Recebemos e-mail sugerindo que este Blog fizesse uma pesquisa sobre a questão das vagas em creches. O remetente relatou o caso de sua funcionária, que tem um filho de três anos e não está conseguindo uma vaga. Reclama da burocracia (comprovante de renda e que participa de um programa social do governo) e manifesta sua indignação porque algumas vagas são ocupadas por filhos de famílias com boa renda, tendo até carro para levar as crianças às creches. Diz que há privilégios e que sua funcionária, em algumas creches, não conseguiu nem entrar na lista de espera. Acredita que as creches que serão inauguradas as vagas já estão garantidas aos “privilegiados”. Opina que as vagas deveriam ser ocupadas, primeiro, pelos filhos das famílias mais necessitadas e depois pelos que tem mais recursos. Reclamou que sua funcionária e outras colegas foram até a Secretaria de Educação e voltaram chorando, humilhadas. Ficaram decepcionadas.
Acatamos a sugestão e fomos verificar a situação das vagas nas creches. O que apuramos pode não agradar (inclusive quem fez a sugestão), mas é a realidade dos fatos.
Apuramos que a procura por vagas em creches está grande, mais do que a capacidade de atendimento da estrutura atual. E que reclamações como estas são comuns. “Trata-se de um comentário de alguém que ficou bravo porque não conseguiu a vaga e distorceu a realidade dos fatos”, comentou uma pessoa do setor.
Outra constatação é de que a falta de vagas em creches é comum na maioria dos municípios brasileiros. Isto acontece por conta de uma lei federal que dá direito a todas as crianças (independentemente de sua condição econômica e se a mãe trabalha fora ou não) de frequentarem uma creche.
A nova lei estabelece que as creches tenham função educativa e pedagógica (por isso mudaram o nome de creche para escola de educação infantil). Não se trata mais de um programa social, onde as mães deixavam seus filhos para ir trabalhar. Daí tornar-se normal uma família chegar numa creche com automóvel para deixar o filho e outra que está desempregada não ter vagas. É a lei. “Dura lex, sed lex” (a lei é dura, mas é a lei). Não aceitar uma criança numa creche porque é filha de uma família em boas condições financeiras é o equivalente a não aceitar uma criança rica numa escola pública regular – está infringindo a lei.
Procuramos ainda a secretária de Educação, Aparecida Gonçalves, que reconheceu que “não temos aqui espaço físico para atendermos toda essa demanda embora nesta administração vamos entregar cinco novas creches, mas ainda não é suficiente”. E, por isso, serão adotados alguns critérios para as matrículas para o próximo ano, “justamente priorizando aos menos favorecidos”. A prioridade será para crianças que tem o bolsa família (extrema pobreza); o segundo critério é para a criança cuja mãe esteja trabalhando fora; o terceiro é a renda per capta inferior a R$ 750 e o último moradia perto da creche.
“Seguimos uma instrução estadual para as matrículas a qual será seguida rigorosamente, sem privilégios para ninguém. Serão disponibilizadas aproximadamente 600 novas vagas no 1° semestre de 2014. Portanto, quem deseja uma vaga tem que ir para a fila na data certa. Sou sensível ao sofrimento dessas pessoas, mas é impossível atender a todos. Diariamente atendo 5 a 8 pedidos na minha sala e saem realmente chorando, mas sempre fui educada e solidária com aqueles que me procuram, mas quem não consegue a vaga, a reação é essa mesma como relatou esta pessoa que encaminhou este comentário”, diz Cida Gonçalves, acrescentando que “tenho respeito com quem fica nas filas, por isso sou justa e não permito que passem alguém a frente para privilegiar ninguém, nem pedidos de autoridades ou amigos”.








Quero entender melhor o que a Secretaria disse a reportagem, disse que não existe prioridade, então uma pessoa de boa condição econômica, que entrar na fila nos primeiros lugares terá direito a vaga? Pelo que entendi, não existe distinção em classe econômica, então qual o motivo de criar agora os critérios para priorizar em 2014 as famílias menos favorecidas? Acho que aí tem coisa errada sim, criança é criança, e mesmo as creches tendo mudado a nomenclatura, ela deve ser prioridade a classe menos favorecida, não é justo pais que possuem condições de pagar escolas particulares, matricular seus filhos em obras que são destinadas as famílias de baixa renda. E o atendimento as mães na secretaria é o pior possível, (…)
Me Desculpe, mais fui muito bem atendido na Secretaria.
Parabéns ao Blog pelos esclarecimentos e a secretária Cida Gonçalves pelo posicionamento. Se a lei é injusta, então o governo do Estado faz uma recomendação justa e ela acata. Está certíssima.
Essa Secretária é um tanto redundante no que fala, esta fora da realidade.
Hoje Educação Infantil é direito de tds, não importa as condições financeiras e sim respeitar a Lei e ser bem tratados por funcionários que ali estão para nós atender, pois é uma vergonha, como vem tratando os pais que ali vão procurar por informações.
Sugestão para atender as matriculas.
Tem pais que tem filhos em etapas diferentes e tem que voltar até 3 vezes, enfrentado filas, se desgastando, perdendo horas no trabalho e por ai se vai.
Total despreparo por quem nos representa.
Como eu sou burrinho eu pergunto: “As famílias abastadas encaram as filas p conseguir uma vaguinha ?”
Então como diz a secretária tem mesmo é que ir pra fila, só quero ver se os bancários, professores, dentistas, funcionários da prefeitura vão estar na fila, principalmente da creche do Ouro Branco, acredito que não, mas a Aparecida Gonçalves é muito justa e educada, se ela falou está dito!
conheço muita gente que tem condições sim de pagar uma baba, mas fica na fila da creche por confiar nos profissionais que ali trabalham, ou vocês tem muita gente qualificada pra baba que a gente não sabe por onde anda ?
Pessoa que pode pagar acho que dvia procurar escola particular, as creches são para atender as familias pobres, mas é assim mesmo, filho de pobre não tem vez mesmo, e quem diz que pobre não vai na fila, vai sim e corre o risco até de perder o emprego, e nem conseguir a vaga, sendo a chance até de uma alimentação melhorzinha pras crianças. Mais aqui em Paranavaí não tem jeito mesmo, esse povo só lembra de pobre no dias das eleição.
Queremos transparência na divulgação da lista de espera, que seja divulgado no site da Prefeitura quem são estas pessoas e a sequência para a população saber e fiscalizar.
Que coisa desagradável, tem que ir pra fila! O pessoal que cumpre as leis a risca, vamos investigar, pois acho que aí nessa coisa de creche é marketing político, mas está faltando humanidade e defender os interesses dos mais necessitados, pobre só é lembrado no dia da eleição. Faça uma enquete sobre o respeito com os pais da comunidade de Paranavaí, é só desrespeito. Pobre só serve pra dar IBOPE
Informação Importante.
O Centro de Educação Infantil do Ouro Branco é como se fosse um Centro Particular, vagas marcada para os seu fulanos e por ai se vai.
Quero lembrar aos nossos representantes vereadores para ver os nossos direitos como cidadãos.
Vão dar uma olhada o que tem acontecido neste lugar.
Mais uma Sugestão: devemos dar prioridade de matricular quem mora no bairro, conheço pessoas que não tem condições financeiras e tem Centros e escolas no seu bairro, mas tem que pagar Van para transportar os seus filhos, isto é falta de administração total por parte dos funcionários da Cidinha.
Conheço caso de pessoa que moram na rua da escola e tem que levar lá no Ilda Campano, arriscando a vida de crianças e bebes.
Cida tá na hora de vc colocar em ordem a tua secretaria.
Pagar Van porque??? E os famosos ônibus escolares???
Hoje o que está acontecendo com a Educação de Paranavaí é uma vergonha, vagas marcadas em creches, pais sem condições financeiras tendo que pagar van, pois seus direitos garantidos na Constituição Federal e LDB não estão sendo respeitados, pois na Lei maior está bem clara, onde diz que pais que moram em bairros próximos as escolas tem preferência nas vagas em escolas Publicas. E o que vemos são os mesmos tendo que tirar do seu sustento da família para pagar Van, e o que as escolas dizem é que se esses pais forem atrás de seus direitos indo até o Ministério Público não adiantara nada, pois hoje temos uma Justiça morosa e quando ganharem o processo o ano já acabou e eles já perderam o ano Letivo, esse é o pensamento de nossos governantes, que não adianta procurarmos nossos direitos por que no final que ganha são eles.
Isso é que temos, pessoas pagando seus impostos em dia e não tendo seus direitos garantidos, esta é a Educação de Paranavaí.
Se ir a fila pra conseguir vaga resolver o problema ………………… mas infelizmente os tal diretores faz os pais irem as filas e não respeita a ordem passa sim filhos de fulanos e ciclanos na frente e os pais que ficaram nas filas se fuuuuuu ….. tem que agora cumprir critérios, que critérios? os de não ser filho de rico? porque tiveram que dormir la pra conseguir uma vaga….. e nem assim…… E se quer os representantes destas creches respeitam os pais, cade a tal listas de espera? que ninguém pode ver. Por que ate agora não ouvi ninguém dizer que conseguiu uma vaga por estar nesta lista.
Sumare e um bairro grande com uma creche pequena. Os políticos deveriam ver isso. Pois a população do bairro e prejudicada. Existem bairros menores com duas creches. olhem para o povo desse distrito.