As agências bancárias de praticamente todo o país estão fechadas. Os trabalhadores do setor deflagraram movimento grevista por melhores salários, mais segurança e contratação de novos profissionais para melhorar o atendimento.
Mas o movimento tem um novo inimigo na sua batalha. Bons tempos quando a queda de braço era apenas com a poderosa Febraban, a Federação Brasileira de Bancos. Agora, os bancários têm que enfrentar também a tecnologia.
Caixas eletrônicos (que agora fornecem até folhas de cheques), códigos de barra, leitor ótico, operações bancárias a partir de computadores pessoais e até de telefones celulares são adversários ferrenhos dos bancários. Alguns anos atrás, dois dias de greve e desestabilizava tudo. Hoje pode demorar semanas para que a sociedade sinta, de fato, os efeitos da greve. E os banqueiros ficam felizes, pensando qual será a nova parafernália tecnológica que vão inventar para diminuir ainda mais o número de funcionários.
A tecnologia é mais rápida e não faz greve. E os clientes deixam de ser pessoas e passam a ser simplesmente números.










Dizem, ô Taturana, que os bancos fecharam porque os mensaleiros foram soltos…
Antigamente, trabalhar em banco era o sonho de todo jovem.
Os pais então, se enchiam de orgulho: O meu filho trabalha no banco tal…
Mal sabiam que lá dentro, o índice de alcoolicos é espantoso. Vivem sob pressão, pois precisam cumprir metas. Dai, se afetam psicologicamente. Sabem que são provisórios, trocados a qualquer momento por máquina. Charles Chaplin mostra isso em Tempos Modernos. E quando o banco inventa que o funcionário não lhe mais interessa, trata logo da sua “promoção”. De Paranavai, “promove-o” para Caicó, no Rio Grande do Norte, por ai…