturais no sistema, principalmente porque pretende acabar com o financiamento das campanhas eleitorais por empresas privadas. Estamos vendo, a cada eleição, campanhas mais milionárias acontecendo. O poder financeiro, os interesses e os negócios muitas vezes acabam falando mais alto do que a consciência do cidadão e suas as necessidades. Isso é muito ruim para todos os brasileiros.
Pesquisas recentes demonstram que 72% da população são a favor da reforma política, sendo que apenas 41% se declararam informados sobre o assunto. No entanto, o tema é um dos mais acessados no portal e-Democracia, da Câmara dos Deputados. A discussão no Congresso vai despertar ainda mais os cidadãos para a necessidade de realização da reforma. Ações de publicidade em diversos veículos de comunicação – rádios, TVs e internet -, além de aumentar o nível de conhecimento sobre o tema, permitirão à sociedade e a nós, parlamentares favoráveis à proposta, sensibilizarmos deputados, senadores e partidos políticos que sempre se mostraram contrários a qualquer tipo de mudança política, partidária ou eleitoral.
Mudanças essas que a bancada do PT – com toda sua história de luta pela participação popular nas decisões políticas – tenta fazer acontecer não apenas agora, mas há muitas décadas, tendo sido derrotada por uma maioria conservadora de parlamentares que permanece no Congresso, resistindo a toda e qualquer movimentação verdadeiramente democrática. Desta vez, não existe um partido, ou deputados federais em quantidade suficiente para negar à população o direito de manifestar sua opinião sobre a Reforma Política.
Acredito que teremos êxito. Rapidamente faremos a proposta tramitar e ser votada nos Plenários da Câmara e do Senado, e enfim poderemos ouvir a voz das ruas. É fundamento do sistema democrático que todo poder emana do povo. Esta será uma grande e incomparável oportunidade de realizarmos profundas transformações. O plebiscito é a principal e melhor ferramenta que população e Congresso terão para ampliar o debate e qualificar a política de nosso país.
Zeca Dirceu
deputado federal,
vice-líder do PT naCâmara dos Deputados.
Se no mundo empresarial costuma-se dizer que um bom negócio é quando todas as partes envolvidas saem ganhando, a polêmica em torno do adicional de insalubridade pode ser considerada um péssimo negócio. A polêmica arranhou a imagem do Executivo, do Legislativo, do Sinserpar e agora pode arranhar o bolso de servidores.
É que, pelo projeto encaminhado ao Legislativo, a diferença de janeiro de 2012 a agosto de 2013 (foi pago com base num salário de referência e deveria ter sido pago sobre um salário e meio de referência) começaria a ser pago já no salário de setembro, não causando, em princípio, perdas financeiras para aqueles que perderam o adicional por conta do novo laudo aplicado.
Mas os vereadores não apreciaram a matéria e já na próxima semana a Prefeitura começa a elaborar a folha de pagamento sem a parcela do atrasado.
Para complicar ainda mais, os servidores da saúde que participaram da greve, cerca de 120, devem ter os dias não trabalhados descontados na folha de pagamento.
A situação lembra um ditado popular: melhor um mau acordo do que um bom litígio. Até porque isto pode demorar muitos anos.
Também pelo microblog twitter, o empresário Luiz Tadeu Fernandes, o Notti, anunciou sua desfiliação do PSDB. Ele postou ao empresário Flávio Antunes, que até a semana passada era o presidente do partido em Paranavaí, o seguinte: “Serei solidário a você. Estarei solicitando a minha desfiliação também”.
As duas baixas no ninho tucano aconteceram logo após o novo presidente da sigla na cidade, Walmor Trentini, conduzir sua primeira reunião do PSDB local.












