Nem tudo são lágrimas

Publicado em 04 de junho de 2014

O acidente ocorrido ontem que destruiu o monumento em homenagem aos 100 anos da imigração japonesa ao Brasil, na rotatória de confluência das avenidas Heitor Furtado e Martin Luther King, não trouxe apenas dissabores. O arquiteto Vital Kuriki, que criou o monumento, não escondeu sua frustração com a sua obra. É que a base deveria sustentar todo o monumento, mas erros cometidos, quando da construção da mesma, obrigaram que o monumento tivesse que ser sustentado com cabos de aço ligados a dois postes de aço. Ficou horrível, e, logicamente, desagradou o projetista. Agora, certamente, ele, que reside em São Paulo, torce para que o monumento seja retirado de vez ou que, se recuperado, o erro corrigido.
Enquanto isso, numa reunião realizada logo após o acidente, membros do movimento cultural de Paranavaí sugeriram que a obra fosse substituída pela Barriguda, o troféu do Femup e um dos principais símbolos da cultura paranavaiense, criado em 1987 pelo artista plástico Saulo Suguimati. Alertados que ali deveria ser uma homenagem à colônia japonesa, alguém, com aquela dose de bom humor, sugeriu: “neste caso poderíamos produzir uma barriguda com os olhos “puxadinhos”, aí fica com traços orientais”. Bom humor é sempre bem-vindo.

Alda - 391x69

4 comentários sobre “Nem tudo são lágrimas

  1. esse munumento a imigração japonesa foi construido na administração do mauricio yamakawa, agora eu aposto que o atual alcaide vai reformula-lo ou pelo menos recupera-lo. duvido

  2. Homenagens (monumentos) nunca devem ser mexidas nem substituídas, ainda que acidentadas. A pronta restauração é sempre um sinal maior de respeito à obra original e ao seu criador, no caso o Vital Kuriki.

    Crie-se um local próprio pra homenagear o troféu “Natividade” (Barriguda) do artista Suguimati.

    Em verdade o que se deve é pensar melhor quando se for fazer alguma homenagem pública – sob monumentos – pra alguém ou algum fato histórico. Fez tá feito! Não se mexe.

    É mais ou menos como casar; casou, tá casado. Se houver separação, vira divorciado(a), mas nunca mais se torna ao original estado de solteiro(a).

    Temos um precedente nacional muito triste quanto ao nosso desleixo tupiniquim com as homenagens que recebemos; a taça da Copa 70, Jules Rimet, que em 1983 foi derretida e hoje deve estar circulando nos bolsos, dedos e pescoços de algum bam-bam-bam brasileiro…

  3. Eu entendo tanto de medicina como de arte isto é, não entendo de nada, correto? Mas essa tal de barriguda é simplesmente horrível, certo? É a minha opinião, certo? Pelo amor de Deus refaça o que está feito e um abraço para o gaiteiro

  4. Eu tenho uma proposta melhor.
    Já passou da hora da prefeitura retirar aquela rotatória.
    Hoje, ela já não cumpre com seu papel principal.
    E para constatar o que digo, basta observar o fluxo de veículos em torno da mesma, nos horários de pico.
    Após as 18:00h a coisa ainda é pior, pois os veículos que seguem pela rua Souza Naves sentido centro/Vila Operária, ao chegar na bendita rotatória não conseguem avançar.
    O correto ali é, abrir as vias da Heitor Furtado e Souza Naves e nas laterais o espaço que sobrar, fazer canteiros para jardim.
    E implantar um semáforo.
    Esse negócio de rotatória, hoje não esta mais dando certo nem em Maringá. E olha que lá as rotatórias são enormes.

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