O presidente da Câmara Municipal de Paranavaí, vereador Nivaldo Mazzin (PPS), anda desanimado nos últimos dias, segundo revelam seus amigos. A razão seria a perda de terreno na sua luta para ser candidato à vice-prefeito na chapa de Rogério Lorenzetti (PMDB). Isto porque, a aproximação entre PMDB e PSDB tira suas chances, uma vez que, firmado o acordo, a vice de Rogério vai para os tucanos.
Mazzin luta para que, se houver o acordo, que a vice vá para a base aliada do Governo do Estado e não necessariamente para o PSDB. É que, desta forma, ele teria chances, uma vez que o PPS participou da coligação que elegeu Beto Richa ao Governo do Estado.
O tucano Flávio Antunes, que está seguindo para Curitiba junto com o presidente do PSDB local, Rubens Felippe, postou, ontem à noite, duas mensagens em seu microblog twitter. No primeiro anotou: “Reunido agora com Rubens Felipe e Ari Bracarense Jr! Agradecer conversa altamente positiva com Presidente @rossoni agora! Altamente positivo”, dando a entender que conversou por telefone com o presidente estadual do PSDB, Valdir Rossoni. A segunda mensagem foi ainda mais enigmática: “Depois de algumas mudanças no quadro político, outras mudanças estão acontecendo! Semanas de fato decisivas! Interessante!”.
Uma eventual aliança entre o PMDB de Paranavaí e a base do governador Beto Richa pode custar ao prefeito Rogério Lorenzetti a perda de um fiel aliado. Mais que isso: um homem de combate e que não mede palavras para abater seus adversários. Trata-se do senador Roberto Requião, que tem destilado nos últimos dias todo o seu veneno contra o governador tucano.
Se articular as negociações com o PSDB, Lorenzetti terá que ouvir uma boa bronca do ex-governador e analisar se vai valer à pena trocar Requião por Beto Richa.
O prefeito Rogério Lorenzetti (PMDB) espera ser chamado até o final da semana para uma conversa com os líderes estaduais do PSDB e com eles fechar uma aliança para as eleições deste ano.
Alguns analistas acreditam que é melhor Lorenzetti esperar sentado, pois entendem que o governador Beto Richa vai querer ter um palanque próprio em Paranavaí e não um puxadinho. Assim, Rubens Felippe deve voltar de Curitiba, onde estará nesta terça e quarta-feira, como candidato tucano à Prefeitura de Paranavaí.
Enquanto uns articulam para fechar alianças e coligações visando às eleições deste ano em Paranavaí, outros tentam desconstruir, desautorizar e conspirar para que os acordos que não são do seu agrado não se concretizem.
Neste cenário, lembrar fatos do passado tem sido uma das estratégias.
E dois fatos têm sido relembrados com insistência nos últimos dias.
Um deles, ocorrido nas eleições municipais de 2004, quando Rogério Lorenzetti (PMDB) disputou as eleições tendo como vice o então vereador Daniel Moreira da Silva, o Danielzinho. Um grupo petista, liderado por César Alexandre, não apoiou RL/Danielzinho. Optou por Maurício Yamakawa, na época no PDT.
O outro fato ocorreu nas eleições de 2006, quando Teruo Kato (PMDB) disputou, pela primeira vez, uma cadeira na Assembléia Legislativa. Na ocasião, o então prefeito Yamakawa tentou cassar a candidatura de Teruo e contou com o apoio de um importante líder peemedebista, inclusive ajudando a financiar o advogado.
Detalhe: Maurício Yamakawa esteve envolvido nos dois episódios.
O presidente do PSDB de Paranavaí, Rubens Felippe, que esta semana vai se encontrar com a cúpula do partido no Paraná, dirá aos seus interlocutores na Capital que pode assumir a candidatura à prefeitura, desde que o Diretório Estadual viabilize a contratação de uma produtora de TV para sua campanha.
Entenda-se por viabilizar, financiar. Algo em torno de R$ 200 a R$ 300 mil.
Para as demais despesas de campanha, garante o ex-prefeito, há recursos financeiros. O problema maior é a contratação da produtora de TV para o nhorário eleitoral gratuíto.
O PDT de Paranavaí vai se reunir amanhã, às 20 horas, no Shelton Hotel. O objetivo do encontro é definir a posição do partido em relação às eleições deste ano. Mas pouca coisa deverá ser definida.
De um lado está a chapa de vereadores, que pode aumentar ou diminuir, dependendo de eventuais coligações.
Com relação à majoritária, o PDT agora está numa saia justa, pois admitiu a possibilidade de abrir mão do cargo de vice-prefeito, hoje ocupado por Alziro Lopes, na chapa de Rogério Lorenzetti (PMDB), em favor do PT ou PSDB, pois uma destas alianças significaria uma aproximação com o Governo Federal ou Estadual. Ocorre que a possibilidade de um acordo entre PMDB e PSDB (Governo do Estado) hoje é real. Se houver confirmação da aliança, PDT deixa a candidatura de vice-prefeito em aberta, para facilitar as negociações.
ATUALIZAÇÃO Gostaria de informar que foi transferida a reunião para dia 14/06, em local a ser confirmado.
Obrigado
Fátima Borges – Secretaria Geral do PDT de Paranavaí
Caso vingue a aliança entre o PSDB e o PMDB de Paranavaí, correligionários que em 2010 estiveram em lados opostos, defendendo os nomes de Beto Richa de um lado, e de Osmar Dias de outro, vão estar no mesmo palanque. Quem ao invés de ter adversário, fez inimigo, agora vai ter que conviver com desafetos.
A Câmara Municipal de Paranavaí se reúne logo mais noite em sessão solene para outorgar o título de Cidadão Honorário ao administrador da Santa Casa, Héracles Alencar Arrais. A sessão terá início às 20 horas. Arrais foi vereador e prefeito em Planaltina do Paraná, coordenador do Consócio Intermunicipal de Saúde da Associação dos Municípios do Noroeste Paranaense (ACIS/Amunpar) e atualmente é coordenador administrativo da Santa Casa de Paranavaí. O vereador Milton Hipólito dos Santos (PP), o Miltão, é o autor da homenagem.
Nesta terça ou quarta-feira, líderes estaduais do PSDB estarão recebendo em Curitiba uma comitiva de tucanos de Paranavaí, liderados pelo presidente Rubens Felippe. O presidente do PSDB-PR, Valdir Rossoni, quer definir de vez a situação do partido em Paranavaí. Na ocasião serão discutidas duas opções: a candidatura de Rubens Felippe à Prefeitura de Paranavaí ou a aliança com o PMDB, ofertando a vice do prefeito Rogério Lorenzetti.
Neste segundo cenário, estão fortes os nomes do próprio Rubens Felippe, do empresário Ary Bracarense Costa Júnior e do ex-deputado federal (por 30 dias) Flávio Antunes para compor a chapa majoritária.
Se a opção for pela aliança com os peemedebistas, o deputado estadual Teruo Kato deve ser o operador do Governo do Estado junto ao PMDB. Sua principal missão será convencer o presidente do PMDB, Lauro Machado, a aceitar a coligação a ceder a vice aos tucanos.
Partidos que compõem a base do governo, em especial aqueles que têm representantes em cargos comissionados, casos do DEM, PTB e PSD, devem seguir a orientação do PSDB. Ou deixam os cargos.
O também deputado estadual Luiz Accorsi (PSDB) igualmente deve ser chamado para a operação de aliança entre tucanos e peemedebistas de Paranavaí.
Os candidatos a prefeito de Paranavaí, que querem levantar a bandeira da construção de um hospital municipal nestas eleições, devem antes ler o artigo publicado na edição de hoje do Diário do Noroeste, escrito pelo médico Jorge Pelisson sobre o assunto. Artigo esclarecedor e sem paixões.
As negociações entabuladas entre o PT e o PP, para a composição de uma chapa com César Alexandre na cabeça e Toshie Yamakawa como vice para disputar a Prefeitura de Paranavaí, têm a aprovação das executivas nacional e estadual do Partido dos Trabalhadores.
Foi o que comentou, agora à tarde, o deputado federal André Vargas, secretário nacional de Comunicação do PT, através de seu microblog twitter. Ele “linkou” a matéria “Toshie Yamakawa (PP) convidada para ser vice de César (PT)” publicada no Blog do Joaquim de Paula e comentou: “tem o apoio das Executivas Nacional e estadual”. O num segundo post fez outro comentário: “Paranavaí precisa de alternativa moderna”.
A manifestação do deputado André Vargas sinaliza que Toshie está mais para ser vice de César do que para ser candidata a prefeita pelo PP, como foi lançada recentemente pelo presidente estadual do partido, Ricardo Barros.










