PSL negocia palanque no Paraná

Publicado em 06 de maio de 2018

Matéria publicada hoje pela Folha de São Paulo diz que o PSL negocia com o deputado Ratinho Júnior (PSD) e com a governadora Cida Borghetti (PP) o apoio do deputado Jair Bolsonaro, o candidato presidencial mais bem colocado nas pesquisas sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em troca, o PSL quer uma das vagas de candidato ao Senado para o deputado Francischini. O partido de Bolsonaro não esconde uma certa resistência em apoiar candidatos do PP, partido líder em enrosco com a Lava Jato.

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Um comentário sobre “PSL negocia palanque no Paraná

  1. Bolsonaro não é líder diferente de políticos corruptos que estão aí. Caso chegue à Presidência, não vai varrer a corrupção nem mudar a política no Brasil.
    Bolsonaro é deputado federal desde fevereiro de 1991, ou seja, há 27 anos. Está nos seu sétimo mandato. Nesse período, nunca enfrentou ou denunciou outros políticos. Pelo contrário, foi filiado a oito partidos, entre os quais alguns dos mais corruptos do país, como o PP de Paulo Maluf, o PTB de Roberto Jefferson do mensalão, o PFL (atual DEM) de Rodrigo Maia. Ou seja, é farinha do mesmo saco.
    Além disso, como todos os políticos, Bolsonaro se beneficiou enormemente desse sistema. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo (7/1/2018), até 2008, o parlamentar e seus filhos declaravam um patrimônio de cerca de R$ 1 milhão, que foi multiplicado até atingir R$ 15 milhões em 2017, valor dos atuais 13 imóveis de propriedade da família. Os bens dos Bolsonaro incluem carros, que vão de R$ 45 mil a R$ 105 mil, e uma aplicação financeira no valor R$ 1,7 milhão.
    O salário líquido do deputado é de cerca R$ 25 mil, e seu soldo como militar é de R$ 5.700,00 bruto. Não é preciso dizer que, com esse salário, seria impossível acumular esse patrimônio em dez anos.
    Bolsonaro também recebeu financiamento das mesmas empresas que corrompem políticos no país inteiro. O caso mais escandaloso foi o recebimento de R$ 200 mil da JBS para sua campanha eleitoral de 2014. A conclusão é óbvia: o deputado não quer nem vai atuar contra um sistema político do qual ele e seus três filhos vêm se beneficiando há quase três décadas.

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