Quando Roberto Requião (PMDB) se elegeu, em 2010, para um mandato de oito anos como senador da República, analistas diziam que seria sua última eleição e que depois de deixar a Câmara Alta penduraria as chuteiras. Para corroborar esta análise e reforçar a tese, até meados do ano passado, lembravam que ele perdeu a convenção municipal de Curitiba e a estadual que escolheram os novos dirigentes partidários.
Em junho do ano passado, quando o país foi sacudido por manifestações desgastando o Governo Federal e o PT, muitos paranaenses passaram a acreditar que Requião poderia ocupar o lugar que estava destinado a senadora petista Gleisi Hoffman, até então a única pré-candidata em condições de disputar em pé de igualdade as eleições deste ano contra o governador Beto Richa (PSDB). Depois veio o episódio envolvendo o deputado André Vargas, que desgastou ainda mais a petista e ajudou Requião a crescer nas pesquisas de intenção de votos.
No final do ano passado tornou-se público que o Paraná vivia uma grande crise financeira, com obras paradas e faltando dinheiro até para consertar viaturas policiais que estavam em oficinas a espera de pagamento para serem liberadas. Tal fato desgastou o tucano Beto Richa e Requião continuou crescendo nas pesquisas. Continuar lendo
Veja a nota publicada no Começo da noite de ontem pelo blogueiro Fábio Campana, de Curitiba, fiel escudeiro do governador Beto Richa:
Os deputados estaduais e os convencionais pró aliança com o governador Beto Richa (PSDB) fecharam agora há pouco os mapas e já contam com 362 votos contra 182 favoráveis à candidatura própria do senador Roberto Requião e 40 indecisos. Há ainda uma pequena margem de abstenções e de convencionais que não devem comparecer à convenção amanhã (sexta-feira, 20) no Clube Urca em Curitiba.
O deputado federal João Arruda e o ex Rodrigo Rocha Loures, que quer voltar para a Câmara dos Deputados, estavam radiantes na convenção do PMDB. Ambos têm votos em Paranavaí e deu atenção especial à caravana da região.
Em comum: os dois se dedicaram nos últimos meses à convencer os delegados a votarem hoje pela candidatura própria. Agora vão se dedicar as suas respectivas campanhas.
O deputado federal Osmar Serraglio, presidente estadual do PMDB, teve que conduzir a convenção do partido até o fim, ladeado por alguns correligionários, que defendiam a coligação com o PSDB. Entre eles, o ex-governador Orlando Pessuti, completamente desolado. Serraglio sonhava em ser candidato a vice-governador na chapa do tucano Beto Richa.
Já Pessuti se apresentou como candidato a governador pelo PMDB. Vendo suas chances reduzidas, passou a apoiar a coligação com o PSDB e, por fim, nem a possibilidade de se candidatar ao Senado sobrou para ele. Um jornalista de Curitiba postou o seguinte no microblog twitter: “O Pessuti era um quase nada na política do Paraná. Agora foi reduzido a Nada”.
O ex-deputado federal Marcelo Almeida será o candidato do PMDB ao Senado da República. Vai enfrentar o veterano Álvaro Dias (PSDB), que quer chegar ao terceiro mandato, de oito anos cada um, como senador do Paraná.
O deputado estadual Teruo Kato, que trabalhou para que o PMDB se coligasse com o PSDB e apoiasse a reeleição de Beto Richa não ficou até o final da convenção. Quando foi proclamado o resultado de 319 votos pela candidatura própria contra 250 para a coligação do PSDB, Teruo abandonou o local da convenção, ao contrário de outros deputados estaduais que defendiam a coligação, como Nereu Moura, Waldir Pugliesi e até Luiz Cláudio Romanelli.
A pergunta que não quer calar é: Teruo ainda é candidato a deputado federal?
Tucanos e simpatizantes da candidatura de Beto Richa à reeleição acabam de amargar com um duro golpe. O que, pra alguns, parecia improvável aconteceu. Requião venceu a convenção do PMDB por 319 votos contra 250 pela coligação PMBD/PSDB. Agora, adeus viola, em termos de coligação. Roberto Requião é o candidato do PMDB ao governo do Paraná, e, se nada mudar, leva o “jogo” para a “prorrogação”.
O deputado federal Zeca Dirceu (PT) reúne nesta sexta-feira, em Cianorte, amigos e correligionários para comemorar seu aniversário. Zeca está completando 36 anos. A Festança regada a muita política será na Vila do Farol e os organizadores esperam cerca de mil pessoas. Vários paranavaienses confirmaram no jantar, que será por adesão, ao custo de 20 reais por pessoa.
Desde que teve papel importante para evitar que a Câmara Municipal de Paranavaí aumentasse o número de vereadores, a Aciap tem procurado trabalhar contra projetos impopulares. Na mesma esteira está o Observatório Social. Mas as duas entidades estão perdendo o “tempo da bola”.
Exceto o caso do número de cadeiras no Legislativo, em todas as outras situações chegaram atrasadas. Ou seja, começaram a abordar vereadores e tentar sensibilizá-los quando estes já tinham assumido compromissos de voto.
Por serem entidades com credibilidade, Aciap e Observatório devem ficar mais atentas e perceber o tempo certo de atuar sob pena de cair no descrédito por perder na maioria das vezes que entra numa desses embates.
Os meios políticos paranaenses estão com as atenções voltadas para Curitiba, onde, nesta sexta-feira, acontece a Convenção Estadual do PMDB. O partido, o maior do Paraná, está dividido entre dois caminhos: candidatura própria ou coligação com o PSDB.
Na prática, a situação é a seguinte: a bancada federal (exceto o deputado Osmar Serraglio, presidente estadual do PMDB, que sonha em ser vice na chapa tucana) quer a candidatura própria, com o senador Roberto Requião sendo cabeça de chapa.
Já a bancada estadual (com exceção do deputado Anibelli Neto) defende a coligação com o PSDB, apoiando a reeleição do tucano Beto Richa e indicando o vice.
Os dois lados vinham cantando vitória, mas nos últimos dias diminuíram o tom para, em caso de derrota, não perder o discurso.
As especulações são de que o Palácio do Planalto vai investir para garantir a candidatura do senador Requião, pois as pesquisas apontam que num confronto direto entre Beto e Gleisi Hoffmann, a candidata do PT ao Palácio Iguaçu, o tucano leva no primeiro turno. Além disso, a presidente Dilma Rousseff (PT) teria no Paraná dois palanques.
O presidente nacional do PSDB, Michel Temer, deve endurecer o discurso em favor da candidatura própria. Quando esteve no Paraná, recentemente, Temer se mostrou maleável, mas ele ainda não havia sido confirmado como o vice de Dilma. Agora o quadro é outro.
Outra informação que corre a boca miúda é que, em caso de a convenção optar pela coligação com o PSDB, o Executiva Nacional faria uma intervenção no Diretório Estadual, garantindo a candidatura própria do PMDB.
Fotos esmaelmoraes.com.br
Pré-candidato a deputado federal pelo PSD, o empresário da construção civil Edenilson Rossi e um filho seu foram presos durante uma ação do Gaeco. O empresário foi preso quando entregava R$ 200 mil ao coordenador-geral do Tribunal de Contras do Estado (TCE), Luiz Bernardo Dias Costa. O dinheiro seria propina. A empresa de Rossi venceu uma licitação para construir um prédio anexo ao TCE no valor de R$ 36 milhões.
Com familiares em Paranavaí, (Rossi é filho de Adélia Rossi Arnaldi, que dá nome a uma escola no distrito de Sumaré), Edenilson está em campanha para uma cadeira na Câmara Federal. Na Região faz, ou faria, dobradinha com o ex-prefeito José Augusto Felippe, também do PSD, pré-candidato a deputado estadual.
No final da manhã de hoje, o ex-prefeito comentou o episódio. “Como não poderia deixar de ser, estou muito chateado com este acontecimento. O Rossi me procurou no final do ano passado, quando Paranavaí ainda não tinha candidato a deputado federal, já que o Teruo (Kato, PMDB) ainda não tinha se manifestado, e propôs uma dobradinha. O fato de ele ser do meu partido e de uma família de Paranavaí pesou em minha decisão de aceitar a proposta. O que eu sabia a respeito do Rossi é o que todo mundo sabe. Que é um empresário bem sucedido, com boa imagem pública. É importante frisar que meu relacionamento com o Rossi é estritamente político. Creio que, independente do desfecho, se é culpado ou inocente, este fato vai prejudicar, e muito, sua imagem de candidato. Agora é aguardar a posição dele e do partido. Pode ser até que desista da candidatura para evitar um desgaste ainda maior”.
O prefeito Rogério Lorenzetti recebeu nesta quarta-feira visita de cortesia do candidato a governador do Paraná, Silvio Barros (PHS), que esteve em Paranavaí participando de uma reunião com o empresariado local. Barros, que é ex-prefeito de Maringá, estava acompanhado do vereador Antonio Alves (PP) e de Marlos Almeida, da executiva estadual do PHS (Partido Humanista da Solidariedade)











