Prisão de Leal preocupa Palácio Iguaçu

Publicado em 23 de fevereiro de 2018

A prisão do diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), Nelson Leal Júnior, caiu como uma bomba no Palácio Iguaçu. Aliado de Beto Richa (PSDB) desde a época da prefeitura de Curitiba, ele é subordinado ao irmão do governador e secretário de Estado de Infraestrutura, Pepe Richa. Ao comentar o assunto, integrantes do círculo de poder do tucano não escondem a preocupação com os desdobramentos do caso – na esfera policial e também eleitoral. Leal Júnior foi exonerado do cargo no final da tarde.
Deflagrada ontem no âmbito da Lava Jato, a Operação Integração investiga casos de corrupção na concessão de rodovias federais no estado. Contra Leal pesam suspeitas de recebimento de dinheiro de forma ilícita de empresas ligadas ao pedágio. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), ele “firmou com as concessionárias inúmeros termo de ajuste sem amparo técnico em que foi acordada a retirada de obras e o incremento das tarifas”.
Por ora, Leal Júnior está preso temporariamente por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco. E o receio do Palácio Iguaçu é como isso vai respingar no governador. O atual diretor-geral do DER foi secretário de Obras em Curitiba quando Richa era vice-prefeito e se manteve na pasta quando o tucano assumiu a prefeitura. Na administração da capital, ele ainda foi assessor no gabinete do então prefeito Beto Richa e também na Secretaria de Governo.
Já com Richa no governo do estado, Leal assumiu o DER em 2013 – ele também integra o Conselho Fiscal da Copel. No órgão, onde tem salário de R$ 12,7 mil, ele responde a Pepe Richa, que, agora, vê sob risco as pretensões de se candidatar a deputado federal. (Gazeta do Povo – Curitiba)

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