Beto Richa para o Senado

Publicado em 02 de agosto de 2013

Da coluna Sinopse Geral do jornalista Saul Bogoni – Diário do Noroeste

OS PRINCIPAIS assessores do governador Beto Richa negam com firmeza, mas vários estudos sobre o futuro político do governo do PSDB foram colocados na mesa principal do Palácio Iguaçu. Um deles não descarta a possibilidade de o chefe desistir da reeleição em 2014. Motivos para essa “guinada” não faltam ao tucanato, depois que o Conselho Nacional de Justiça proibiu que o Tribunal de Justiça transfira os bilionários depósitos judiciais de casos não julgados para o Caixa Único (CU) do Tesouro Estadual. Pode parecer pouca coisa, mas Richa esperava contar com R$ 2,1 bilhões de reforço no caixa nas vésperas das eleições do ano que vem. Esse dinheiro seria suficiente para iniciar obras que o governo do PSDB, até agora, não tirou do papel.

CONSTA que os estrategistas palacianos já levaram à mesa do governador Beto Richa a proposta da não reeleição para o Palácio Iguaçu. A conversa é que o tucano pode assumir a bandeira contra a reeleição em todos os cargos (proposta do sobrinho do senador Requião, deputado João Arruda, do PMDB) e partir para a disputa da cadeira no Senado. Aí, nessa fórmula, entraria como candidato a governador pelo PSDB o atual senador Álvaro Dias. De quebra – continuam os estrategistas mais próximos ao governador – desmobilizaria o vice-presidente do Banco do Brasil, Osmar Dias, presidente estadual do PDT, na trincheira inimiga. Nesse caso, os irmãos Dias se uniriam em torno do projeto de volta ao Governo do Estado. Richa eleito ao Senado, em 2014 – ainda calculam os palacianos – ganharia mandato até 2023. Poderia, mais adiante, pensar em retornar ao governo. Essa estratégia eleitoral, que consiste na desistência de Richa à reeleição, também foi apresentada ao presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), que a teria achado “muito interessante”.

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2 comentários sobre “Beto Richa para o Senado

  1. Não vale a pena comentar. Ideologia e responsabilidade social zero. O negócio em questão é não perder poder

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