Aumenta a polêmica em torno da aprovação das contas de Yamakawa
A sessão de hoje da Câmara Municipal votará o Projeto de Decreto Legislativo de autoria da Comissão de Finanças e Orçamento que decidirá, em primeira discussão, a aprovação das contas da gestão de 2008 do ex-prefeito Maurício Yamakawa.
Por força da decisão dos vereadores Zenaide Borges e Luiz Aparecido da Silva, o Mancha, a Comissão de Finanças e Orçamento, “rejeita o parecer do Tribunal de Contas do Estado e aprova as contas.
Perguntamos aos vereadores, Zenaide e Mancha, quais as razões os levaram à rejeitar o parecer do Tribunal. Zenaide nos respondeu: “Antes de tomar qualquer decisão consultamos nossa advogada da câmara e o parecer favorável. Não quero cometer nenhuma injustiça”.
Questionada a Dra. Gisele Cardoso Piperno Garcia, disse: “Emiti parecer a respeito do procedimento a ser adotado aqui na Câmara Municipal, ou seja, a respeito das formalidades do processo legislativo, quanto ao mérito o parecer foi emitido pelo Tribunal de Contas, cabendo exclusivamente aos Senhores Vereadores deliberarem a respeito em seus votos no controle político que lhes cabe”.
Apesar da nossa insistência o vereador Mancha não respondeu às nossas perguntas.
O assunto é polêmico e, com certeza, gerará desgaste para os vereadores.
Nossas perguntas aos vereadores:
Na próxima segunda-feira será votado o Projeto de Decreto Legislativo de aprova as contas do município relativas ao ano de 2008.
Enquanto integrante da Comissão de Finanças e Orçamento você votou, e deverá votar, pela rejeição do parecer do Tribunal de Contas e pela aprovação das Contas do Poder Executivo de Paranavaí.
A justificativa do Projeto Decreto Legislativo é abstrata e diz que a decisão foi tomada “pelas razões elencadas no parecer da maioria dos membros da Comissão de Finanças e Orçamento”.
Quais foram estas razões?
A votação no plenário da Câmara é um julgamento político. No seu voto você também está considerando aspectos técnicos e morais?








Os vereadores que votaram favorávelmente à derrubada do parecer do Tribunal, que desaprova as contas do ex-prefeito Mauricio, tiveram o mesmo comportamento dos parlamentares governistas de Brasilia, votam com o Governo, independentemente de qualquer ato proibido que tenha praticado por equívoco ou não.