Fontes ligadas ao PMDB garantem que a Convenção Municipal do partido, no próximo dia 25, deverá ser tranquila. O presidente Lauro Machado estaria disposto a deixar o cargo e as quatro alas do PMDB local, lideradas pelo próprio Lauro, pelo ex-deputado Eduardo Baggio, pelo deputado Teruo Kato e pelo prefeito Rogério Lorenzetti, caminham para o entendimento.
O vereador José Galvão (PR) é o mais cotado para ser o próximo presidente da Câmara Municipal de Paranavaí, sonho que acalenta há vários anos. Ele é daqueles políticos do qual pode se dizer que soube dar as volta por cima.
Galvão foi vereador, mas perdeu a reeleição. Ao contrário da maioria dos que perde uma eleição e não consegue voltar mais, Galvão organizou um novo partido, o PR, antigo PL e voltou a Câmara em 2008. E agora foi reeleito com uma votação superior à eleição passada.
Da coluna Sinopse Geral do jornalista Saul Bogoni – Diário do Noroeste
UMA MULHER presa domingo quando fazia boca de urna pode mudar a atual distribuição de vagas para os eleitos na Câmara Municipal de Paranavaí? Essa era a especulação desde domingo à noite em torno dos nomes dos edis eleitos. A decisão está nas mãos da Justiça Eleitoral. O fato é o seguinte: a mulher presa confessou que pedia votos para um determinado candidato a vereador e, com ela, foi apreendido um caderno no qual estavam anotados os nomes dos “eleitores” que haviam recebido R$ 30,00 na boca da urna. Se a Justiça aceitar a denúncia como verídica, determinará a anulação dos votos para o candidato a vereador que teria “contratado” a mulher. Resultado: seus votos serão considerados nulos e não entrarão na soma da legenda. Logo, a coligação da qual faz parte o candidato perderia os votos, reduziria o quociente eleitoral e um dos eleitos ficaria de fora.
Com informações de colaboradores
Nas semanas que antecederam as convenções para a escolha dos candidatos a prefeito e a vereador, o petista César Alexandre admitiu a alguns interlocutores que não seria fácil vencer as eleições deste ano. Mas a sua participação nas eleições era importante para 2016.
O raciocínio obedecia a uma lógica: os últimos prefeitos, antes de vencer, perderam uma ou duas eleições, mas em seguida se tornaram a bola da vez. Foi assim com Teruo Kato, Deusdete Ferreira de Cerqueira, Maurício Yamakawa e Rogério Lorenzetti. E, raciocinava César, pode ser com ele também.
César não venceu as eleições, mas é voz corrente que se tornou um candidato de peso para 2016.
A dúvida que fica no ar é: qual o potencial real de votos de César Alexandre?
À véspera das eleições pelo menos dois partidos, PMDB e PSDB, fizeram pesquisas internas, segundo revela um importante líder político. E os resultados foram parecidos: Rogério Lorenzetti ficou em torno de 48%, Maurício Yamakawa (ainda no PSDB) ou Rubens Felippe obtinham algo próximo aos 24% e César Alexandre oscilava nos 16%.
Nas eleições deste ano, o petista obteve 43% dos votos, pouco mais que a soma das intenções que ele tinha a véspera das convenções com as de Maurício Yamakawa, que o apoiou.
Sozinho, César Alexandre repete a performance? Precisará de apoios como o do ex-prefeito Maurício Yamakawa (ou outra liderança do mesmo porte) para conquistar a Prefeitura de Paranavaí?
Evidente que tudo agora são conjecturas. Mas não há dúvida de que César se constitui hoje na maior força de oposição. E o grupo que venceu as eleições não tem nenhum potencial candidato, além de correr o sério risco de se dividir já em 2014.
Portanto, a candidatura de César em 2016, com grandes chances de se eleger, é fato inquestionável.
Até agora, nem a Polícia Civil nem a Justiça Eleitoral divulgou o nome do candidato a vereador suspeito de compra de votos em Paranavaí. Uma mulher foi detida no final da tarde de domingo com um caderno contendo nomes de pessoas que estariam trabalhando como cabo eleitoral para um candidato a vereador. Ela informou que estas pessoas teriam recebido R$ 30,00 para trabalhar para o candidato. Mas há fortes suspeitas de que as pessoas cujos nomes estavam anotados no caderno não estavam trabalhando, mas recebendo para votar no candidato, o que é crime eleitoral.
Um dia após se tornar o bicampeão de votos para o Legislativo Municipal, o vereador Roberto Picorelli, o Pó Royal, mudou de ideia em relação ao número ideal de cadeiras na Câmara. Paranavaí pode ter até 17 vereadores. Depende apenas da aprovação de uma emenda a Lei Orgânica do Município. Este ano o assunto entrou em pauta e Picorelli foi o primeiro vereador a levantar a voz contra o aumento de cadeiras.
Mas agora ele mudou de ideia. Disse que vai defender que a Câmara de Paranavaí tenha 15 vereadores.
A razão para a mudança de ideia teria sido provocada pela não valorização daqueles que defenderam a manutenção das 10 cadeiras na Câmara.
Além deste fato, anunciado na sessão de segunda-feira, Pó Royal também protagonizou uma baixaria naquela oportunidade. Quase entrou em vias de fato com o candidato derrotado à Prefeitura de Paranavaí, Ivan Bernardo (PSTU), que da galeria da Câmara o acusava de assistencialista. Se não é a turma do “deixa disso…”.
No próximo dia 25, o PMDB de Paranavaí realiza sua Convenção Municipal para eleger os 45 membros de seu Diretório, os 15 suplentes, os delegados à convenção estadual e os membros da Comissão de Ética e Disciplina. De acordo com o edital de convocação, a Convenção será realizada na sede do Partido, das 18 às 21 horas.
Serão os 45 membros do Diretório que vão eleger a Comissão Executiva, atualmente presidida por Lauro Machado.
César Alexandre (PT), que perdeu as eleições para a Prefeitura de Paranavaí, mas obteve 43% dos votos, disse que fará uma oposição responsável ao prefeito reeleito Rogério Lorenzetti (PMDB), cobrando principalmente as promessas de campanha.
Com quatro vereadores eleitos pelos partidos que fizeram parte de sua coligação, César diz que vai emprestar sua experiência de vereador aos novos legisladores. Ele comemora ainda o fato de o PT voltar a ter representação na Câmara.
O petista acredita que os partidos da coligação (PT, PP, PTB e PSL) devem continuar unidos e formar um novo grupo político. César diz que manterá na justiça os questionamentos do que considerou abuso do poder econômico e uso da máquina administrativa.
Com informações do Diário do Noroeste
Comenta-se a boca pequena que um candidato a vereador de Paranavaí, na última semana de campanha, passou a oferecer ajuda a outros candidatos, com chances reais de se eleger. Esta ajuda poderia vir principalmente através de combustível.
O dito cujo não é tão generoso como pode parecer. Na verdade, ele já estava fazendo sua campanha para a presidência da Câmara.
Só que o distinto não se elegeu.
Quem conta o milagre morre, mas não conta que é o santo.
A coligação União Para o Desenvolvimento (Rogério-Rubens) promoveu ontem à tarde uma carreata. Segundo os organizadores, para comemorar a vitória e agradecer o apoio recebido da população.
Um carro de som que integrava a carreata divulgava uma mensagem gravada pelo prefeito Rogério Lorenzetti agradecendo os votos recebidos.
O prefeito Rogério Lorenzetti (PMDB) tem sido questionado com frequência pela imprensa sobre o secretariado da gestão que começa em 1º de janeiro. Ele tem evitado o assunto e só adianta que serão poucas mudanças. Especuladores já começam a fazer a relação de quem sai e quem fica.
O prefeito já anunciou que, conforme previa seu programa de governo registrado na Justiça Eleitoral (faz questão de frisar), criará duas novas secretarias, a de Segurança, que vai abrigar o Ditran e a Guarda Municipal, em fase de implantação, e a Secretaria de Administração, desmembrando da atual Secretaria de Gestão, que, na prática, é a fusão das antigas secretarias de Fazenda e de Administração.
A secretária municipal de Educação, Aparecida Gonçalves, comentou, com pelo menos duas pessoas, que ela e a diretora do Caic, Luzia Ereno Spontoni Silva, vão levar o professor Ivan Bernardo (PSTU) às barras da Justiça. A razão é que o candidato derrotado à Prefeitura de Paranavaí disse várias vezes durante a campanha, inclusive em debates transmitidos por rádio e TV que elas sabiam do desvio de merenda na escola e não fizeram nada.
O caso gerou uma sindicância e a pessoa que fazia o desvio já está afastada da prefeitura.











