O PMDB de Paranavaí tem hoje, às 18 horas, na sede do partido, esquina das ruas Paraíba e Manoel Ribas, a sua reunião mensal. Na ocasião deverão ser anunciadas novas filiações ao partido.
Segundo escreveu ontem o jornalista Saul Bogoni em sua coluna Sinopse Geral (Diário do Noroeste) a indecisão do PSDB de Paranavaí em lançar um candidato a deputado federal no ano que vem, pode viabilizar a candidatura de Jeanne Kato (PV) à Câmara Federal.
Jeanne é esposa do deputado estadual Teruo Kato (PMDB) e, em 2010, chegou a colocar seu nome à disposição. Mas o candidato do partido acabou sendo o ex-prefeito José Augusto Felippe.
Um dos novos partidos reconhecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PROS – Partido Republicano da Ordem Social – está sendo organizado em Paranavaí. Mas de forma discretíssima.
O senador Roberto Requião (PMDB) já colocou o bloco na rua com vistas às eleições de 2014. Para retornar ao Palácio Iguaçu, Requião vai começar a conversar como PV. A informação é do deputado federal João Arruda (PMDB), sobrinho do senador.
Nas conversações, Requião deve oferecer a vice à deputada federal verde Rosane Ferreira.
A candidatura própria do PMDB pode reaproximar Requião e Orlando Pessuti afastados desde 2010.
Havia expectativa sobre qual seria o posicionamento do vereador Roberto Picorelli (PSL), o Pó Royal, sobre o impasse entre a promotora Suzy Mara de Oliveira e o Conselho Municipal de Saúde. Pois é, se ele tomou partido, não tornou pública. Na sessão da Câmara Municipal de Paranavaí, na segunda-feira, ele simplesmente ignorou o assunto.
Aliás, membros dos Poderes Executivo e Legislativo acompanham à distância o impasse.
O ex-prefeito de Paranavaí, José Augusto Felippe, está participando dos comerciais de TV do PSD. Seria um aviso de que é candidato?
Em 2010, Zé Augusto disputou a Câmara Federal pelo PV e obteve 20.992, dos quais mais de 16 mil em Paranavaí.
A expressão acima foi usada pelo prefeito Rogério Lorenzetti (PMDB) para justificar que não tem confronto com a Câmara Municipal e nem briga por espaços políticos. Para ele, prefeito e vereadores foram eleitos para trabalhar pela população e é assim que deve ser.
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Adilson Francisco, concedeu entrevista ao Diário do Noroeste quando revelou que ficou surpreso com as críticas ao CMS pela promotora Suzy Mara de Oliveira, na abertura da conferência Municipal de Saúde, sexta-feira passada. Ele negou que haja no Conselho práticas políticas e classistas. “Nunca houve nessa gestão”, disse ele, acrescentando que o CMS atua para fazer com que a população seja atendida com respeito e dignidade. Ele disse que a paridade dos conselheiros está em conformidade com as diretrizes do Conselho Nacional de Saúde.
Adilson negou que o Conselho esteja despreparado para exercer suas funções, lembrando que na representação dos usuários estão quatro advogados, um contador, dois professores e um bancário aposentado. Segundo ele, são pessoas cultas e que não deixariam se manipular, como disse a promotora.
Há dois anos à frente da entidade, Adilson disse ainda ao Diário do Noroeste que neste período não houve participação do Ministério Público nas reuniões do CMS. Usa este argumento para rechaçar o questionamento de que não há diálogo entre o Conselho e Gestores. “Sempre estivemos às disposição do Ministério Público e dos Gestores para prestar esclarecimentos, mas nunca fomos procurados”, garantiu o presidente.
Um dos mais influentes, tradicionais e respeitados veículos de comunicação de Paranavaí e região, o Diário do Noroeste, completa hoje seus 58 anos, tendo à frente o seu inoxidável fundador Euclides Bogoni. À Direção e funcionários do DN os cumprimentos pelo trabalho diário e incansável de levar a informação aos lares e empresas de toda a região.
A tensa relação que marcou até agora as relações entre os poderes Executivo e Legislativo de Paranavaí parece que começa a se acalmar. Depois de troca de farpas entre prefeito e vereadores e tensão na votação de alguns projetos de lei, as relações parecem que caminham como sempre deveria ser: respeitando a independência dos poderes, mas sempre em harmonia em favor da população.
As definições de estratégias na corrida ao Palácio Iguaçu no ano que vem devem gerar uma pulverização de candidatos. Na lista eram tidos como certo Beto Richa (PSDB) à reeleição e Gleisi Hoffmann (PT) e, ao mais ou menos certo, o do senador Roberto Requião (PMDB). Eis que agora se assanham com esta possibilidade o deputado Eduardo Sciarra (PSD) e o ex-prefeito de Maringá, Silvio Barros II (PHS).
Parece que está difícil do Conselho Municipal de Saúde sair das polêmicas. A Prefeitura divulgou hoje que uma denúncia feita pela usuária Ivani Ferreira da Silva Rodrigues, de que fora destratada na Secretaria Municipal de Saúde, foi arquivada, por falta de provas e versão contraditória. Ao mesmo tempo em que relatou ao CMS que fora desrespeitada por servidores municipais, também admitiu que promovia baderna na Secretaria Municipal de Saúde. De quebra, a Prefeitura divulgou que a usuária teve nos últimos tempos mais de duzentos atendimentos pela rede pública de saúde.
Até aí, tudo bem, não passou de mais um desentendimento, com forme parecer da Procuradoria Jurídica, entre usuários insatisfeitos com o serviço oferecido e funcionários sem condições de atender toda a demanda.
O que complica é que o CMS encaminhou a denúncia sem sequer ouvir a outra parte ou buscar maiores esclarecimentos. E de quebra a denunciante foi eleita sábado passado como conselheira da saúde.
Ninguém pode negar que tem credenciais de sobra para representar os usuários.










